INFORME FOLHA
Leis trabalhistas
O que é melhor para os brasileiros: flexibilizar a legislação trabalhista e estimular a geração de empregos ou manter uma legislação atrasada que inibe a oferta de trabalho e trava o crescimento econômico?
Tacanhismo mental
Para reflexão: se a pergunta for feita a deputados populistas/carreiristas a alternativa certa é a segunda opção. Afinal, os políticos morrem de medo das críticas que virão do tacanhismo mental de setores sindicalistas.
Sob as asas do governo
Se quiser crescer, o Brasil precisa se livrar das amarras corporativas para aumentar as oportunidades e distribuir renda para todos. Do contrário, a juventude vai depender de empregos públicos. E o setor público está na UTI.
Emília na Prefeitura
Dona Emília Belinati, ex-vice-governadora, deve decidir nos próximos dias se aceita um convite do prefeito Beto Richa (PSDB) para dirigir um departamento da prefeitura da Capital. Requião também teria oferecido um cargo.
Na ponta da língua
A enquete desta FOLHA perguntou: ''Você faria doações a candidatos?''. As respostas negativas foram rápidas, como se as pessoas se sentissem ofendidas pela idéia: ''Eles não merecem'', ''Já ganham muito'' e ''Não há retorno''.
Operação Hurricane
O Brasil aplaude a ação da Polícia Federal (PF) através da Operação Hurricane (furacão) contra uma série de delitos. O balanço, que começou a ser divulgado ontem, é de arrepiar.
E os políticos?
A pergunta é inevitável: Por que a PF não agiu com a mesma isenção para investigar mensaleiros, aloprados e Waldomiro Diniz? Por que não agiu assim diante das muitas denúncias de corrupção no governo e no Legislativo?
Cadê a reforma agrária?
A Pastoral da Terra critica o Incra ao observar que em 2006 foram assentadas apenas 700 famílias no Paraná. Previsão era de 2,2 mil famílias, conforme o bispo Ladislau Biernaski, representante episcopal da CPT.
Só conflitos
''O que está sendo feito é apenas uma descompressão para evitar maiores conflitos'', afirma o bispo. Paradoxalmente o Paraná é líder em conflitos no campo. Algo está errado. A reforma não avança e ainda há conflitos.
Deputados federais
Sem o risco de desconto salarial, a maioria dos 513 deputados não compareceu à Câmara, segunda-feira. A imprensa critica. O povo pensa diferente. Fora da atividade, eles não prejudicam o País. Portanto, é bom que não trabalhem.
'Exemplo' a ser seguido
Sobre o assunto, leitor sugere que a redução do ''trabalho'' seja adotada pelos deputados estaduais e pelos vereadores do Brasil inteiro. E que o número de parlamentares seja reduzido. É duro sustentar essa gente. O País é pobre.
Bancos mandam
Mesmo com cenário favorável, analistas financeiros apostam que, mais uma vez, o Banco Central reduzirá a taxa juros em apenas 0,25 ponto porcentual, para 12,5% ao ano. Os bancos não concordariam com uma redução maior. BC obediente.
Escolinha
O governador Roberto Requião (PMDB) estava com a corda toda, ontem. Começou criticando, como sempre, a imprensa do Paraná, pelas ''denúncias vazias'' contra o seu governo e contra o ex-comandante da Polícia Militar do Paraná coronel David Pancotti. Depois, atribuiu aos presos na Operação Trânsito Livre a autoria das denúncias contra Pancotti.
Alvaro?
Depois, o governador voltou a criticar o seu adversário político nas últimas eleições, Osmar Dias. Mas errou o nome. Chamou-o de Alvaro (irmão mais velho de Osmar) por duas vezes. Foi corrigido pela platéia.
Senado
Em seguida, juntou todos os senadores do Paraná num mesmo balaio. Disse que o Paraná estava sem defesa no Senado Federal. Que o Estado não tinha senadores. Dessa vez não foi corrigido nem pelos petistas da platéia.
Mais uma
No final da escolinha, Requião prometeu mais denúncias contra o governo do antecessor Jaime Lerner (PSB). Desta vez, envolvendo o Lactec. ''Vamos quebrar a caixa preta do Lactec. Existe lá uma maracutaia generalizada. Contratos incríveis que serão mostrados'', prometeu.
Perguntinha
Desta vez sai CPI na Assembléia Legislativa?
Equipe da Folha
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