Absolvição de Renan

Mesmo não acreditando na cassação - porque não confia nos políticos brasileiros - muita gente ficou decepcionada com a absolvição de Renan Calheiros. Ontem foi o dia de manifestar esse ódio.



Lavando a alma

''A FOLHA DE LONDRINA lava a alma da gente. Fiquei revoltado, mas ao ler a FOLHA hoje (ontem) percebi que não estava só. A FOLHA é nossa companheira. Achei sensacional a opinião daqueles jovens (pág. 9) e também a manchete...''



Nosso leitor

A frase é do professor João Francisco Gonzales, doutor pela USP, titular de língua latim-jurídico do Instituto Catuaí. Para ele, o papel da imprensa é questionar. ''A FOLHA faz isto com isenção e coragem.''



Carta a Renan

''Eu bem que pensei em escrever ao Renan - diz o professor Gonzales, que também lecionou na UEL -, queria dizer: senador, não se preocupe, o senhor não será cassado, o senhor conhece os seus companheiros.''



Manchetes 1

As manchetes dos principais jornais sobre o escândalo expressam a indignação. Porém, com exceção do Correio Braziliense, ''Estadão'', Zero Hora, Jornal do Brasil e FOLHA DE LONDRINA, os demais não ''carregaram'' nos títulos, ou seja, trataram o fato com frieza.


Manchetes 2

''Renan escapa da cassação com ameaças e a ajuda do Planalto'' (O Estado de S. Paulo), ''Vergonha nacional'' (Correio Braziliense), ''Renan salvo por 40 amigos secretos'' (Jornal da Tarde), ''Absolvição de Calheiros desencadeia onda de indignação no País'' (Zero Hora).



Voto secreto 1

Senadores que agora garganteiam impropérios contra Renan Calheiros (PMDB-AL) estão numa situação muito confortável. Como a votação foi secreta, os eleitores não têm como saber se quem defendia abertamente a cassação do peemedebista realmente votou contra ele ou ajudou a livrá-lo do processo. Num País como o Brasil, votação secreta é covardia.


Voto secreto 2

Essa prática, inserida nos regimentos internos de casas legislativas, permanece porque teria que ser extinta pelos próprios parlamentares - que obviamente não têm interesse nenhum em melhorar o nível de transparência.


Indignação geral

A absolvição de Renan Calheiros repercutiu até na Câmara de Curitiba, unindo situação e oposição nos protestos. O vereador Paulo Salamuni (hoje PV, ex-PMDB) confessou que a sensação dele foi de derrota com o resultado da votação. ''De final de Copa do Mundo. Nós com os melhores jogadores, e o time adversário vencendo com a mãozinha do juiz'', choramingou Salamuni.


No Supremo

O Paraná viu passar ontem mais uma chance de suspender a multa de R$ 5 milhões que o Estado paga à Secretaria do Tesouro Nacional (STN). Estava na pauta de ontem do Supremo, mas não foi julgada, uma ação cível ordinária do Estado contra a União, que cobra a multa desde o final de 2004.


Ilegalidade

A ação - número 930 - não foi julgada porque havia muitos processos em pauta e não há prazo para que ela volte à pauta de julgamentos dos ministros do STF. O relator é Cezar Peluso. Na ação, o Paraná pleiteia a declaração de ilegalidade da multa exigida pela União, cuja aplicação se concretiza pela retenção de valores do Fundo de Participação dos Estados.



Prévias

O deputado federal Doutor Rosinha (PT-PR) tem criticado a resolução da executiva nacional do PT, aprovada na semana passada, que prevê a antecipação das prévias para a escolha dos candidatos a prefeito do partido.


Contaminação

Conforme a decisão da executiva, a ser referendada pelo diretório nacional, as prévias aconteceriam até 25 de novembro. A antecipação não seria obrigatória e dependeria da vontade de pelos menos dois terços das executivas municipais. ''Essa brecha é ruim, porque o processo de eleições internas tende a contaminar o debate sobre as candidaturas petistas'', protesta o deputado.


Coluna Prestes

Na próxima terça-feira será lançado no salão nobre da Assembléia Legislativa o livro ''De Catanduvas ao Oiapoque'', do jornalista Milton Ivan Heller. O livro trata da Revolução de 1924 e da Coluna Prestes no Paraná.


Gás 1

As Promotorias de Justiça de Defesa do Consumidor de Curitiba e de Londrina discutem hoje, em eventos nas duas cidades, os problemas decorrentes da venda irregular de gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha. Na capital, uma audiência pública terá como objetivo apresentar aos responsáveis pelo transporte, armazenamento e venda do gás, e aos responsáveis pela fiscalização, todas as regulamentações e leis a que distribuidoras e revendas devem atender na capital e região.


Gás 2

Em Londrina, a promotoria fará uma reunião, apenas com os responsáveis pela fiscalização, para discutir estratégias. A Promotoria de Justiça do Consumidor convidou para uma reunião a Agência Nacional do Petróleo (ANP), o Corpo de Bombeiros, as Polícias Militar e Civil e a prefeitura para discutir a regularização das revendas e distribuidoras de GLP na cidade.


Perguntinha

Neste País, alguma coisa é quebra de decoro parlamentar?

Equipe da Folha
politicacwb folhadelondrina.com.br

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