Cartas à FOLHA

Não é à toa que muita gente tem hábito de ler regularmente as seções de cartas dos jornais e revista. No caso desta FOLHA, o nível das cartas é dos melhores e revela coragem e uma visão crítica de quem nos escreve. Vale à pena conhecer a opinião dos nossos leitores. Todos os dias.



Árvore x fachada

Após a declaração do secretário municipal de Meio Ambiente (Sema), Gérson da Silva, à FOLHA, justificando a poda de árvores em frente casas comerciais, visando ''valorizar os empreendimentos'', a secretaria recebeu uma enxurrada de ligações de comerciantes querendo retirar as árvores de seus estabelecimentos. Em conversa com auxiliares, Gérson disse que os pedidos serão negados.



Retorno

O diretor de Gestão da Secretaria Estadual de Saúde, Gilberto Martin, retornou esta semana ao trabalho após 40 dias de licença para tratamento de um câncer de próstata. Operado a tempo, o médico e ex-prefeito de Cambé se recuperou de um problema que responde pela segundo maior número de mortes por câncer nos homens.


Pingue-pongue


Durante a recuperação, Martin concedeu uma entrevista à FOLHA, abordando o preconceito sobre a doença. De acordo com ele, muitos homens acabam morrendo por se negarem a realizar os exames retais - para detecção do mal.


Transparência?


O Palácio Iguaçu prefere não divulgar detalhes da viagem do governador Roberto Requião (PMDB) ao exterior. Confirma apenas que o peemedebista estará fora de 17 a 30 de maio. Por que o mistério?


Jornada polêmica


O Conselho Estadual de Saúde aprovou uma moção de apoio a jornada semanal de 30 horas para os funcionários públicos da área e repudiou ontem os descontos salariais prometidos pelo governo do Paraná. Foram 28 votos a favor, uma abstenção e três votos contrários.


Para sensibilizar



O sindicato da Saúde diz que a moção será um importante instrumento na tentativa de ''sensibilizar'' o governo a rever os descontos e devolver os valores retidos numa folha suplementar.


Bronca antiga


O Estado vinha defendendo o cumprimento de 40 horas semanais para os profissionais da saúde, mas o sindicato sustenta 30 horas de trabalho para a categoria.


LDO 1


A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) enviada pelo governo do Estado à Assembléia Legislativa já levanta polêmica. O deputado oposicionista Ademar Traiano (PSDB) afirma que está faltando, na LDO, o ''plano de metas'', necessário para os parlamentares ''entenderem o que o Executivo pretende fazer com os recursos''.


LDO 2


O tucano tenta adiar o prazo para a apresentação de emendas à LDO, que já corre e vai até o dia 3 de maio. A LDO enviada à Casa é referente ao exercício de 2008 e vai embasar o Orçamento do Estado para o ano que vem.



LDO 3


A oposição argumenta que, conforme o disposto nos artigos 165 da Constituição Federal e 133 da Constituição Estadual, as metas e prioridades da administração pública direta e indireta devem constar obrigatoriamente da LDO, ''sem exceções previstas''.



PMDB Mulher

A direção nacional do PMDB Mulher promove hoje, às 19 horas, no diretório estadual do partido, em Curitiba, um encontro com as militantes do Paraná. A presidente nacional, Elvira Salles Ferreira, e a secretária-geral, Regina Perondi, vêm para tratar dos preparativos do II Fórum Regional Sul do PMDB Mulher.


Ofício


Segundo Alzimara Bacellar, membro da Comissão Executiva Estadual, o diretório estadual encaminhou neste ano um ofício a todos os dirigentes municipais do Paraná solicitando a criação de comissões provisórias do PMDB Mulher em todas as cidades.


Bobeou, dançou


O Congresso analisa uma série de matérias voatadas pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, entre elas a polêmica proposta que possibilita a suspensão do cargo, emprego ou função pública durante o processo que julgar crime praticado por funcionário público.


Amplo


O procedimento será aplicado a todo e qualquer servidor público, desde aquele que comete um peculato na repartição de trabalho até o mau policial ou agente penitenciário que opta por atuar contra o Estado. De autoria do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), o projeto integra o conjunto de matérias que a CCJ vota na tentativa de melhorar a segurança pública no Brasil.



Perguntinha


Por que não suspender o mandato de parlamentar envolvido em irregularidade?

Equipe da Folha
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