INFORME FOLHA
O Código de Trânsito
O Código de Trânsito completa dez anos em agosto. Dizem que a redação de alguns itens acoberta impunidades. Mas o forte das reclamações, hoje, recai sobre a falta de controle às peripécias das motocicletas.
FHC vetou
O empresário José Eduardo de Andrade Vieira, na época Senador, lembra que o Conselho Nacional de Trânsito propôs - e o Senado aprovou - um código ''que era um primor''. Mas o então presidente Fernando Henrique Cardoso vetou todos os artigos que tratavam de disciplina, inclusive os dispositivos sobre o uso de motocicletas.
Morrem como formigas
Se FHC tivesse agido tecnicamente, talvez o trânsito hoje fosse mais civilizado. Por conta da indisciplina e impunidade, 35 mil pessoas morrem no Brasil todos os anos. Gente, 35 mil!
Caso do Edmundo
Sobre trânsito, o jornal ''O Estado de S.Paulo'' lembra que o jogador Edmundo (que em 1995 se envolveu num acidente que teve três vítimas fatais) foi flagrado dirigindo alcoolizado em dezembro de 2005. Aconteceu alguma coisa?
Crimes em Londrina
Na Avenida Inglaterra, em Londrina, um indivíduo passou com o sinal fechado e matou duas crianças. Não se tem conhecimento de que fora punido. Aguarda em liberdade, portanto, dirigindo. Há numerosos outros casos.
Aos milhares
Imprudentes existem aos milhares na direção deste Brasil de políticos que não têm atitude, como FHC. Todos querem fazer média com eleitores. Se homens públicos roubam e nada acontece, motoristas matam e tudo fica por isso mesmo.
E o Código?
Apesar disso, está na hora de discutir o Código de Trânsito. Peritos devem ser ouvidos; especialistas em sistema viário devem ser ouvidos. As cidades estarão saturadas dentro de cinco anos.
Experimenta...
O inferno astral do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ganha novos focos de incêndio a cada dia. O último foi detonado pela revista Veja, que publicou em sua última edição uma reportagem dizendo que o senador teria beneficiado a Schincariol depois de a fabricante de cerveja comprar uma fábrica de seu irmão, o deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL).
Novela
Se justificar a origem do dinheiro para pagar a pensão da filha já estava complicando a vida do peemedebista, imagina agora!
Aposentaria
O PT bateu o martelo e decidiu entrar com uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) contra o plano de aposentadoria suplementar dos deputados estaduais. Para não gerar constragimento dentro da bancada - afinal, o petista Pedro Ivo foi favorável à aprovação do plano -, o PT decidiu não fazer ''censura pública'' aos que votaram pela criação do plano, que será vitaminado com dinheiro público.
Prêt-à-porter
Ontem, o benefício aprovado no início do mês continuou rendendo pano para manga. Por causa da péssima repercussão da aposentadoria, o deputado estadual Antonio Anibelli, outro que apoiou a proposta, desabafou: ''Está na moda bater nos deputados''.
Agressividade e transparência
Já o presidente da Casa, Nelson Justus (DEM), também voto favorável, colocou panos quentes. Ele considerou a repercussão ''agressiva'' e disse que tentou fazer com que a Casa fosse o mais transparente possível. Disse também não ter dúvidas de que o trabalhador fica revoltado ao saber que um parlamentar poderá se aposentar com contracheque de R$ 10 mil por mês.
Banco
A Prefeitura de Curitiba abriu a licitação para escolher o banco que ficará responsável pelas contas dos 37 mil servidores ativos e inativos. O contrato com o banco paulista Itaú, que comprou o Banestado, vence em novembro. No ano passado, a folha do funcionalismo somou R$ 780 milhões.
Oferta mínima
De sete a dez bancos devem participar. Ganha a licitação o banco que apresentar a melhor oferta pelas contas dos servidores. O valor mínimo foi fixado em R$ 80 milhões.
Fogo cruzado
Foi o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) que defendeu a volta do secretário da Segurança Pública do Paraná, Luiz Fernando Delazari, à função de promotor no MP. Agora, foi a vez do governador Roberto Requião (PMDB) ajuizar uma ação direta de inconstitucionalidade, no Supremo Tribunal Federal, pedindo a concessão de liminar para suspender vários dispositivos do Regimento Interno do CNMP.
Dança
Além dos assuntos rotineiros de governo, está programada para a manhã de hoje, na ''escolinha'' de Requião, uma apresentação de bolero do professor de dança de salão Eloir de Almeida e da coreógrafa Valdirene Silvestre.
Perguntinha
O secretariado vai dançar?
Equipe da Folha
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