Medo de investir

''Brasil perde ponto no ranking do empreendedorismo'', diz a notícia. A propósito, as pessoas ou empresas não estão estimuladas a investir em novas atividades produtivas. Quem ousa empreender no Brasil é herói.



Há exceções

O investimento está em baixa. No Paraná poucas cidades, entre elas Curitiba, Londrina, Maringá e Cascavel, são exceções. A primeira dificuldade é a legislação trabalhista.



É um risco!

No país da impunidade, dos impostos, do roubo descarado e da violência, tudo é difícil. Mesmo para quem tem capital. Há um clima de desânimo no ar. O cidadão pensa muito antes de se aventurar num novo negócio.



Sem liquidez

Outro problema: o País tem baixo poder de consumo, porque o povo está sem renda. O comprador é aquele que se afunda no crediário. Desemprego, subemprego, salário mínimo...isso não alavanca consumo.



O gesso

Sem desonerar a economia, não há geração de empregos. Sem emprego não há consumo. Os programas sociais são paliativo. Só está bem quem tem algum tipo de negócio com o governo. A parceria com o setor público rende.



A desculpa


Irrita a explicação do presidente do Sebrae, Paulo Okamoto. Segundo ele, ''já tivemos índices piores''. Procede como o presidente Lula comparando o seu governo com o de FHC, que foi inócuo. Comparar o ruim com o pior é atraso.



Onde está o dinheiro?

O varejo vendeu bem mas ainda há comerciantes reclamando: ''A circulação do dinheiro só é visível na Exposição. A massa salarial não sustenta o consumo, apesar da nossa cultura consumista. O comércio é movido a crediário''.



Está com os políticos

Hoje quem tem dinheiro mesmo são os políticos e os que estão no poder (Executivo, Legislativo e Judiciário). Basta ver os salários dessa gente e suas mordomias. Deputados aumentam salários quando querem.



Disparidades

Dias atrás, a página de Concursos & Empregos informou que o salário inicial de um juiz é R$ 20 mil. Leitores continuam criticando. Não por inveja. E sugerem: já que a Justiça é lenta, por que não paga R$ 10 mil e contrata dois?



O dinheiro?

O dinheiro está represado nas contas de poucos grandes capitalistas. A riqueza está cada vez mais concentrada. Precisa ser pulverizada. O lucro dos bancos chega a ser acintoso.



Londrina sitiada

Se para o prefeito Nedson Micheleti (PT) a cidade ainda é ótima para se viver, para um grupo de vereadores, Londrina não tem mais clima para segurança - a salvação, defendem, é o Exército nas ruas. A proposta está na pauta de hoje da Câmara no requerimento dos edis Marcos Defreitas (sem partido), Paulo Arildo, Roberto Kanashiro (PSDB), Roberto Fu (PDT), Renato Lemes (PRB), Henrique Barros (PMDB) e Flávio Vedoato (PSC).



Ordem e progresso

O requerimento é endereçado ao ''ministro de Estado do Exército Brasileiro, com cópia ao comandante do Batalhão do Exército de Apucarana''. O objetivo: ''a exemplo do que aconteceu no Rio de Janeiro'', o envio de tropas do Exército se faria necessário a fim de ''manter a ordem, a segurança e combater o tráfico de drogas e da violência (sic)''.



Boquinha

Suplente do vereador Tercílio Turini (PPS), que retorna de licença médica no próximo dia 27, Marcos Defreitas (sem partido) não deve ficar longe do poder quando deixar a vaga. Comenta-se que o ex-secretário e ex-diretor na Cohab durante o governo Nedson Micheleti (PT) já teria destino certo: uma diretoria no Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Idel).



Só sei que nada sei

''É tudo especulação, ainda não falei com ninguém sobre isso'', desconversou Defreitas, que, por outro lado, não descarta integrar novamente a administração se for convidado. Apesar do pouco tempo na Câmara, o ex-tucano é autor de um dos projetos que mais despertaram a ira do londrinense, no início do ano: a mudança do nome da Avenida Leste-Oeste para Avenida José Richa. A proposta está adormecida.



Alfinetada

Em clima de guerra fria com o governador Roberto Requião desde que desceu do muro e apoiou Osmar Dias (PDT) em outubro passado, o prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), resolveu responder aos últimos ataques do governador de maneira sutil, mas não menos ácida. Os doentes de Parkinson fizeram até uma manifestação vestidos de preto em frente ao Palácio Iguaçu.



Repique

Um dia depois de o governador anunciar que a Procuradoria Geral do Estado (PGE) ingressou com uma ação contra a Prefeitura de Curitiba para cobrança de uma dívida vencida no valor de R$ 253 milhões, o prefeito determinou a compra pelo município dos remédios para o Mal de Parkinson, que não estão sendo fornecidos aos pacientes pelo governo do Estado.



Bronca

A prefeitura frisou que, por decreto federal, cabe ao Estado a compra de medicamentos especiais, como no caso da doença de Parkinson. Beto disse ter ficado ''sensibilizado'' com a situação dos doentes. ''É uma atitude desumana'', disparou.



Perguntinha

O pedido de ajuda ao Exército é para ser levado a sério ou tem a intenção de criticar o secretário Delazari, que disse que está tudo bem com a segurança em Londrina?




Equipe da Folha
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