INFORME FOLHA
Cadeira não esquenta
O novo comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar de Londrina, o major César Vinícius Kogut, que assumiu o cargo na última segunda-feira, é o sexto a ocupar o posto desde 2001. Isso mostra que a cadeira do comandante não chega a esquentar. Antes dele, quem estava no cargo era o tenente-coronel Luiz Carlos Menezes Deliberador que assumira o comando dia 1º de junho.
Histórico
Já haviam passado pelo cargo, o coronel Joacyr José da Silva (agosto de 2006/maio de 2007), o major Marcos de Castro Palma (maio de 2005/agosto de 2006), o tenente-coronel Manoel da Cruz Neto (julho de 2003/maio de 2005) e o tenente-coronel Rubens Guimarães (agosto de 2001/julho de 2003).
Semelhança no LEC
Quem também anda trocando de comando técnico é a diretoria do Londrina Esporte Clube. Só na Copa Paraná, iniciada em 1º julho, os cartolas do LEC já dispensaram quatro treinadores. Já passaram pela ''degola'' Mauro Madureira (caiu antes da estréia na competição), Dirceu de Mattos (dançou mesmo com o time na liderança) e Gilberto Pereira (nem a conquista da vaga na final do torneio foi suficiente para mantê-lo no cargo). Agora, a missão de tentar levar o clube à Série C do Brasileiro (2008) e à Copa do Brasil (2009) está nas mãos de Abel Ribeiro.
Homem-bomba
Um diretor-técnico do Porto de Paranaguá causou o maior frisson ontem na administração do porto. Ex-integrante do grupo de Jaime Lerner, ele entregou dia desses ao governador Roberto Requião (PMDB) um dossiê recheado de supostas irregularidades contra o pessoal de vários setores do porto.
Hora da defesa
O governador encaminhou então o dossiê para o superintendente do porto, Eduardo Requião. Ontem, o superintendente chamou todos os denunciados no dossiê para que dessem explicações, em uma reunião conjunta com o acusador. Mas o autor do dossiê não foi à reunião.
Demissão
Ao meio-dia de ontem, Eduardo Requião deu 12 horas de prazo para que os denunciados se defendessem e provassem inocência. Quem não conseguir se explicar será exonerado, a partir de hoje. O governador está na Argentina e reassume na segunda-feira. Somente ele pode decidir o futuro do diretor-técnico.
Conveniência?
Ontem, o deputado Doutor Batista, pivô da identificação da assinatura fantasma, também confirmou que recebeu o convite do PT para entrar na legenda. ''Estou avaliando, mas é sim um grande partido'', comentou ele. O detalhe é que parte da bancada do PT no Legislativo tem seguido a orientação da liderança do governo em relação à PEC do nepotismo pela derrubada da PEC.
Tucanos
O vereador de Curitiba, João Cláudio Derosso, foi reconduzido ontem à presidência do PSDB de Curitiba para mais dois anos de mandato. Ele encabeçou a chapa prefeito Beto Richa que recebeu 208 votos favoráveis. O vice-presidente do partido é o vereador Celso Torquato e o secretário-geral Michelle Caputo, ex-secretário de Saúde de Curitiba.
Novas contas
Assim como ocorreu com os servidores do governo do Estado, quando as contas mudaram do Itaú para o Banco do Brasil (pessoal da ativa) e Caixa Econômica Federal (caso dos aposentados), os servidores da Prefeitura de Curitiba começaram a se revoltar contra o banco Santander que administrará as contas de 39 mil servidores.
Kits
Os funcionários do município estão recebendo kits (com cartões, cheques) contendo a indicação da agência onde terão a conta. O problema começa por aí, porque muitos exigem o direito de escolher a agência, mais próxima de casa, por exemplo. Isso sem falar no fato de que alguns não querem os cartões que já recebem no kit.
Banestado
Acusado de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, sonegação fiscal e formação de quadrilha no caso Banestado, N.L.P.C. teve pedido de trancamento de ação penal negado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Em decisão unânime, os ministros analisaram o habeas corpus 91158 contra decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que negou a anulação do processo e manteve a quebra do sigilo bancário e fiscal e bloqueio de bens do acusado.
Suspeitas
Ele e outros três co-réus foram denunciados pelo Ministério Público Federal pela suposta prática de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e lavagem de dinheiro.
Remessas
Segundo o STF, no período de três anos, N.L.P.C. teria efetuado remessas de dinheiro ao exterior sem terem sido declaradas à Receita Federal. O valor de aproximadamente US$ 43 milhões teria sido enviado em nome da empresa Farwiss Asset Management Ltda., uma offshore para o Merchants Bank, de Nova York.
Perguntinha
Quem será que aguenta mais tempo no posto: o major Kogut no 5º BPM ou o técnico Abel Ribeiro no LEC?
Equipe da Folha
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