INFORME FOLHA
Garoto mimado
Comentário atribuído ao secretário da Educação, Maurício Requião (PMDB): ''O deputado Stephanes Júnior é como um garoto que faz travessuras e que mereceria palmadas''. O puxão de orelhas teria sido sugerido em carta encaminhada ao partido pedindo advertência a Stephanes Júnior por ter votado pela criação da CEI da publicidade.
Carne para o Egido
O Paraná poderá voltar a exportar carne para o Egito, importante comprador de carne congelada. O Egito deve comunicar ao governo brasileiro, nos próximos dias, o fim das restrições ao produto paranaense.
Kireeff na Adesg
O presidente da Socidade Rural do Paraná, Alexandre Lopes Kireeff, enfrentou uma platéia de alto nível e, ao mesmo tempo, bem crítica, ao falar terça-feira no ciclo de debates da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (Adesg). Temas polêmicos: questão fundiária, posse da terra, transgênicos, dívida rural, ambiente e defasagem cambial.
Preocupado
Com desenvoltura, respondeu as questões, mostrando domínio sobre assuntos de consenso quase impossível. Como pano de fundo a segurança alimentar. Não disfarçou a preocupação do setor, bastante vulnerável na atual conjuntura.
Com ecologistas
Kireeff anunciou um amplo debate sobre transgênicos, inclusive com a presença de entidades ambientalistas, como Greenpeace.
Debate político
Os produtores - a julgar pela postura de Kireeff - querem debater com a sociedade, pretendem mostrar sua função social, seu papel na economia e provocar uma discussão política sobre a realidade brasileira.
Moral para brigar
Quem produz alimentos para o abastecimento interno e gera dólares na exportação tem todo direito. Os produtores, hoje, estão convencidos da visão distorcida da sociedade sobre seu papel. Acham que há desinformação.
Fogueira ecológica
Enquanto lá em Brasília, nos três poderes, sem exceção (Executivo, Legislativo e Judiciário), a fogueira é de pura vaidade, o Paraná acaba de inventar a Fogueira Ecológica.
Fogueira ecológica 2
Será no Parque Ney Braga. Segundo Kireeff, a madeira queimada terá origem certificada e o gás carbônico será tecnicamente quantificado.
Créditos de carbono
As crianças que forem à festa - em data a ser definida - terão créditos de carbono para, posteriormente, participarem de forma facultativa do replantio de árvores.
Pito
O deputado estadual Jocelito Canto (PTB) está espalhando por aí o mais recente apelido do Palácio das Araucárias, a nova sede do governo estadual enquanto o Palácio Iguaçu passa por reformas. Segundo Jocelito, o prédio é o ''Palácio do Pito''. Foi lá que o ex-secretário de Obras Luiz Caron - que pediu demissão depois de seu filho escrever uma carta com críticas ácidas ao governador - levou uma bronca pública de Roberto Requião (PMDB).
Divisórias
Como o pito foi por causa das divisórias das estações de trabalho, o prédio também tem sido chamado de ''Palácio das Divisórias''. A construção não é muito feliz em relação a nomes. Antes de ser restaurado, era o ''esqueleto'' do Centro Cívico, porque ficou abandonado por duas décadas.
Mister simpatia
O líder da oposição na Assembléia Legislativa, deputado Valdir Rossoni (PSDB), elogiou ontem a simpatia do secretário estadual da Saúde, Cláudio Xavier, que foi à Assembléia Legislativa para prestar contas de sua pasta.
Medo
''Ele é o único que me cumprimenta quando me vê na rua. Os outros (secretários) eu acho que têm medo de serem demitidos pelo governador se me cumprimentarem'', explicou Rossoni.
Socorro
O senador Osmar Dias (PDT) - que perdeu por dez mil votos a eleição para o atual titular do Executivo - respondeu ao pedido de auxílio do governador Roberto Requião às bancadas paranaenses na Câmara e no Senado para enterrar a dívida do Estado com o Tesouro Nacional. Requião apostava que o governo federal resolveria a questão, o que até agora não ocorreu, apesar da insistência do Executivo paranaense.
Procura-se
Osmar disse que ''nunca foi procurado'' pelo governo, mas está à disposição para apoiar o Estado em pleitos que sejam justos. Esse seria um caso, segundo o próprio Osmar.
Banestado
A multa, de R$ 10 milhões mensais, refere-se à compra de títulos públicos na época em que o Banestado foi comprado pelo Itaú, em outubro de 2000. Além de não pagar a multa, Requião pede a devolução dos valores que teriam sido pagos irregularmente pelo Estado. O total somaria R$ 195 milhões.
Perguntinha
Alguém acredita na punição de Renan Calheiros, apesar das evidências?
Equipe da Folha
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