Tiro no pé

Vereadores de Londrina sentiram a ira de moradores da Zona Sul ontem em frente ao batalhão da PM. Durante protesto por mais policiamento na região, a mesma onde está o comando da corporação, vereadores que tentaram tirar uma ‘‘casquinha’’ foram hostilizados pela população.


Tiro no pé 2

‘‘Vocês falam muito, fazem reunião, mas não resolvem nada’’, deu de dedo um dos populares. Um dos edis não conseguiu nem concluir um discurso onde fazia a comparação entre o efetivo de hoje (850 policiais, segundo ele) e o de 20 anos atrás (1.250 homens).


Cadê o prefeito?

E sobrou até para o prefeito Nedson Micheleti no mesmo protesto. ‘‘Cadê o prefeito? Ele também tinha que estar aqui’’, gritaram os manifestantes. Depois, se viraram contra o governador, ‘‘que só desce em Londrina de helicóptero’’.


O povo quer a PM

A população está revoltada com a falta de segurança. Um bairro ocupa o espaço em frente ao 5º Batalhão. É preciso deixar claro: o protesto não é contra a Polícia Militar, mas contra a ausência da PM. O povo quer a polícia. Ela tem trabalhado certo.


Propaganda enganosa?

Uma sindicância instaurada no 5º BPM vai apurar ‘‘um corretivo’’ que um integrante aplicou contra um travesti na madrugada de sábado, no centro de Londrina. Após ser flagrado dentro do próprio carro com a profissional, ele alegou que teria sido vítima de ‘‘propaganda enganosa’’. O fato é que a ‘‘moça’’ viajou para Ribeirão Preto com um dente quebrado.


O estrago

Antes da crise da aftosa, dois anos atrás, para cada quatro bois abatidos no Paraná, um era exportado (1 por 4). Depois da crise, apenas um é exportado para cada 40 abatidos (1 por 40). Dados do Sindicarnes.


Os autores

A mudança tão desproporcional na relação produção-exportação mostra o prejuízo econômico causado pela doença ‘fabricada’ pelas autoridades do Paraná e do Ministério da Agricultura. Os autores das trapalhadas devem visitar a Exposição de Londrina. Numa boa!


‘Esqueceram de mim’

A troca de comando no alto escalão da Prefeitura de Londrina mexeu com os brios da Câmara de Vereadores. Ontem, no grande expediente, sobraram críticas veladas ao prefeito Nedson Micheleti (PT) pelo fato de alguns vereadores terem sabido das mudanças à tarde – o anúncio foi segunda de manh㠖, ou apenas ontem, pela imprensa.


Oposição? Não precisa!

Nem mesmo a liderança do Executivo na Casa poupou alfinetada ao Executivo, na discurseira em plenário. ‘‘Câmara e Prefeitura são poderes independentes, mas seria de bom tom que a nossa Presidência soubesse (das mudanças) antes’’, conclamou o líder do prefeito, Gláudio Lima. Disse ter sabido do fato por pessoas de fora da administração. Defende ‘‘que haja independência’’, mas, sobretudo, ‘‘que haja harmonia’’ .


Pela tangente

O comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM) de Londrina, Joacyr José da Silva, adotou uma saída no mínimo diplomática, ontem, ao ser convidado por vereadores a falar sobre violência. ‘‘Não tenho problema nenhum em ir, só preciso consultar minha agenda antes e o alto comando. Aviso vocês mais tarde’’, declinou.


Guerra de apelidos

O governador Requião (PMDB) voltou afiado ontem à ‘‘escolinha’’. Além de eleger como vítima da vez o deputado federal Eduardo Sciarra (DEM), o governador se mostrou irritado com as entrevistas dadas pelo ex-governador Jaime Lerner (PSB) em emissoras de rádio. Lerner chamou Requião de ‘‘Pinochávez’’ (uma mistura dos ditadores chileno Augusto Pinochet e do venezuelano Hugo Chávez).


‘‘Gracinha’’

‘‘É uma gracinha do ex-governador me chamar de Pinochávez. Ele quis dizer que eu era autoritário como o Pinochet e nacionalista como o Chávez. Ele quer me arranjar apelidos agora. Pois vamos achar um para ele também’’. Requião convo cou os telespectadores da TV Educativa para sugerirem apelidos ao ex-governador.


Desfigurada

Na visita a Curitiba, ontem, o ex-chefe da Casa Civil José Dirceu não perdeu a chance de cutucar os adversários. Acompanhado da claque, Dirceu disse que a oposição está ‘‘desfigurada’’, destacando que o PFL teve até que mudar de nome (agora é DEM, de Democratas).


Diferente

Sobre as eleições de 2010, o ex-poderoso ministro do governo Lula lembrou que a próxima será a primeira eleição sem a candidatura de Lula, que desde 1989 disputa a Presidência (naquele ano, contra Fernando Collor).


Acordo

A eleição para a presidência da Associação dos Municípios do Paraná (AMP) não vai mais ter bate-chapa. Os prefeitos Moacyr Fadel, de Castro, e Isaac Ferreira da Costa, de Carlópolis, fizeram um acordo e vão disputar juntos o comando da associação. Os dois prefeitos são do PMDB, mas o Palácio Iguaçu prefere o prefeito de Castro. Fadel será candidato a presidente e Isaac da Costa, a vice.


Perguntinha

Derrubada de CPIs é o novo esporte na Assembléia do Paraná, como oposição e situação jogando no mesmo time?

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