INFORME FOLHA
Quem matou Fuganti?
Leitor da FOLHA, em Ortigueira, quer saber se há ''pelo menos uma pista'' dos autores do assassinato de Mário Fuganti Júnior. Crime aconteceu 4 de maio de 2006, numa quinta-feira. Há um ano e sete meses.
Crime insolúvel?
Para o leitor da FOLHA, não há crime insolúvel. O que ocorre é o desinteresse das autoridades em apurar a verdade. Ou o interesse em não apurar nada, que é a mesma coisa.
Silêncio
O leitor está perguntando: ''Por que ninguém fala mais nada sobre o assassinato do Marinho?''. Ele acha muito estranho. E acha que faltou empenho das autoridades.
Estranho mesmo!
Mário Fuganti Júnior, de uma família pioneira de Londrina, foi assassinado na fazenda onde morava, em Ortigueira. A casa foi revirada mas não houve roubo.
Pedágio
Terça-feira, leitor de Assaí sugeriu, aqui na coluna, que as concessionárias discutam as tarifas com o usuário, ''já que o governador não negocia; prefere criticar''. Ontem, pelo menos mais cinco leitores se manifestaram favoráveis.
Proposta inédita
O leitor José C. G. Ricci, de Campo Mourão, dá uma segestão inédita. No caso da redução das tarifas, o percentual para carros de passeio seria menor para beneficiar o transporte de cargas, que teria uma redução percentualmente maior.
Subsídio ao transporte
Assim, nesse ajuste para tarifas mais civilizadas, o usuário que viaja a passeio ou mesmo a trabalho, estaria colaborando com uma espécie de subsídio ao frete porque a carga tem mais impacto na economia.
Menos privilégio
Mas as concessionárias têm que sair da chamada ''zona de conforto''. Têm que pôr a cabeça para pensar, ao invés de ficarem apenas recebendo as benesses de um contrato leonino que só lhes dá privilégio.
Eles nos agridem
O que agride mais a inteligência do brasileiro: a cara-de-pau dos senadores ou a frase do Renan Calheiros: ''Renuncio sem mágoa e de cabeça erguida''.
Os comparsas
Mágoa ele não pode ter mesmo; tem mais é que agradecer seus comparsas. Agora, ''de cabeça erguida'' é algo que nos magoa. O Senado é mesmo um antro.
Preço baixo
Do leitor Altino J.X. de Moura, de Andirá, sobre a pizza Calheiros: ''O Senado vergou-se tanto sob as ordens do governo, que vai ser difícil aprumar-se moralmente. O preço deles (senadores) deve estar bem baixo. Deflacionado''.
Clima quente
Uma discussão acalorada sobre os mandados proibitórios impedindo as manifestações nas praças de pedágio tomou conta ontem do plenário da Assembléia Legislativa. É que os deputados Luiz Cláudio Romanelli (PMDB) e Antônio Anibelli (PMDB) faziam parte da lista de réus.
Multa
Pela decisão da juíza federal Vanessa de Lazzari Hoffmann, da 2 Vara de Cascavel, Romanelli e Anibelli pagariam uma multa de R$ 8 mil, cada um, por hora de ocupação das praças da Rodovia das Cataratas. Outra decisão, da juíza federal Tani Maria Wurster, da Vara Ambiental de Curitiba, multava em R$ 1 mil, cada réu, por hora de ocupação das praças da Ecovia.
Ditadura
''Nem na ditadura militar nós tínhamos atos iguais'', criticou Romanelli. O líder do governo informou ainda que, ao ser notificado, escreveu no documento que estava ciente da decisão ''sob protestos'': ''Às favas com a imunidade parlamentar!'', emendou à juíza federal. Romanelli recebeu apoio dos colegas no plenário, inclusive da oposição.
Requião x Lerner
Desde que assumiu o governo do Estado, em 2003, Roberto Requião (PMDB) ataca o antecessor Jaime Lerner (PSB) e seu grupo político. Lerner e seus seguidores têm como praxe não responder as denúncias e provocações, pelo menos na maioria das vezes.
Contra-ataque
Mas, na festa de aniversário de 70 anos do ex-governador, anteontem à noite, em Santa Felicidade, os lernistas desopilaram o fígado. O grupo não poupou o peemedebista de críticas. E olha que a próxima eleição para o governo é só em 2010.
Não vai
O reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Wilmar Marçal, não vai à Assembléia Legislativa, dia 13, para explicar no plenário as mudanças nos quadros administrativos da universidade, demissões de comissionados e extinção de funções gratificadas. O convite foi feito através de um requerimento do deputado Antonio Belinati (PP).
Nova data
O gabinete do reitor informou à FOLHA que o reitor deve marcar outra data para apresentar as explicações. Não há muito tempo. O recesso parlamentar começa dia 22 de dezembro. Belinati acredita que a recusa se deve ao fato do reitor não querer ''bater de frente'' com o governo estadual.
Perguntinha
O reitor da UEL explicará as demissões aos deputados ainda este ano?
Equipe da Folha
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