O retrato

Assunto para antevéspera do Natal. Sabe aquele ''cavalinho'' que você montou para tirar foto, aos cinco anos? Aquele que você olha com uma pontinha de saudade, mas não assume que tem uma foto daquelas? Vergonha por quê?

Não se surpreenda com a história que vamos contar, enviada por um leitor.



A gratidão

Mesmo que no fundo, no fundo, você desdenhe, chega a ter dó do fotógrafo, saiba que muita gente - que preza o passado e tem sentimento de gratidão - ainda se orgulha da foto no cavalinho de pau, gesso e um pêlo bem cuidado.



O flagrante

Dia desses, na Praça da Bandeira, em Londrina, a família de um empresário riquíssimo pára o carro e faz várias fotos com as crianças sobre o ''cavalinho''.



A história

O jovem casal paga o fotógrafo, dispensa o troco, e o rapaz ainda faz um comentário emocionante - segundo um leitor da FOLHA que, saudosista, gostou da cena:



A família

''Meu avô, ao chegar do Líbano, fez foto do meu pai e da tia desse jeito, no cavalinho, lá em São Paulo. Meu pai fez a mesma coisa com a gente, já em Londrina. E eu estou repetindo a cena, com meus filhos...''



O futuro

''Espero que os cavalinhos resistam à modernidade para fotografar os meus netos''.



E você, leitor?

Se você conhece situações semelhantes, que valorizem a família, que expressem sentimentos de gratidão, que falem de coisas simples, não deixe de dividir com a FOLHA.


Cultura política

O TSE lança amanhã a campanha ''Olho Nele'', para lembrar ao eleitor que ele é responsável pela atuação do candidato que escolheu. A campanha será veiculada de 24 de dezembro a 24 de fevereiro. A intenção é fazer com que o eleitor lembre em quem votou e acompanhe sua atuação ao longo do mandato.


Na mídia

Além dos filmes que serão veiculados na tv, foi criado um spot de rádio. O mote é: ''Seu candidato foi eleito? Você está satisfeito? Está de olho nele? Você é o responsável pelo país que nós somos. O Brasil é tão bom quanto o voto que você colocou na urna''.



É isso mesmo?

Aqui cabe uma pergunta: e a Justiça Eleitoral está fazendo a parte dela? E a Justiça? Ambas também estão agindo firmes para moralizar a política? O saldo final dos julgamentos dos mensaleiros é um bom exemplo?



Férias

Mesmo com a redução do recesso, os 54 deputados estaduais só voltam de férias no dia 11 de fevereiro, depois do Carnaval. O recesso começou no dia 18. Não custa lembrar que o salário de cada parlamentar é de R$ 12 mil.



Felicidade

''Sejam felizes''. Do presidente da Assembléia Legislativa, Nelson Justus (DEM), no encerramento dos trabalhos da Casa, na última terça-feira.


Porte de arma

Voltará à pauta da Assembléia, em fevereiro, o projeto de lei que garante porte de arma para 2,5 mil agentes penitenciários do Estado. O projeto já passou pelo crivo da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).


Escolta

A proposta, que regulamenta no Estado o inciso VII dos artigos 4º e 6º do Estatuto do Desarmamento (Lei Federal 10.826/03), alcança também os agentes que fazem escoltas de presos.




Rio Paraná

Os Ministérios Públicos do Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná e Paraguai firmaram carta de intenções em defesa do Pantanal e da Bacia do Rio Paraná. O objetivo dos MPs é criar soluções que amenizem a crise ambiental verificada na região e colaborem para a melhoria da qualidade de vida dos moradores.


Mar territorial

Pela primeira vez, o IGBE admitiu a necessidade de mudanças na legislação que trata da delimitação do mar territorial brasileiro. Isso implica na distribuição de royalties de gás natural e petróleo. Foi esta semana, durante audiência pública na Câmara dos Deputados.


Poço de Tupi

Durante a audiência, o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR) - autor de projeto com novos critérios para a delimitação - apresentou estudo mostrando que apenas o poço de Tupi, na bacia de Santos, poderá gerar mais de R$ 10 trilhões em royalties ao longo de 35 anos, prazo estimado de produção da reserva. O potencial do poço foi avaliado entre cinco bilhões e oito bilhões de barris de petróleo e gás natural.



Paraná perde

Atualmente, pela Lei 7.525/86, a divisa no mar corresponde a linhas imaginárias que partem da costa, em ângulo reto, até o fim do mar territorial. O fato de o ângulo ser reto prejudica o Piauí e o Paraná, que têm costa côncava.



Perguntinha

Acompanhando com mais atenção a atividade parlamentar, que eleitor não vai desanimar?

Equipe da Folha
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