INFORME FOLHA
Requião e a Fiep
''Eu lamento que a Fiep (Federação das Indústrias do Paraná) esteja sonhando com fantásticas cidades de inovação tecnológica, rigorosamente impossíveis e delirantes. Nós temos uma contradição com a Fiep hoje. A Fiep só quer saber de grandes projetos com as multinacionais, com inovação tecnológica, pensando que se situa no Canadá e não no Paraná e no Brasil'', do governador Roberto Requião (PMDB), ontem, durante evento na Associação Comercial do Paraná (ACP).
Mirabolantes
O governador disse que ''algumas entidades de classe só procuram a gente com planos mirabolantes'', como transformar o Paraná numa base de inovação tecnológica. ''Pedem R$ 100 milhões, pedem que eu dispense funcionários públicos para trabalhar em empresas privadas transnacionais. Mas nós queremos o desenvolvimento econômico endógeno'', disse o governador.
Eleição
Detalhe: mês que vem tem eleição para presidente da Fiep. O atual presidente, o empresário Rodrigo Rocha Loures, busca a reeleição, contra Alvaro Scheffer.
Caos aéreo
Os deputados federais que integram a CPI do Apagão Aéreo foram chamados de volta a Brasília, às pressas, por conta do acidente em Congonhas. André Vargas, do PT do Paraná, está entre eles. Nenhum deles deve estar feliz com a notícia de precisar embarcar em avião para voltar...
A história sem fim
Sobre o impasse envolvendo o promotor Luiz Fernando Delazari, a Corregedoria-Geral do Ministério Público (MP) do Paraná divulgou ontem uma nota destacando que, no entendimento do Conselho Nacional no MP, Delazari já deveria ter voltado às suas funções como promotor e se desligado da função que ocupa no Executivo.
Ficando
Delazari está secretário da Segurança desde maio de 2003 e se recusa a deixar o posto, apesar das manifestações do Ministério Público e do Supremo Tribunal Federal (STF), buscando várias estratégias jurídicas para permanecer no Executivo.
Faltas
''O conselheiro Hugo Cavalcanti Melo Filho (do CNMP) destaca que o promotor Delazari já praticou as seguintes faltas: descumprimento de dever funcional, inobservância de vedação imposta por lei e abandono de cargo'', lembra a nota do MP.
E agora, José?
Essas faltas podem implicar em advertência, pena de suspensão e demissão, após sentença judicial transitada em julgado. A questão da demissão do promotor, conforme previsto na Lei Orgânica do MP, só pode ser requerida em ação civil pública proposta diretamente pelo procurador-geral de Justiça, neste caso, Milton Riquelme de Macedo.
TJ no olho do furacão
O pedido do deputado federal Doutor Rosinha (PT-PR), para que o Ministério Público (MP) estadual investigue o concurso do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná para juiz substituto, será analisado somente no mês que vem quando a promotora Terezinha Signorini voltar de férias.
STJ
Um dos aprovados no concurso, Leonardo Bechara Stancioli, é genro do ministro Paulo Medina, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O ministro do STJ é alvo de investigação por suspeita de envolvimento com a máfia dos jogos ilegais.
A suspeita
Stancioli é o próximo a ser convocado. A suspeita é que Medina tenha intercedido em favor da aprovação do genro junto ao TJ. Na opinião do deputado, o TJ deveria no mínimo suspender a chamada dos próximos candidatos.
Pedágio
Aguarda sanção do governador um projeto de lei que autoriza estudantes a pagarem tarifa de pedágio com 50% de desconto em todo o Estado. O projeto, de autoria do pepessista Marcelo Rangel, foi aprovado esta semana pela Assembléia Legislativa.
Prova
Conforme o projeto, para ter direito ao benefício, o estudante precisa comprovar, a partir de uma autorização do DER, que está se deslocando para uma instituição de ensino.
Sobra para quem?
Rangel acredita que a proposta não vai onerar os demais usuários das estradas, pois no contrato estabelecido com as concessionárias estaria previsto um benefício a ''veículos especiais''. O deputado argumenta ainda que é competência do poder público ''zelar pela frequência escolar'', facilitando o alcance da meta dos estudantes.
Corujão
Já Antonio Belinati (PP) quer que o plenário da Assembléia aprove sua proposta que concede abatimento de 25% nas rodovias pedagiadas para todos os veículos que estiverem circulando da meia-noite até às 6 horas da manhã.
Perguntinha
Projetos contra o pedágio, que obviamente garantem média com o eleitorado, são a nova moda da Assembléia?
Equipe da Folha
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