INFORME FOLHA
Redução do pedágio
A última posição do governador Requião, sobre pedágio, é que só renegociará com as concessionárias se a base de cálculo - para reduzir tarifas - tiver o mesmo valor definido no recente leilão para pedagiar novos trechos.
Tem que ser razoável
Todos sabem que o patamar das tarifas das novas praças foi considerado muito baixo suscitando até alguns questionamentos. Nessas condições as concessionárias não concordariam. A proposta teria que ser razoável.
Só quer criticar
Leitores estão pergutando se o governador quer realmente negociar. Requião não quer uma saída intermediária, plausível. Ele quer caracterizar que seu adversário político cometeu um absurdo, criou um monstro. Ele tem toda razão.
Quer manter o monstro
Mas, ao invés de buscar soluções, Requião prefere a polêmica, a crítica. Prefere manter o monstro, porque o pedágio sempre vai lembrar a herança de Lerner aos paranaenses. Por essa razão, não transige no preço.
Quem perde é o usuário
Na intransigência de Requião, quem perde são os usuários, que não vivem de discursos, querem logo um preço civilizado pois ninguém pode prescindir de boas estradas.
Sair do pedestal
Não está na hora de o governador conversar com as concessionárias? Se não houver convergência, aí sim, pode até se retirar das negociações. Mas pelo menos mostre boa vontade. Faça uma reunião aberta, com a presença da imprensa.
Proposta insensata
A proposta de Requião tomando como base os preços da empresas espanholas é insensata. É a proposta de quem não quer negociar. Apenas ficou com jogo de cena, passando a idéia de que é ''durão''. É só jogo de cena.
Realidade diferente
Os preços da empresas espanholas têm como base valores praticados em rodovias de maior densidade de tráfico, isto é, maior receita e, ao mesmo tempo, menor necessidade de investimentos - como o fato de já serem duplicadas.
Leite inerte
Depois de ler as denúncias que vêm sendo feitas pela FOLHA (a partir das fraudes no leite longa-vida), o médico João Dias Ayres faz várias observações e acusa: o longa-vida é um leite inerte, ao contrário do pasteurizado.
Pasteurizado
Sobre o leite pasteurizado, o doutor João diz: o pasteurizado é um produto que conserva todas as vitaminas A, C, D e E, ao lado dos bacilos acidófilos de Moro.
Nutricionista
Nutricionistas entrevistadas pela FOLHA nas últimas semanas também indicam o ''leite de saquinho'' como melhor que o ''leite de caixinha''. A dúvida é: em qual leite de saquinho devemos confiar, depois de tantas denúncias.
Bombeiro
Mais uma vez, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, ouviu ontem do governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), que o Estado tem pressa em resolver a pendência junto à Secretaria do Tesouro Nacional (STN). A STN cobra multa de R$ 5 milhões por mês do Paraná pelo não-pagamento dos títulos podres do Banestado, privatizado em 2000. O ministro concordou que é preciso buscar uma saída urgente, mas há meses a pendenga se arrasta sem solução.
PAC
Há um mês, o Paraná foi classificado como inadimplente, o que prejudica repasse de dinheiro da União, incluindo recursos para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Vereadores
Esta semana vai render discussão na Câmara Federal, apesar de o plenário estar enrolado - mais uma vez - com a votação de Medidas Provisórias. Os líderes dos partidos costuram um acordo sobre a votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC 333/04), aquela que altera o número de vereadores e o valor dos repasses às câmaras.
Aumenta ou enxuga?
Uma das propostas na mesa de discussão dos parlamentares é criar cerca de oito mil vagas de vereadores no País. A outra é cortar 1,2 mil vagas. Apostas?
Londrina
A PEC pode garantir mais três vagas na Câmara de Londrina, que passaria de 18 para 21 vereadores.
Primeira votação
A Assembléia Legislativa aprovou ontem, em primeira discussão, o projeto que isenta motocicletas do pagamento de pedágio no Paraná. Nessa primeira votação é considerada apenas a constitucionalidade da proposta. Faltam mais duas votações em plenário e depois sanção do governador para que o projeto vire lei.
59 anos
O deputado estadual Antonio Belinati (PP) requereu ontem um voto de congratulações à FOLHA pelos 59 anos do jornal.
Perguntinha
Reduzindo vagas nas câmaras municipais, não seria o caso de cortar também na Câmara e no Senado?
Equipe da Folha
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