INFORME FOLHA
Frase perigosa
A diretora do Núcleo Regional de Ensino, Márcia Lopes, disse, quinta-feira a um canal de TV, que a falta de segurança nas escolas é um ''problema social''. Ela tem razão. Poderia acrescentar muito mais.
Frase perigosa 2
Poderia dizer - sem medo de errar - que a violência tem sua origem na exclusão social, na concentração da posse da riqueza, na falta de oportunidades, na falta de moradia e emprego dignos.
Discurso antigo
Isso cabe em qualquer discurso. E não é mentira. Só que a frase é repetida há uns 30 anos. Alguns resumem que a violência é ''culpa do sistema'' (capitalista).
Imitando políticos
Políticos que se elegeram debitando a violência à falta de políticas públicas e culpando a sociedade, hoje estão no poder e nada fazem para reverter a situação. Infelizmente, tem quem os copie.
Pt saudações
O quadro continua (vem desde Sarney, Collor e FHC). Milhares de crianças - de 5, 8 anos - em situação de risco podem cair na violência. E, daqui a 5 ou 10 anos, pessoas do governo vão repetir a frase da professora Márcia: ''É um problema social''. O governo banaliza a violência.
Nada a declarar
Se é isso que os governos estadual, federal e municipal têm a dizer sobre agressões a professores, é melhor seguir o secretário Maurício Requião, que não responde às perguntas da FOLHA sobre o assunto.
Efeito cascata
Para se eleger presidente da Câmara Federal, Arlindo Chinaglia (PT-SP), prometeu mundos e fundos, inclusive esse acintoso aumento de salário - que, porém, não é nada perto de vantagens e negociatas, práticas recorrentes de alguns deputados.
Bernardo em Tibagi
O ministro Paulo Bernardo (Planejamento, Orçamento e Gestão) estará hoje, às 9 horas, em Tibagi (101 km ao norte de Ponta Grossa), entre o município de Ventania e o Distrito de Alto do Amparo, para uma visita às obras da BR-153. Dividida em dois lotes, a obra tem 82 quilômetros de extensão e está sendo executada pela C.R. Almeida.
PAC
O empreendimento, no valor de R$ 100 milhões, tem recursos previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A obra, iniciada em 1997, foi interrompida no ano seguinte e retomada em outubro de 2006. A previsão do governo federal é de que todo o trecho esteja concluído até o final do ano que vem.
Compras
A proximidade do Dia das Mães parece ter feito com que o ex-deputado José Janene (PP) fosse às compras ontem. Ele foi visto em um shopping carregando duas sacolas de presentes.
Vendendo saúde
Quem o viu se admirou pela aparência saudável do ex-parlamentar, aposentado com vencimentos integrais pela Câmara devido a problema de saúde.
O PMDB e a Sercomtel
Uma comissão instituída dentro da Executiva municipal do PMDB apresenta, no próximo dia 1º, o relatório sobre estudos do grupo a respeito da estadualização da Sercomtel. Segundo o presidente da sigla em Londrina, João Mendonça, a iniciativa servirá para respaldar o posicionamento do diretório no assunto que promete discussão este ano.
Assunto do passado
Assunto que rendeu saia-justa entre a executiva e vereadores do PMDB, em 2006 - quando a Câmara tentou revogar a lei que institui o plebiscito -, dessa vez o entendimento do diretório é outro. ''É que agora se trata de negociação entre sócios, e não com terceiros'', defendeu Mendonça.
Questão do leitor
Leitor da FOLHA mandou uma questão para o governador Roberto Requião (PMDB): ''Quando senador ele teria vindo ao Paraná perguntar a Jaime Lerner se precisava de alguma coisa?''. A pergunta foi feita um dia depois de Requião alfinetar os irmãos Dias, indiretamente, ao pedir palmas ao senador suplente de Alvaro, Wilson Matos (PSDB), na Exposição de Maringá.
Denorex
Só faltava essa. Segundo o senador Sérgio Guerra (PE), que coordenou a campanha de Geraldo Alckmin à presidência, o PSDB quer assumir a imagem de partido da classe média, desvinculando-se de uma imagem elitista.
Zorra total
Pensando bem, se o PT se comporta como neoliberal, o que há de mais no PSDB vender imagem de classe média?
Mínimo
Enquanto os deputados federais festejam o aumento do próprio salário, de R$ 12 mil para R$ 16 mil, o novo salário mínimo será debatido com sindicalistas na segunda-feira, na Biblioteca Pública, em Curitiba. Desde 1º de abril o governo reajustou valor do salário mínimo de R$ 350 para R$ 380.
Perguntinha
Aumento exagerado do próprio salário, pago com dinheiro público, não deveria ser quebra de decoro parlamentar?
Equipe da Folha
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