Invasões de terra

A falta de empenho do governo federal para com a reforma agrária e a falta de autoridade com relação às invasões de propriedades produtivas deixam o Judiciário e, principalmente, o Executivo estadual em condições, no mínimo, complicadas.



A opção pelo delito

Como a aquisição de terras para assentamentos não avança - apesar da oferta de fazendas - centenas de famílias (a grande maioria querendo trabalhar e produzir) cometem o delito da invasão. As invasões traumatizam proprietários e outros moradores das fazendas, que são trabalhadores indefesos.



Justiça faz sua parte

A Justiça age dentro da lei determinando a reintegração da posse. O governo do Estado, igualmente obedecendo a lei, executa a reintegração retirando as pessoas das terra invadidas. Líderes fazem discursos e obtém espaço na mídia, mas o sofrimento de pessoas pobres não muda.



Traumas

Invasão e desocupação implicam em trauma social, desgaste político e gastos que poderiam ser evitados. Colocam cidadãos contra cidadãos e trabalhadores contra policiais, que são trabalhadores.



Cadastro

Nesses episódios o Incra não aparece. Nem para fazer o cadastro de pessoas que efetivamente precisam da terra, para encaminhá-las a um assentamento decente. A Polícia Federal também não aparece para ''fichar'' as pessoas que cometaram o delito.



Invasores profissionais

Ninguém questiona o porquê de uma pessoa sair de Londrina ou Rolândia para invadir terra no Norte Pioneiro, por exemplo. Também não se questiona a migração de pessoas de um acampamento para outro. Levam uma vida desconfortável enquanto líderes vão de veículos próprios, alguns de pouco uso.



Municípios farão melhor

Em 1996, o governo FHC abortou uma proposta apresentada no Senado atribuindo aos municípios a função de cadastrar pessoas que precisam de terras para o seu sustento e profissão. Em comum acordo com o Incra, esse cadastro apontaria a demanda de terra, um indicador fiel para desapropriações.



FHC não quis

O governo da época não quis. A municipalização enfraqueceria as lideranças dos movimentos. FHC teve medo. Se MST e MAST teriam menos espaço, em compensação as famílias que desejam terra atingiriam seus objetivos mais rapidamente.



Caminhos tortuosos

Caminhos para adqurir terras e assentar famílias de forma eficaz existem. Os caminhos tortuosos das invasões são a escolha via conflito. Cabe ao governo escolher se pretende avançar com a reforma dentro do estado de direito ou se prefere jogar paranaenses contra paranaenses ou brasileiros contra brasileiros.



Imprensa medíocre


A imprensa esportiva dos grandes centros é mesmo medíocre. A imprensa paulista, por exemplo, não vê mérito na vitória do Londrina (na Copa São Paulo de Juniores, domingo) sobre o Grêmio de Futebol Portoalegrense, de gloriosas tradições. Prefere falar que a exibição do Grêmio é que foi um fiasco.

Pior é que, em alguns veículos de comunicação, essa tendenciosidade não fica apenas no futebol. É só verificar as pautas políticas.


Comissionados

A imprensa nacional noticiou que o novo governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (PFL), vai reduzir o quadro de servidores comissionados em 17 mil. Para efeito de comparação, o governo federal, para todos os estados, mantém pouco mais de 20 mil cargos comissionados.


Puxão de orelha

Se o número anunciado por Arruda não for exagero de início de mandato, valeria um puxão de orelha na mesma imprensa nacional por nunca ter atentado para a quantidade de cargos em confiança no DF.


Dilma e Requião

A ministra Dilma Rousseff chega hoje a Curitiba para tratar das pendências do governo federal com o Paraná e investimentos no Estado. A primeira reunião com o governador Roberto Requião (PMDB) está agendada para as 11 horas, no Palácio Iguaçu.


Sem prejuízos

A ação furiosa do vereador petista de Rio Branco do Sul, que destruiu portão, recepção e gabinete da Câmara Municipal, é intrigante porque ainda não se sabe o motivo. Mas, levando-se em conta a credibilidade da classe política, que prejuízo sério ele causou??


Perguntinha

O PMDB vai aceitar candidato que o Palácio do Planalto não aprove?

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