‘Eu nego’
Já pensou você negar sua identidade? Não assumir suas atitudes e atividades? Já pensou você renegar o seu passado?

Com vergonha
Há parlamentares fazendo isso. Temem achincalhes, vaias. Pelo menos foi o que disse, dias atrás, o ex-candidato a presidente Cristovam Buarque, durante visita à FOLHA. Ele que é considerado um político dos bons.

Desmoralização
Tudo isso por causa da sucessão de escândalos. Os próprios parlamentares - os que não devem, principalmente - estão envergonhados. Cristovam falou em ‘‘credibilidade zero’’.

Em causa própria
Deputados do Paraná defendem a chamada lista fechada de candidatos, como proposta para a Reforma Política (projeto de lei 1.210/2007). Mas isso interessa para eles. Não é bom para a democracia, nem para o eleitor.

Negociata
Já os cientistas políticos parecem desaprovar a idéia que consideram impositiva e antidemocrática. Pela lista fechada, a indicação de nomes será sempre uma saída negociada entre candidatos a canditato.

Voto por exclusão
Se vingar a vontade dos deputados, o eleitor continuará votando sempre por exclusão, ou seja, vai optar pelo ‘‘menos ruim’’. Ou então vai votar contra o que considera ‘‘pior’’.

Emprego público
Segundo estudo publicado pela Veja, domingo, o sonho da classe média - em termos de carreira profissional - é o emprego público. Estabilidade, ritmo de trabalho mais light, boa aposentadoria...

Aceita tudo
O setor público, inchado, sempre oferece mais empregos. A empresa privada é submetida a uma legislação trabalhista exigente, inflexível que inibe a geração de postos de trabalho.

É proibido empregar
As empresas têm que pagar tantos encargos que acabam por penalizar o seu trabalhador com salários baixos. E ainda há as questões trabalhistas em que o empregador é sempre visto como o vilão da história.

Mordomias
Há dois tipos de funcionário público: aquele concursado, cumpridor de obrigações, e aquele que ingressa através de políticos. Os de carreira são trabalhadores.

Assessores de políticos
Não se pode dizer que assessores de confiança de políticos - como Renan Calheiros, por exemplo - sejam tão úteis para a sociedade quanto um funcionário do quadro tradicional.

Luta e luto
Servidores municipais de Cambé (13 km a oeste de Londrina) realizaram no final da tarde de ontem o ‘‘Dia de Luto e Luta’’, em frente à Câmara de Vereadores. O Sindserv-Cambé reivindica corte de 50% dos 216 comissionados e funções gratificadas (FGs) para fazer frente às negociações salariais – emperradas, segundo a administração do prefeito Adelino Margonar (PMDB), por falta de caixa.

Prefeitura na esteira
Para o secretário-geral do Sindicato, Carlos Aparecido da Silva Melo, ‘‘ainda há muita gordura para ser queimada’’. ‘‘Saíram hoje (ontem) em edital 44 exonerações, entre 25 FGs e 19 comissionados. É pouco, dado o impacto que isso tudo tem gerado à folha’’, argumentou.

Sem resposta 1
A oposição na Assembléia Legislativa promete entrar hoje na Justiça – a previsão era ontem – na tentativa de conseguir respostas para uma pilha de requerimentos que aguardam esclarecimentos desde o ano passado. O líder da oposição, deputado Valdir Rossoni (PSDB), se reúne com a bancada hoje de manhã para angariar assinaturas para subscrever as ações. Ontem à tarde, Rossoni adiantou que se for necessário ele assina as ações sozinho.

Sem resposta 2
Entre os requerimentos dos adversários do governo que ficaram sem resposta estão os que pedem informações sobre a Sanepar, editais de licitação, cartão corporativo usado na Secretaria da Educação e viagens do governador.

Comunicação
O presidente da Assembléia, deputado Nelson Justus (DEM), abre hoje o prazo de 48 horas para que os líderes dos partidos indiquem os integrantes da Comissão Especial de Investigação (CEI) que vai fazer um pente-fino nos gastos do governo com comunicação. Pelas regras da Casa, se os partidos não indicarem nomes, cabe a Justus a escolha dos membros da comissão.

‘Escolinha’
A reunião de hoje vai abordar um dos temas que o governador Requião mais gostar de mexer: a grande imprensa. Foram convidados para participar os jornalistas Mino Carta, da revista Carta Capital, e Raimundo Pereira, da revista Retratos do Brasil. Vão falar sobre ‘‘A política da grande mídia brasileira’’.

Perguntinha
Começa a funcionar logo a CEI da comunicação?

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