INFORME FOLHA
Protestar é preciso
Hoje é o dia mais importante em termos de protestos contra a falta de segurança em Londrina. Um protesto que vem com muito atraso. E que não conseguiu a adesão de todos, infelizmente. Será tímido. Mas necessário.
Quando havia lideranças
Nos velhos tempos, quando havia lideranças realmente comprometidas, um grupo delas adentrava ao Palácio Iguaçu para - com irreverência cívica - transpor a porta do gabinete do governador visando, digamos, uma conversa ao pé do ouvido.
Sem cerimônia
Sem espera, sem cerimônia, sem limpar barro vermelho do sapato, se necessário, o grupo não sai sem resposta. Resposta positiva. O que o grupo tinha a dizer não importa. O que importa é que a solução chegava em semanas. Sem alarido.
Teatro
Hoje é preciso um pouco de teatro. O recado não é mais olho no olho, na coragem. Hoje é pela mídia. Saindo na mídia está bom. O recado está dado. Missão cumprida. Será que é só isso?
Correio elegante
Circula a informação de que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), está se comunicando com os colegas através de bilhetinhos, no plenário. Além de prático, o método impede eventuais leituras labiais nestes dias de investigação no Conselho de Ética, por causa do dinheiro da pensão de mais de dez mil reais para a filha... Em Brasília, todo cuidado é pouco.
Multa
A Procuradoria Geral do Estado (PGE) continua esperando que a Advocacia Geral da União (AGU) se manifeste sobre a multa que o Estado do Paraná paga todos os meses à Secretaria do Tesouro Nacional (STN), no valor aproximado de cinco milhões de reais.
Mico
No dia 30 de junho foram pagos à STN exatamente R$ 5.199.533,97. Um eventual parecer da AGU contra a multa - o que depende da vontade política do governo federal - é a esperança do Estado para se livrar do ''mico''.
Títulos podres
Em outro flanco de ataque à multa, o senador Osmar Dias (PDT) preparou uma emenda à MP 368, na tentativa de suspender a cobrança. O Estado ficou com a multa milionária pelo não-pagamento de títulos ''podres'' (de difícil resgate) adquiridos pelo governo do Estado na época da privatização do Banestado, há sete anos.
Mundo bizarro
Juiz que barra trabalhador em audiência por causa de um chinelo de dedo. Parlamentares que criam aposentadoria, em benefício próprio, com dinheiro público. Aeroportos que não funcionam. Senado e Câmara mergulhados em crises de imagem, desgastados com enxurradas de escândalos de corrupção. Violência por todos os lados. E a população, nem aí. A ilha da fantasia é aqui?
Indignação
Em relação à aposentadoria dos deputados estaduais, no valor de dez mil reais, os leitores da FOLHA se mostraram indignados. Em comentários por e-mail, um deles disse que ''é bom o povo guardar bem esses nomes (dos que aprovaram o benefício) para a próxima eleição'', pois ''enquanto isso a segurança, a saúde e a educação estão essa porcaria que esta aí''.
Pesadelo
Outro leitor acredita estar vivendo um pesadelo. ''Por favor me digam que é um pesadelo. Eu tenho que trabalhar oito horas por dia desde os oito anos de idade pra me aposentar com poucos reais por mês e estes caras têm a petulância de pretender um abuso desse.''
Mudança de comando
O PMN realiza amanhã, às 19 horas, no Hotel Bourbon, a cerimônia de transmissão de posse da Executiva de Londrina. Na solenidade coordenada pelo presidente do diretório estadual da sigla, Willy Akito Taguchi, será oficializado no comando da sigla o engenheiro e professor universitário José Roberto Hoffmann. Ele assume a vaga ocupada pelo empresário Alberto Pansolin.
Mídia regional
O deputado federal André Vargas (PT), vice-presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Mídia Regional, participou ontem de uma audiência dos integrantes da Frente com o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins. Na reunião, foi formado um grupo de trabalho para alinhavar uma proposta visando maior participação nas verbas, campanhas e projetos do governo federal na área da comunicação social para os veículos do interior.
Restrição 1
Em tempos de fartos escândalos de corrupção, a Comissão de Assuntos Sociais do Senado aprovou o Projeto de Lei 113/07, que impede a aposentadoria, pelo Plano de Seguridade Social dos Congressistas, de parlamentar que for condenado por desvios de recursos públicos durante o mandato. O projeto é de autoria do senador Expedito Júnior (PR/RO).
Restrição 2
O projeto prevê também que se negue a aposentadoria do parlamentar que renunciar ao cargo por responder a processo de perda do mandato por desvios de recursos públicos.
Perguntinha
A Assembléia do Paraná não poderia aprovar projeto semelhante?
Equipe da Folha
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