INFORME FOLHA
Usina de Aquiles
Mau negócio de quem comprou, e desconhecimento de quem critica o fato de o equipamento ainda não ter sido utilizado, passada mais de uma década apesar de ter custado aos cofres municipais, à época, cerca de R$ 1 milhão. Nada amistosa, é essa a avaliação do prefeito Nedson Micheleti (PT) a respeito da usina de compostagem de lixo adquirida em 1995 pelo então prefeito Luiz Eduardo Cheida (ex-petista, atual PMDB).
Nedson ensina
O prefeito é taxativo ante o uso da usina de compostagem para reciclagem do lixo em Londrina. De acordo com ele, o dispositivo misturaria lixo orgânico a lixo reciclável e diminuiria o valor agregado deste último.
Ambientalmente saudável
Além do mais, agindo assim não se educam as pessoas para que elas façam, em suas casas, o processo de reciclagem esse é o caminho ambientalmente saudável de reciclagem, argumenta.
Modéstia à parte
Sobre o fato de entidades ambientais se mostrarem contrárias à venda e favoráveis à utilização da usina uma das justificativas é a criação de novos postos de trabalho em Londrina , Nedson analisa: Isso é desconhecimento do sistema mais moderno e adequado do que seja a reciclagem; é falta de compreensão. Se acompanharem o trabalho que está sendo feito, constatarão isso.
A mídia e as vaias
Lula recebe uma vaia do tamanho do Maracanã, na abertura do Pan. A grande imprensa aceita a tese de que foi orquestração do prefeito do Rio. Todos sabem que o prefeito do Rio não está com essa bola toda.
Vaias no Nordeste
Lula é vaiado no Nordeste. E a grande mídia minimiza: foi vaiado e aplaudido. As vaias foram iniciativa de um grupo de funcionários em greve, sugerindo que são suspeitos.
Vaias no Nordeste 2
Lula é vaiado pela segunda vez no Nordeste. Mas, de novo, é iniciativa de um grupo de descontentes. Não sei como não disseram que é coisa da elite destepaís.
Deixem o homem trabalhar
A mídia tem sido generosa com o governo. Mas, ainda assim, tem gente que apela: deixem o homem trabalhar; as críticas vêem da elite que perde a teta.
Bancos e empreiteiras
Qual elite está perdendo a teta? Seriam os bancos, que nunca lucraram tanto (nem no governo FHC, que criou o Proer)? Ou as empreiteiras, como aquela que bancava o bebê do Renan Calheiros?
Contra a parede
A Secretaria de Administração da Prefeitura de Campina Grande do Sul (Região Metropolitana de Curitiba) recebeu de volta da Câmara Municipal o quarto projeto de suplementação orçamentária. O projeto foi devolvido pela Câmara ao Executivo porque conteria equívocos, na avaliação dos vereadores, e portanto precisa ser reescrito. A Câmara aguarda agora que a Prefeitura faça as correções. O texto deve voltar para as mãos dos vereadores nos próximos dias.
Obras
A oposição ao governo do Estado prepara uma agenda de fiscalização in loco para verificar a real situação de obras que fazem parte do pacote de promessas de campanha do governador Roberto Requião (PMDB).
Urgente
A idéia é formar um grupo de deputados e visitar as obras que têm urgência na entrega e aquelas que apresentam problemas, como é o caso, segundo a oposição, dos hospitais regionais e do ParanaSan o programa de saneamento do Litoral e Região Metropolitana de Curitiba.
Previdência
Os vereadores de Guaratuba esperam reverter logo na Justiça a liminar que livrou o prefeito Miguel Jamur (PTdoB) da sessão que decidiria a cassação ou não do prefeito. Ele é acusado de supostas infrações político-administrativas no Instituto de Previdência do município. Amanhã, os vereadores da comissão que investigou o prefeito devem se reunir novamente.
Sem autorização
A Comissão Processante aponta que teria havido a transferência de R$ 4 milhões do Fundo de Previdência para as contas da prefeitura sem autorização prévia da Câmara. Os recursos destinados por lei para o pagamento de aposentadorias e pensões teriam sido usados para cobrir despesas de camarotes do carnaval, trio elétrico e restaurante, entre outras.
Banco da discórdia
Antes mesmo de a Prefeitura de Curitiba realizar o pregão presencial, no próximo dia 30, para escolher o novo banco que vai administrar as contas do funcionalismo, o Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac) e o Sindicato dos Servidores Municipais (Sismuc) entraram com uma ação judicial contra a Prefeitura para tentar garantir aos professores o direito de escolher o banco em que irão receber seus salários.
Contrato
O banco vencedor ficará encarregado das contas de 37 mil servidores, entre ativos e inativos. O contrato com o banco paulista Itaú, que comprou o Banestado em outubro de 2000, vence em novembro.
Perguntinha
E não é que o apagão aéreo praticamente apagou os escândalos do Senado do noticiário?
Equipe da Folha | [email protected]





