INFORME FOLHA
O Papa e o mito
Disseram que o Papa Bento XVI é sisudo, fechado. E o Papa deu um show de simpatia. Disseram que o Papa é autoritário. E ele foi amável, quebrou protocolos para tocar o povo e permitir ser tocado.
Conservador?
No final, como todos os mitos foram derrubados, resolveram achar que o Santo Padre ''foi muito conservador''. Ele o é.
Radical?
Ora, a Igreja tem que se colocar como conservadora para manter um certo equilíbrio. É o seu papel. Afinal, o papel do sexo quase explícito na novela das 8 é da TV.
Papa não é omisso
Tem que haver uma postura radical para contrapor ao espetáculo da sexualidade e apologia da violência na telinha. Aliás, a Igreja - longe do Papa - não discute o assunto. Por quê?
Coragem
De quebra, o Papa ainda desafiou o tráfico. Demonstração de coragem para os políticos que têm sido omissos e medrosos.
O que destoa
Então temos um Papa com o mesmo padrão vibratório dos seus seguidores. Ou como diria cidadão comum: ''O Papa orna com o povo. O que destoa é o nível do seu pronunciamento com o discurso, sempre demagógico, dos nossos dirigentes''.
Pacto
O deputado federal Alex Canziani (PTB) procurou ontem a Redação para informar que, em entrevista na página 3, propôs um Pacto pela Educação em Londrina, e não um PAC da Educação, conforme publicado. Leitores da FOLHA criticaram a expressão que teria sido utilizada por Alex alegando oportunismo eleitoreiro.
Correção
Após a reclamação, a reportagem conferiu a fita da entrevista e confirmou que Alex tem razão: a expressão utilizada foi mesmo Pacto pela Educação.
Terceirização
No entanto, a entrevista rendeu novas críticas ao deputado petebista porque, apesar de criticar o excesso de terceirizações na Prefeitura de Londrina, propõe terceirizar a gestão da educação visando melhorar o rendimento dos alunos londrinenses. Dá para entender?
Do PT ao PMDB
A ex-deputada federal Clair Martins, que deixou o PT depois de desavenças com o presidente estadual da legenda, deputado André Vargas, filia-se hoje ao PMDB de Curitiba. A filiação será às 11h, na sede do diretório estadual, na Avenida Vicente Machado.
2008
A ficha dela será abonada pelo presidente estadual do partido, o ex-secretário Renato Adur. Dra. Clair foi vereadora em Curitiba e pode concorrer novamente à vaga, apesar de ter interesse na disputa pela prefeitura.
Mais filiações
Na próxima semana assinam ficha no PMDB o ex-deputado estadual e ex-líder governista no Legislativo Natálio Stica e o filho dele, que é líder estudantil. Atualmente Stica ocupa um cargo na direção da Sanepar.
Sushi no cardápio
Vários deputados devem acompanhar o governador Roberto Requião (PMDB) em sua viagem ao Japão, no próximo dia 16 - Nereu Moura (PMDB), Caíto Quintana (PMDB) e Luiz Nishimori (PSDB). O ex-presidente da Assembléia Legislativa e agora conselheiro do Tribunal de Contas, Hermas Brandão, deve ir também.
Litoral
Representantes do Sindilitoral devem aparecer hoje na ''escolinha'' para pedir ao governador que dê continuidade às obras de saneamento no Litoral e da orla de Matinhos.
Ouvidor no MP
O procurador de Justiça Wanderley Batista da Silva foi eleito ontem o primeiro ouvidor-geral do Ministério Público do Paraná. A Ouvidoria do MP-PR foi instituída pela Lei Complementar no 117, de fevereiro deste ano. Entre as diversas atribuições do novo órgão, está a criação de canais permanentes de comunicação com a comunidade, para recebimento de denúncias, críticas, sugestões e elogios.
Votos
Participaram da escolha do ouvidor os 79 procuradores de Justiça que integram o Ministério Público. Concorreram com Batista os procuradores Saulo Ramon Ferreira, Yedo de Faria Pinto Neto e Ciro Expedito Scheraiber.
Democracia nas compras
Em Alagoas as prefeituras estudam a inclusão de pequenas empresas entre os seus fornecedores. É para ''democratizar'' as compras. Isso pode valer também para obras públicas.
PR devia seguir exemplo
Se até Alagoas faz isto, eis um exemplo para o Paraná adotar nas suas obras de rodovias. As obras seriam executadas por várias empresas menores, quebrando o monopólio de um setor forte, privilegiadíssimo.
Basta querer
No Paraná quem assume as grandes obras são sempre as mesmas empreiteiras. Talvez porque só elas preecham os requisitos. Então, por que o governo não divide as obras em vários lotes? Tratando-se de rodovia, pode, não pode?
Democracia nas licitações
Vários lotes para várias empresas. No atual modelo as obras sempre serão abocanhadas pelos grandes. Transparência desse jeito não adianta. Tem que dividir o bolo.
Não adianta criticar
Não adianta criticar as empreiteiras e, no entanto, permitir que só elas ganhem as concorrências. Não seria melhor formar um grupo de trabalho para mudar os critérios?
Perguntinha
Requião critica as grandes empreiterias. Mas elas estão sempre executado alguma obra para o Estado. Por que não muda os critérios?





