INFORME FOLHA
Boquinha especulada...
''É tudo especulação'' - afirmou em entrevista à FOLHA, em abril, o então vereador Marcos Defreitas (sem partido), suplente de Tercílio Turini (PPS), questionado a possibilidade de assumir uma das diretorias do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Idel). Ontem, em notícia no site da Prefeitura, a ''especulação'' virou fato - consumado.
... boquinha confirmada
Defreitas é o novo diretor administrativo e financeiro do Idel, segundo a informação oficial. Fiel escudeiro da administração petista, ele já foi secretário de Planejamento e diretor na Cohab na gestão do prefeito Nedson Micheleti (PT). Esse, sim, parece ser o verdadeiro programa de ''fidelidade premiada''.
Atuação 'marcante'
Pelo menos no que diz respeito à atuação na Câmara, Defreitas teve uma passagem, no mínimo, marcante: a opinião pública reagiu com certa virulência às propostas de mudança de nome da Avenida 10 de Dezembro (para José Richa) e da presença do Exército nas ruas. Ambas foram encabeçadas pelo vereador, alvo inclusive da opinião de londrinenses que vivem no exterior e lêem a FOLHA.
Nem aí
Não é só na Assembléia Legislativa que a lista de frequência está no vermelho. Com a ausência do governador Roberto Requião (PMDB) na escolinha de ontem, muitos secretários resolveram se ausentar. Não apareceram nem para marcar presença. E não foram poucos os bancos que permaneceram vazios do início ao final da reunião semanal do secretariado.
Assunto específico
O governador em exercício, Orlando Pessuti (PMDB), não abriu a escolinha, ontem de manhã. Ele chegou com uma hora e dez minutos de atraso e evitou falar sobre política estadual ou federal. Concentrou-se em discursar apenas sobre o assunto da moda: o biocombustível.
Vedete
No discurso, disse que o crambe poderá ser uma das vedetes paranaenses para a produção de óleo vegetal.
Apelido
O crambe é de origem asiática e chamado por alguns, segundo Pessuti, de ''ervilhaca peluda''. Com a imprensa, Pessuti afirmou que fez a lembrança do apelido do crambe em homenagem a Luiz Cláudio Romanelli (líder do governo), que teria duvidado que o governador tivesse ''coragem'' de fazer a referência verbal ao apelido da oleaginosa...
Lacônico
Da conversa com o presidente Lula (PT), Pessuti fez poucas referências. Disse apenas que conseguiu a promessa - novamente - de Lula de liquidar a dívida do governo do Paraná com o Tesouro Nacional por conta do não pagamento dos títulos podres comprados no governo Jaime Lerner (PSB).
TV
Nos bastidores do Centro Cívico, o assunto da vez era o empresário Luís Mussi, secretário especial de Governo. O comentário é que ele irá vender o Canal 21. Essa não é a primeira emissora de televisão que será vendida por Mussi, se o comentário estiver correto. A primeira foi a TV Exclusiva - hoje TV Transamérica.
De molho
Há cerca de dois meses em recuperação por causa de uma cirurgia para reconstituição de ligamentos no joelho esquerdo, Alvaro Dias (PSDB) só reassume sua cadeira no Senado no início de agosto. Apesar de ter melhorado e de sua previsão de afastamento ser de apenas 60 dias, o regimento do Senado só permite que Alvaro volte depois de 120 dias.
Suplente
O suplente de Alvaro, o reitor do Centro Universitário de Maringá (Cesumar), professor Wilson de Matos Silva, está senador até o retorno do tucano.
Celepar
Circulam pelo Centro Cívico comentários de que Marcos Manzoni estaria sendo afastado da direção da Celepar, a companhia de informática do Paraná. A informação oficial, no entanto, é que Manzoni, do PT gaúcho, teria recebido um convite do Serviço Federal de Processamento de Dados, o Serpro.
Stand by
Manzoni, que desde 2003 está no comando da Celepar, estaria esperando a volta do governador Roberto Requião (PMDB) do Japão e França, prevista para o início de junho, para conversar sobre o assunto.
Sindicalistas
Ontem o PMDB conseguiu filiar dois sindicalistas de peso no Estado, como refoço para 2008. Nelson Silva de Souza, o Nelsão do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, e Gladir Antonio Basso, da Federação dos Bancários assinaram ficha.
Este é o Brasil...
O senador baiano Antonio Carlos Magalhães (DEM, o ex-PFL) disse que considera ''insignificante'' um ''corruptor e um corrupto de R$ 20 mil'', ao comentar o suposto envolvimento do deputado federal Paulo Magalhães (DEM-BA) no esquema de corrupção revelado pela Operação Navalha, da Polícia Federal. O deputado, no caso, é sobrinho do senador, que acabou afirmando que ''cada um deve pagar pelo que fez''.
Perguntinha
Quantos brasileiros podem dizer que R$ 20 mil é um valor insignificante?
Equipe da Folha
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