Pauta morna

Com pauta morna, a expectativa na Câmara de Vereadores de Londrina, ontem, estava centrada na liminar que suspende os efeitos da desaprovação de contas do ex-prefeito Antonio Belinati (PP).



Decoro na Câmara

Nos bastidores, contudo, outro assunto rendeu: a suposta agressão de um vereador a um assessor do próprio gabinete, na véspera, e que teria envolvido até um dos seguranças terceirizados da Casa.



Decoro mantido?


Pelo burburinho iniciado anteontem, a briga teria acontecido entre o vereador Flávio Vedoato (PSC) e seu assessor Reginaldo Marcelino de Oliveira. Já o segurança que teria sido empurrado pelo vereador na tentativa de apartar a suposta briga não quis se manifestar.


Início de revoada

Perguntado sobre o assunto pelos jornalistas que cobrem o Legislativo, Flávio negou a existência do desentendimento e de qualquer eventual agressão. Indagado então sobre a que ele atribuía a expansão dos comentários, respondeu: ''O ônus é de quem acusa - não houve nada''.



'É calúnia'

''O que estão fazendo é calúnia, difamação, vou até fazer à Mesa algum requerimento para que seja punido o funcionário que soltou esse tipo de informação''. Com um ''Ah, é?'', diante da pergunta, a presidente interina, Maria Ângela Santini (PT), respondeu ontem à noite que não, a medida ainda não chegara à Mesa.



'Urubus'


Antes da pergunta dos repórteres, no gabinete de Flávio, a informação era a de que o assessor estaria ausente para tratar de ''assuntos particulares'' e que não compareceria ontem à Câmara. Pouco depois das perguntas, Oliveira apareceu ao lado do vereador, que, em tom de brincadeira, ''ordenou'' que ele falasse com a imprensa. Enquanto isso, o vereador chamava os jornalistas de ''urubus'', de longe, em voz alta. Declarações intercaladas, por sinal, com um ''vocês gostam é de carniça!''.



Chamada


Há quase 10 anos no gabinete de Flávio, o funcionário negou a agressão física. ''O que aconteceu foi que me chamou e houve um desencaminhamento nosso de trabalho, do gabinete, sem agressão'', disse Oliveira. ''Aí ele falou em tom alto e pedi para ele baixar a voz - nisso o segurança veio, mas logo pedi para ele se retirar'', completou. Já sobre o suposto empurrão de Flávio no terceirizado, o asssessor foi evasivo: ''Não sei se houve isso''.


Ética parlamentar

O presidente da Comissão de Ética da Casa, vereador Roberto Kanashiro (PSDB), está de licença. Por outro lado, a presidente interina do Legislativo, Maria Ângela Santini (PT), disse que, se recebesse qualquer encaminhamento sobre o suposto ocorrido, isso seria analisado. ''Independente de ser vereador ou pessoa da sociedade civil, um ato de agressão é algo grave. Desconheço, mas posso até buscar saber porque a Casa deve ser exemplo de manutenção da ordem também'', declarou.


Número de vereadores

Está no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), em Curitiba, a consulta formulada pelo presidente da Câmara de Curitiba, vereador João Cláudio Derosso (PSDB), sobre o números de vereadores que a capital poderá ter a partir das eleições do próximo ano. A consulta, de número 230, é para que a Câmara tenha respaldo no caso de decidir aumentar de 38 para 39 o número de cadeiras, com base na contagem populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


Pendente

Segundo informações do TRE, a consulta encaminhada por Derosso ainda não tem data para ser analisada. Na capital, cada vereador recebe salário líquido de R$ 5,9 mil.


A mais

Os números apurados pelo IBGE devem significar inchaço nas câmaras municipais dos maiores colégios eleitorais do Estado, caso também de Londrina, que pelos dados do instituto pode ganhar mais uma cadeira, somando 19 parlamentares. Foz do Iguaçu deve ganhar mais um vereador, passando para 15. São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, poderá somar 14 cadeiras.


Melhor prevenir

Decepcionados com os números da contagem populacional divulgada pelo IBGE - que em 29 cidades significa diminuição no recebimento de recursos -, prefeitos do Paraná resolveram se prevenir. Entre as propostas dos prefeitos paranaenses que foram encaminhadas à bancada federal está a definição de nova metodologia do IBGE para a contagem populacional com a adoção de política compensatória para as prefeituras que perderem recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).


Lista

Além disso, pedem a adoção de um novo critério na liberação de empréstimos da Caixa Econômica Federal e a criação de uma compensação para as cidades que perderam recursos por causa do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica, o Fundeb. Racionalizar gastos não seria uma opção mais austera do que pedir compensações?


Perguntinha

Aumen tar o número de vereadores, seja onde for, por acaso vai tornar alguma Câmara mais eficiente?

Equipe da Folha
politicacwb folhadelondrina.com.br

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