Leitor: ‘Tenho vergonha’
O assinante da FOLHA, Roberto Calixto, que trabalha na Forte Engenharia, em Ivaiporã, ligou para a Redação inconformado com a absolvição do senador Renan Calheiros. Ele disse: ‘‘Tenho vergonha da política, dos políticos e da Justiça. Quero ver agora qual juiz terá coragem de punir alguém que rouba’’.
‘Bandidagem’
Já um leitor que se identificou como Marco Macedo Dimali, de Paranavaí, acha que ‘‘foi normal’’. ‘‘Afinal a bandidagem se protege.’’ E prometeu ‘‘nunca mais votar para senador e deputado’’.
O Brasil tem jeito?
Imediatamente após a divulgação do resultado pela internet e televisão, leitores ligaram para a FOLHA em desabafo. ‘‘Esse Brasil tem jeito’’?, perguntavam. O universitário Thiago José de Ribamar, de Londrina, resumiu: ‘‘Me dá nojo’’.
Viva Renan!
O fato: entre cenas de pugilismo e tapa na cara entre políticos e seguranças, Renan Calheiros foi absolvido. Decepção maior do que as CPIs dos Correios, Sanguessuga e o triunfo dos mensaleiros.
Deu a lógica
Para quem conhece os políticos brasileiros, nada mais assusta, deu a lógica. Difícil é ouvir indivíduos como senador Tião Viana, um dos que tentaram explicar. Para ele, tudo é normal, inclusive o desgaste do Senado.
Planalto comemora
Claro que o governo comemora. Três semanas atrás a imprensa vinha divulgando o esforço do governo para salvar Renan. A mídia – sempre amiga – vai se encarregar de descaracterizar isso. Mas que o governo comemora, ninguém deve duvidar.
Assinatura fantasma
A piada que circulou ontem na Assembléia Legislativa, depois que Edgar Bueno (PDT) disse que não era dele a assinatura de apoio ao projeto contra o nepotismo no Estado, era que a assinatura seria da sogra ‘‘fantasma’’. Mais uma sindicância para investigar o episódio?
Destroços da democracia
‘‘O resultado é desastroso para o Senado. O Senado sai destroçado. Não há a menor condição de Renan Calheiros continuar na presidência desta Casa. Se os seis que se abstiveram votassem sim, ele teria sido cassado.’’ Do senador Jefferson Péres (PDT-AM) após a divulgação do resultado da votação.
Multa
A procuradora-geral do Estado, Jozélia Broliani, passou terça-feira e ontem em Brasília, numa série de reuniões com senadores, em novas tentativas de articular a derrubada da multa de R$ 5 milhões que o Estado paga à Secretaria do Tesouro Nacional (STN). O governo acredita que o projeto de resolução que acaba com a multa deve ser discutido na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) na semana que vem.
Indenização
O governo do Estado ainda não localizou o processo administrativo que permitiria o pagamento de uma indenização de R$ 40 milhões, em títulos públicos. O último registro do processo é de 26/12/2006, segundo a Casa Civil. O processo sequer teria chegado à Fazenda. Essa suposta indenização é alvo de ação civil pública, por ato de improbidade administrativa, contra o ex-governador Jaime Lerner (PSB).
Tomou doril
A ação tramita na 3ª Vara de Fazenda Pública, em Curitiba, com o número 3.246/2007. O MP sustenta que depois da saída de Lerner do governo o processo que admitiria o direito à indenização, de número de protocolo 5.019.158-3, teria desaparecido dos arquivos do Estado.
Lei derrubada
A operação, de acordo com o MP, teria resultado no pagamento de cerca de R$ 40 milhões em créditos tributários. O ex-governador nega que esse pagamento tenha sido efetuado, tendo determinado à Procuradoria do Estado entrar com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para derrubar a lei que permitiria a indenização.
PDT
Meses depois de brigar com o PMDB do governador Roberto Requião e deixar o partido, o deputado estadual Geraldo Cartário fala em assinar ficha no PDT do senador Osmar Dias. Cartário disse que chegou a cogitar o PSDB, mas nessa legenda não teria tanto espaço em Fazenda Rio Grande (Região Metropolitana de Curitiba), sua base eleitoral.
CPMF
A Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) marcou uma mobilização para sábado, pedindo o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Serão montados quiosques em ruas de grande movimento nas cidades de Curitiba, Maringá, Londrina, Cascavel, Ponta Grossa e Pato Branco para a coleta de assinaturas contra a prorrogação por mais quatro anos do tributo.
Abaixo-assinado
As assinaturas coletadas no abaixo-assinado serão encaminhadas ao Congresso, na tentativa de sensibilizar os parlamentares para que votem pelo fim da cobrança. Em Curitiba, o quiosque será montado na Boca Maldita, das 9 às 14 horas.
Perguntinha
Agora os brasileiros têm mais razões para sentir vergonha do Senado?

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