Economia
A Câmara de Vereadores de Arapongas também vem conseguindo devolver recursos à prefeitura –a exemplo dos legislativos de Apucarana e Tamarana, noticiado esta semana pela FOLHA. Em 2005, a Câmara local economizou R$ 1,6 milhão, e em 2007, pretende devolver perto de R$ 2 milhões.

Economia II
A devolução de verba pública foi menor em 2006, quando apenas R$ 50 mil retornaram para a prefeitura. Segundo o presidente da casa, Sérgio Onofre da Silva, a queda decorreu da construção da sede própria do Legislativo, ao custo de R$ 1,5 milhão. O novo prédio, como já noticiado pela FOLHA, tem 17 gabinetes para 10 vereadores.

Mudanças em Maringá
A exemplo do ocorrido em Londrina – no mês de dezembro e, provavelmente, final deste –, a Prefeitura de Maringá também passa por período de reforma no secretariado. O prefeito Silvio Barros (sem partido) anunciou cinco mudanças no alto escalão do Executivo: secretarias de Tranportes, Serviços Públicos, Comunicação Social, Desenvolvimento Urbano e Procon. Segundo informativo da própria administração, a reestruturação da equipe deve continuar na semana que vem, quando saem respostas a parte dos convites.

Faça o que eu falo...
Além dessa primeira etapa da reforma, a semana de Barros ainda foi marcada pela questão partidária: na segunda-feira passada, ele anunciou a saída do PP, partido pelo qual foi eleito e também legenda do irmão, o deputado federal Ricardo Barros. Nos bastidores da política maringaense, uma possível tentativa de reeleição de Silvio no pleito de 2008 seria o pano de fundo para a desfiliação. Há nomes no PP, como o do deputado, reeleito para o Congresso, que já se manifestaram contra esse a renovação de mandato de forma consecutiva.

Assembléia
Pelo andar da carruagem, o deputado estadual Nelson Justus (PFL) está se aproximando da cadeira de presidente da Assembléia Legislativa. Justus, que mantém relações cordiais com o governo Roberto Requião (PMDB), já foi presidente do Legislativo estadual na gestão Jaime Lerner (PSB). A eleição para a presidência da Casa será no início do mês que vem.

Vantagem
As articulações feitas até agora dão vantagem a Justus, apesar de uma ala ainda tentar reverter o quadro. O pefelista, que também foi secretário dos Transportes no governo Lerner, pode retomar a cadeira que ocupou logo após a morte do ex-presidente Aníbal Khury.

Futuro
O atual presidente da Casa, Hermas Brandão, do PSDB, tem 60 dias para definir se vai ou não para a vaga de conselheiro do Tribunal de Contas. Brandão, que é serventuário da Justiça e pecuarista, tem dito que pretende retomar suas atividades na iniciativa privada.

Regimento Interno
Para este ano, o deputado Tadeu Veneri (PT) está defendendo revisões do Regimento Interno da Casa, que já passou por modificações recentemente. Para o deputado, a Casa está entre as mais atrasadas do País, tanto em relação à informática quanto à transparência.

Rolo compressor
O petista defende o fim da chamada comissão geral no plenário, que é a possibilidade de se discutir de uma vez só qualquer projeto, sem que ele passe antes pelas comissões permanentes, como Constituição e Justiça e Finanças, por exemplo. Quando o plenário é transformado em comissão geral, ele mesmo faz o papel das comissões.

Lenha na fogueira
A semana começa com turbulência na disputa pela presidência da Câmara. Amanhã, um grupo de deputados se reúne para discutir uma candidatura alternativa à presidência da Câmara. A procura por nomes alternativos enfraquece as campanhas do atual presidente, Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e Arlindo Chinaglia (PT-SP). Na opinião desse grupo, nenhum dos dois candidatos terá cacife para melhorar a já combalida imagem da Casa.

Reforma política
Passado o frisson das eleições, o Congresso deverá debruçar-se sobre outra espinheira: a discussão da reforma política. Trabalho para Hércules, considerando-se o descrédito da classe política nacional.

Perguntinha
A disputa pela presidência da Câmara está mais animada que a recente eleição para presidente da República?

Equipe da Folha
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