Gato preto dá sorte!
O gatinho preto caminha ziguezagueante entre carros novos e usados numa revenda de Londrina. É alvo de comentários dos clientes. Todos reparam a sutileza e a graça do bichinho, que agrada.
- ‘‘Apareceu numa sexta-feira’’, informa um funcionário.
- ‘‘Não, foi na quinta’’, corrige (e disfarça) a recepcionista, preocupada com eventual superstição, nada interessante para um ambiente de vendas.
- ‘‘Ainda bem! Já pensou? Sexta-feira, um gato miando por aí?’’. O comentário é de um pessimista. Aquele tipo desmancha-prazer.
- ‘‘Imagina! Um gatinho desses, inocente. É só alegria, gente! - afirma uma senhora elegante, que interveio na conversa.
E o gatinho continua saltitante, entre carros reluzentes e cheirando novo. Às vezes parece deprimido.
Ao sair, a senhora (elegante e feliz) recomenda: ‘‘Cuidem dele!’’. Com ele aqui as vendas vão aumentar, vocês vão ver!
Já saindo também, o pessimista comenta: ‘‘Livrem-se desse gato chato’’.
Os funcionários se entreolham reticentes até que um deles pergunta: Quem é o moço?
Outro cliente, que observa tudo, responde: ‘‘Não sei, mas deve ser o personagem que o consultor de empresas Pedro Mandelli chama de ‘‘anestesista’’.
‘‘Anestesista’’ é o cara que detona o otimismo dos outros... Aquele que vê ‘‘pobrema’’ em tudo. Até mesmo num gatinho.
Pedro Mandelli é um gênio da gestão de pessoas e gestão para mudanças de atitudes entre gerentes. Autor de livros e professor da Fundação Dom Cabral, de Belo Horizonte, ele sugere: livrem-se dos pessimistas.
E você, conhece muitos ‘‘anestesistas’’ (entre aspas) na sua empresa, no seu clube, no time de futebol...No seu bairro, há muitos?
Gás veicular
O consumidor estuda trocar de carro e é aconselhado a esperar mais um pouco ‘‘para pegar um movido a gás’’. Reponde: Não sei, não. Essa história do gás está me parecendo muita conversa. Vou ficar no ‘‘flex’’ ou no diesel.

Pedágio
O governo insiste na tecla da redução do preço do pedágio, mas faltam apenas três semanas para que as seis concessi-onárias aumentem os valores cobrados. Os contratos permitem aumentos a partir de 1º de dezembro.Vai permitir o aumento?
Crivo do DER
Os reajustes são calculados com base em uma cesta de índices da FGV. Antes de entrarem em vigor, no entanto, os aumentos precisam passar pelo crivo do DER, que nega os reajustes, o que é depois contestado na Justiça pelas empresas.
Motos
O plenário da Assembléia Legislativa deve votar nos próximos dias o projeto de lei que isenta motocicletas e veículos similares do pagamento de pedágio nas rodovias estaduais. Segundo a proposta, apresentada por um grupo de deputados da oposição e situação, as motos não causam danos às estradas.
Pareceres
Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, a matéria recebeu parecer favorável. As comissões de Finanças e de Obras Públicas, Transportes e Comunicação também deram sinal verde para a tramitação do projeto, que mesmo aprovado em plenário depende de sanção do governador para virar lei.
TCU e AGU
As prefeituras do Paraná que têm alguma esperança em reverter os números da última contagem realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e assim não perder dinheiro vão precisar de muita paciência. O IBGE no Paraná confirmou à FOLHA que a decisão de rever ou não os números apurados pelos técnicos do instituto cabe em parte ao Tribunal de Contas da União e à Advocacia Geral da União (AGU). O trabalho vai demorar.
Vale a última
Sozinho, o IBGE – que é o provedor oficial de dados e informações do Brasil, ligado ao Ministério do Planejamento – não pode tomar a decisão de mudar os números. Por enquanto, para calcular o volume de recursos para cada cidade, valem os apurados na última contagem.
Dados divergentes
O escritório do IBGE no Paraná ainda não tem o total de prefeitos que contestam as suas estatícas. As divergências estão nos números de matrículas escolares e ligações nas redes de água e luz. As prefeituras encaminharam ao instituto vários tipos de documentação.
Araucária
A Prefeitura de Araucária (Região Metropolitana de Curitiba), por exemplo, até montou uma comissão censitária. O município pede a revisão dos números atuais do IBGE.
Perguntinha
Alta da gasolina e do pedágio não é demais?

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