Não tem preço
  Piada que corria ontem na Assembléia Legislativa: ‘‘orçamento da Secretaria do Trabalho = R$ 10 milhões, despesas com funcionários da pasta = R$ 3 milhões, ver o André Vargas na escolinha do
Requião = não tem preço’’. É que alguns deputados não se conformam com a idéia de ver André Vargas no primeiro escalão do governo do PMDB, depois das críticas que o petista despejou contra o governador nos últimos anos.

Linha Verde
  Circula pelo Centro Cívico a informação de que deve ser instalada em breve no Tribunal de Contas (TC) do Estado uma equipe de técnicos e engenheiros para acompanhar as obras da Linha Verde, a maior obra do Programa de Transporte Urbano de Curitiba, na BR-116. O acompanhamento de obras grandes é comum dentro do TC.

Obras inacabadas...
  O TC tem experiência em monitorar obras, especialmente as inacabadas, como o ‘‘esqueleto’’ do Centro Cívico – que foi reformado e agora vai abrigar a sede do governo enquanto o Palácio Iguaçu passa por reformas. O TC coleciona, há anos, casos no mínimo bizarros de obras que nunca saíram do papel, incluindo a construção de uma ‘‘ponte’’ no meio de um pasto. Ninguém sabe como a tal ‘‘ponte’’ foi projetada para ligar nada a lugar nenhum, em uma cidadezinha do Interior do Estado.

...e sem controle
  Em 2001, o TC divulgou informações sobre as 1.055 obras paralisadas identificadas pelo órgão no Paraná naquela época. Os técnicos do Tribunal de Contas apontaram que em 88% dos municípios as obras em andamento – executadas pelos municípios mas pertencentes aos governos estadual ou federal – não tinham seus custos devidamente controlados e especificados, o que prejudicaria as administrações futuras.

Comitê
  O governo estadual também resolveu manter uma vigilância maior nas obras. Esta semana, foi anunciado que o Comitê de Revisão de Programas e Projetos das Secretarias de Estado ficará responsável pela fiscalização de todas as obras do governo previstas para os próximos dois anos. Até um avião será colocado à disposição do comitê.

Sorteio
  O primeiro secretário da Assembléia Legislativa, deputado Nereu Moura (PMDB), fez ontem o sorteio dos gabinetes da Casa, na tentativa de conter os ânimos. É esperar para ver se os deputados ficarão contentes com as salas que vão ganhar ou se a briga vai continuar.

Condenação
  Carlos Staveski e Denilton Paulo de Oliveira Lara foram condenados pela Justiça a sete anos de prisão pela morte do policial militar José Carlos Villas Boas, em fevereiro de 2000, durante uma fuga de detentos do Presídio do Ahú, em Curitiba. O julgamento no Tribunal do Júri, na última terça-feira, durou cerca de dez horas.

Fugitivo
  Segundo informações do Ministério Público, Vanderlei Just, outro fugitivo, já havia sido condenado pela morte do policial militar, em 2002, a uma pena de oito anos e quatro meses de prisão. No mesmo ano, outro presidiário, Alcir Alves dos Santos, que teria se aproveitado da situação, foi absolvido. Outros fugitivos ainda serão julgados, no mesmo caso. Carlos Staveski e Denilton Lara estavam presos há vários anos, por outros crimes a que respondiam.

Borelli
  Na época da fuga, Carlos e Denilton cumpriam pena no presídio do Ahú, por crimes de roubo. De acordo com a Promotoria de Justiça, a fuga teria sido planejada para beneficiar Daniel Canônico, preso de São Paulo, também condenado por roubo, e que faria parte do grupo de Marcelo Borelli. Falecido recentemente, Borelli foi acusado do roubo de 61 quilos de ouro de um avião em Brasília, em julho de 2000. Um mês depois, também foi acusado de ter roubado malotes bancários com cerca de R$ 5,5 milhões de outro avião, em Foz do Iguaçu.

Violência doméstica
  O presidente do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná, desembargador Tadeu Costa, assinou o ato que formaliza a instalação do Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e da Vara de Crimes contra a Criança e o Adolescente.

Perguntinha
O deputado Osmar Serraglio (PMDB) vota em Gustavo Fruet (PSDB) para presidente da Câmara?

Equipe da Folha | [email protected]

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