Aftosa no Paraná
Mais de dois anos atrás o governo do Paraná, através do seu secretário de Agricultura, anunciava a identificação de focos de aftosa. Era o que faltava para o Ministério da Agricultura adotar medidas no mínimo discutíveis.
Cadê a solução?
O tempo passa e o Paraná continua sob embargo da Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) para exportações de carne. São mais de dois anos do episódio da aftosa.
Prejuízo
Os números: mais de 6 mil bovinos foram sacrificados, 2 mil trabalhadores perderam seus empregos - o Estado continua sem uma solução e com prejuízos que passam dos US$ 700 milhões.
Falta vontade!
Será que a situação já não poderia ter sido resolvida? O vírus nunca foi isolado entre o rebanho estadual e, mesmo assim, o Estado sacrificou os animais, cumpriu todas as exigências internacionais de sanidade e até agora nada.
Estranho
A impressão é que há interesses obscuros por trás deste episódio. Primeiro confirmam sete focos de aftosa sem a presença do vírus e, agora, há falta de empenho em resolver a questão.
Reunião em janeiro
Alguns acreditam que a reunião da OIE, em que será discutida a situação do Paraná, seja realizada em janeiro, mas o fato é que ninguém pode responder quando o problema será solucionado.
Aftosa é interior
A frase de um leitor, quando surgiu o episódio, traduz o que ocorre na prática (na opinião dele): ‘‘A simpatia do governo Lula para com o agronegócio é tal qual o carinho que o governo estadual tem para com o interior’’. Pura ironia.
Vê uma vaguinha aí...
As vagas no pátio e estacionamento da Assembléia Legislativa do Paraná sempre foram motivo de disputa. Visitantes normalmente são barrados, até por questões de segurança. Mas agora até a equipe da produtora GW, encarregada da TV Assembléia – que só deve entrar no ar nas férias dos deputados – está com dificuldades para garantir local para seus veículos e para os carros dos entrevistados que irão gravar no local. Os entrevistados terão que parar na rua, no trânsito maluco do Centro Cívico?
Orçamento
O relator do Orçamento do Estado para 2008 na Assembléia Legislativa, deputado Nereu Moura (PMDB), promete apresentar seu relatório na Comissão de Orçamento no dia 15 de dezembro. A votação deve estar concluída em plenário até o dia 22, quando começa o recesso parlamentar.
Bilhões
O Orçamento estadual para o próximo ano, no valor total de R$ 19,9 bilhões, inclui os orçamentos do Estado –
R$ 17,4 bilhões –, das autarquias e fundos (R$ 1,3 bilhão) e das empresas públicas (R$ 1,2 bilhão).
Corrupção
O desafio agora é a aprovação no plenário. A Comissão de Constituição, Justiça, Redação e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados deu parecer favorável à polêmica proposta de Emenda à Constituição (PEC) 76/2007, que permite ao Congresso cassar o mandato por quebra de decoro, em qualquer tempo, se o parlamentar estiver envolvido em denúncias de corrupção.
Não pode
A proposta, do deputado Dagoberto (PDT-MS), altera o artigo 55 da Constituição Federal. Isso porque, atualmente, o parlamentar não pode ser cassado por ato ou fato praticado em legislatura anterior.
Impunidade
Sem essa alteração, em abril deste ano, o deputado Dagoberto não teve como, em seu relatório da consulta do PSOL ao Conselho de Ética, pedir a punição dos deputados Paulo Rocha (PT-PA), Valdemar Costa Neto (PL-SP) e João Magalhães (PMDB-MG), acusados de envolvimento no esquema do ‘‘mensalão’’ e na máfia das ambulâncias. Estes parlamentares conseguiram voltar ao Congresso, apesar das acusações.
Carteiros
Os cerca de 52 mil carteiros de todo País aguardam a sanção do projeto de lei que concede o adicional de periculosidade aos carteiros. O presidente Lula (PT) tem até segunda-feira para decidir se sanciona ou veta a matéria. Até o final da tarde de ontem, nada.
CLT
O projeto, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), foi aprovado pelo Congresso e modifica a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O texto inclui a profissão de carteiro entre as sujeitas a riscos à integridade física do trabalhador.
Saúde
A Promotoria de Defesa da Saúde Pública de Ponta Grossa abriu procedimento investigatório para apurar se os médicos e demais integrantes da rede municipal de saúde que atendem no programa Saúde da Família vêm cumprindo suas obrigações, ‘‘sobretudo em relação à jornada de trabalho’’.

Perguntinha
A Câmara aprova o projeto anticorrupção?

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