Chá de sumiço

A equipe encarregada das reformas no Palácio Iguaçu, recém-iniciadas, enfrenta logo de cara um desafio, além do estado de corrosão na estrutura do prédio. O projeto estrutural do prédio sumiu. Não foi localizado nos arquivos da administração pública, pelo menos por enquanto. O Palácio Iguaçu, na praça Nossa Senhora de Salete, Centro Cívico, funcionou como sede do Poder Executivo ao longo dos últimos 53 anos.


Estado preocupante

Os técnicos já fizeram a avaliação preliminar no prédio e as conclusões não são nada boas. Segundo o secretário de Obras Especiais, Luiz Caron, o estado da estrutura de concreto é ruim. Os pilares estão comprometidos pela corrosão e apresentam várias infiltrações.


Segurança

Caron disse que, além da reforma na estrutura, o prédio precisará ser adequado às normas de segurança atuais. As rotas de fuga em caso de incêndio, por exemplo, terão que ser adaptadas.



Portas fechadas

O custo da reforma ainda não está estipulado, pois não foram definidas toadas as obras que serão necessárias. No entanto, uma sondagem preliminar, feita há muitos meses, havia avaliado um custo próximo a dez milhões de reais. A duração das obras também depende das avaliações técnicas, que ainda não foram concluídas. A princípio, o governo trabalha com o prazo de 18 meses.


Projeto

O Palácio Iguaçu foi inaugurado em 19 de dezembro de 1953 e faz parte do projeto do Centro Cívico, onde estão também as sedes dos poderes Legislativo e Judiciário. O Centro Cívico começou a ser construído durante o governo de Bento Munhoz da Rocha Neto. Para marcar a comemoração do centenário da emancipação política do Paraná, em 1953, o então governador encomendou um projeto ao arquiteto David Xavier Azambuja.



Vestibular

O líder do governo na Assembléia Legislativa, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), deve marcar uma audiência pública na Casa antes de colocar em votação seu polêmico projeto que propõe data única para vestibular das universidades e faculdades estaduais. Na opinião dele, essa eventual unificação pode garantir que a maior parte das vagas dos cursos oferecidos atenda os estudantes moradores da região mais próxima das escolas.


Outro lado

No entanto, os estudantes podem ver comprometidas suas chances de fazerem vestibular em mais de uma cidade, vendo assim comprometidas as possibilidades de entrarem na faculdade. O projeto deve ter um relator designado na sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da próxima terça-feira. Antes de ir a plenário, o projeto vai passar pelo crivo da Comissão de Educação.


Argumento

Para Romanelli, o sistema atual é ''injusto'' porque garante a maior parte das vagas para os estudantes de famílias de renda mais elevada, que, além de terminar o ensino médio nos melhores colégios ainda podem arcar com as despesas de locomoção e hospedagem em diferentes cidades.


O retorno

O governador Roberto Requião (PMDB) retorna no próximo dia 31 de sua viagem ao Japão e França. A volta do governador ao Paraná deve elevar o índice de presença da base aliada no plenário da Assembléia Legislativa.



Urnas eletrônicas

Desde a implantação do voto eletrônico no Brasil, há dez anos, as urnas já apuraram 2.460.978.313 votos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No Paraná, as urnas eletrônicas contabilizaram quase 70 milhões de votos de julho de 1996 (quando foi realizada a primeira eleição simulada com o novo sistema no Brasil) a abril de 2007. Como cada turno é considerado um pleito, a Justiça Eleitoral realizou 13 eleições nesses dez anos.


Esgoto e efeito estufa

Depois de sacudir a Assembléia Legislativa com a revelação de que o esgoto da Casa era despejado diretamente no Rio Belém, o deputado estadual e presidente da Comissão de Ecologia e Meio Ambiente da Assembléia, Luiz Eduardo Cheida (PMDB), convocou para a próxima terça-feira uma reunião para discutir a compensação das emissões de gases de efeito estufa emitidos pela Casa.


Gases

Os integrantes da comissão deverão apresentar um estudo quantificando as emissões geradas por deputados, assessores e funcionários, propondo medidas que neutralizem essas emissões. Cheida defende o plantio periódico de árvores que possam sequestrar da atmosfera a mesma quantidade de gases emitidos.



Perguntinha

Considerando o significativo contingente de eleitores/estudantes, a Assembléia vai aprovar o projeto que fixa data única para vestibulares?

Equipe da Folha
politicacwb folhadelondrina.com.br

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