INFORME FOLHA
Perigo no Moringão
O espetáculo de patinação, sábado, no Moringão, teve todos os ingredientes para um acidente de proporções. Superlotação, pouca segurança e nenhuma condição para ações de emergências.
Dentro e fora
Do lado de fora, muita gente chateada porque não conseguiu entrar; alguns voltaram com os donativos que valiam ingresso. Lá dentro havia espaço, mas numa área interditada porque não oferecia boa visibilidade.
Espaço
A área internditada até poderia acomodar algumas pessoas - excepcionalmente e como medida de segurança. Mas ninguém se preocupou em improvisar. Havia muitas crianças com idade entre 5 e 12 anos.
O espetáculo
Felizmente foi só alegria. E o show, como em anos anteriores, maravilhoso e esbanjando talento.
Graças a Deus
No entanto, ficou evidente que tanto a organização do evento como a administração do Moringão tiveram mais sorte do que juízo. Então que continuem tendo sorte, pelo menos.
Massagem 1
Pelo placar de 15 a 2, a Câmara de Vereadores de Londrina derrubou ontem o veto do Executivo ao projeto de lei proíbe aos veículos de comunicação da cidade a veiculação de anúncios de contratação de modelos ou de ''ofertas de serviços de massagens, saunas, acompanhantes, garotos e garotas de programa e outras atividades congêneres''.
Massagem 2
A proposta é assinada pelo vereador Paulo Arildo (PSDB), que, há pouco mais de um ano, já legislou também contra a pílula do dia seguinte e contra a exposição de produtos de sex shops em vitrines. Para o vereador, a proibição dos anúncios de massagem visa inibir o que ele chama de ''apologia disfarçada à prostituição''.
Test-drive
Para justiticar a posição, o vereador contou que já fez, ele póprio, o teste do telefone: ''Liguei para o número de um dos anúncios que oferecia 'massagem completa', e ofereceram vários tipos de serviços sexuais'', alegou. O curioso é que ontem mesmo, na Câmara, circulava um informativo gratuito de conselhos de segurança da cidade com anúncio de uma ''boutique erótica'' de Londrina.
Degola no cerol
Na mesma sessão, Arildo ainda conseguiu a aprovação da lei que proíbe o uso de cerol em pipas soltas na cidade. Como isso será fiscalizado? ''Não tem como fiscalizar: vai depender de a vítima de cerol denunciar o caso. É mais uma proposta de conscientização, mesmo'', admitiu o vereador.
BS Colway
O presidente da BS Colway, Francisco Simeão, conversou ontem à tarde com a ministra Ellen Gracie, do Supremo Tribunal Federal (STF), e pediu a ela reconsideração da decisão que barrou as importações de pneus usados. O Supremo suspendeu decisão do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4 Região, que permitia à BS Colway Social a importação dos pneus.
Refugo
(Há quem afirme tratar-se de pneus velhos, descarte nos países desenvolvidos. O empresário argumenta que não).
Ameaça
Simeão já havia adiantado à FOLHA que que a fábrica de pneus remoldados da empresa em Piraquara (Região Metropolitana de Curitiba) pode fechar em fevereiro se a disputa no Judiciário sobre a questão das importações não for resolvida até o início do ano que vem.
Esperança
Simeão, acompanhado de um grupo de parlamentares, passou uma hora expondo seus argumentos à ministra, para que ela reestude o caso. Na semana que vem ele deve receber um retorno sobre o caso. O empresário se disse animado com a reunião de ontem, apesar de a decisão do STF ter sido tomada com base em um pedido da União.
Prestígio
O tempo que o empresário conseguiu junto à autoridade foi generoso, o que denota prestígio junto à ministra Ellen Gracie, do STF.
Porto 1
O processo que pede intervenção federal no Porto de Paranaguá será remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF), a instância máxima do País para assuntos constitucionais. O Ministério Público Federal (MPF), que propôs a ação civil pública pedindo a decretação da intervenção federal no porto, alega que a superintendência da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina - autarquia que gerencia o porto comandada por Eduardo Requião - deveria ''pautar suas atividades baseada nas deliberações do Conselho de Autoridade Portuária (CAP), de acordo com a Lei dos Portos (Lei 8.630/1993)''.
Estrada do Colono
A juíza federal substituta Pepita Durski Tramontini Mazini, da Vara Federal Ambiental, Agrária e Residual de Curitiba, condenou o Ibama a conservar fechada a Estrada do Colono, trecho da BR-163 que atravessa o Parque Nacional do Iguaçu. Segundo a Justiça Federal, a autarquia deve adotar ''medidas efetivas para recuperar o meio ambiente atingido'', elaborando estudos que deverão ser apresentados em juízo no prazo de 120 dias após o julgamento da ação. Em caso de invasão, os municípios incentivadores serão responsabilizados com multa diária de R$ 10 mil.
Perguntinha
Adianta propor mais ações judiciais contra o pedágio?
Equipe da Folha
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