INFORME FOLHA
Salário da profissão
A possibilidade de suplentes em Brasília ganharem a bolada de R$ 43 mil revoltou leitores da FOLHA. Um deles sugeriu, por e-mail, um movimento popular para que os ganhos de deputado sejam vinculados ao piso de sua profissão e ainda indexados ao salário mínimo. Aí então irão pensar muito mais em não valorizar o mínimo (ganho da grande parte dos trabalhadores) e deixar de legislar em causa própria, argumenta o leitor.
Recesso
O benefício se deve ao recesso do Congresso, em janeiro, último mês da atual legislatura. Por isso, os 21 suplentes de deputados podem receber até R$ 43.600, já que os titulares dos cargos pediram afastamento para assumir governos estaduais ou secretarias de Estado.
Primeiro escalão
O chefe da Casa Civil, Rafael Iatauro, almoçou com o governador Roberto Requião (PMDB). Assunto principal teria sido a composição do secretariado. Anteontem, foi o diretor brasileiro de Itaipu, Jorge Samek, quem falou com o governador sobre o assunto.
Teses
Extra-oficialmente circula pelo Centro Cívico a tese de que o PT terá dois cargos no primeiro escalão estadual. Já o PSDB deve ficar com um cargo no primeiro escalão e um no segundo. Ainda segundo as especulações correntes, o deputado federal Irineu Colombo pode ficar com a Secretaria Especial de Representação do Paraná em Brasília.
Check list
A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) desembarca no Paraná na próxima terça-feira, dia 9, salvo imprevisto. Ela vem a Curitiba para discutir assuntos da administração federal em relação ao Paraná, como reivindicações do governo estadual que ainda não foram atendidas o que inclui a briga contra o pedágio, por exemplo. Rafael Iatauro preparava ontem a lista de assuntos a serem tratados com a ministra. A relação entre o PMDB de Requião e o governo Lula voltou aos bons tempos no segundo turno da eleição, quando os então candidatos à reeleição resolveram trocar apoio.
Acerto
A discussão dos pedidos do Paraná com a ministra da Casa Civil foi acertada no final do ano passado, durante um encontro entre o presidente Lula e Requião.
Coisa de detetive
Dilma Rousseff é uma das encarregadas de entregar ao presidente um relato sobre as ações pregressas dos ministeriáveis. No Paraná, são três nomes: Reinhold Stephanes (cotado para a Saúde), além de Orlando Pessuti (PMDB) e do pedetista Osmar Dias (cogitados para a Agricultura). Segundo o blog de Josias de Souza, da Folha de S.Paulo, Lula quer informações sobre as ações passadas dos ministeriáveis. Pelo visto, vai ser mais ou menos como analisar o currículo dos cotados para o primeiro escalão. Será que os
candidatos a ministro têm muito o que esconder do presidente?
Explicar como?
Há detalhes na política brasileira que desafiam qualquer lógica. Conforme a matéria publicada ontem pela FOLHA, mesmo com a redução no número de vereadores, há cerca de dois anos, as despesas das Câmaras de Vereadores aumentaram. Em tese e apenas em tese os gastos seriam menores porque o volume destinado a salários dos parlamentares cairia, assim como as despesas para manutenção dos gabinetes.
Inverso
Pelo menos era essa a intenção do Supremo Tribunal Federal (STF), quando decidiu que o número de vereadores nas câmaras do País deveria se adequar, a partir de 2005, ao número de habitantes de cada município. Mas um levantamento do Instituto Brasileiro de Administração Municipal (Ibam) não acusou a esperada redução dos gastos. Mostrou que as câmaras municipais do Paraná, por exemplo, apresentaram um aumento médio de 11,51% nos seus gastos entre 2004 e 2005. O número é superior à média nacional, de 7,58%.
Impostos, impostos...
Onde as câmaras, de diversos estados, gastaram então o dinheiro? A fonte é o bolso do contribuinte, esse sim sistematicamente vazio.
Fórum Eleitoral
O Tribunal Regional Eleitoral (TRF) da 4ª Região determinou a suspensão da liminar que impedia o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná contratar a construtora Cherem para a execução das obras do Fórum Eleitoral de Curitiba. A medida tinha sido tomada pela Justiça Federal em Curitiba, atendendo pedido da construtora Beter, a segunda colocada na concorrência.
Perguntinha
Será que com o salário de parlamentar vinculado ao piso da profissão a disputa pelas cadeiras da Câmara e do Senado seria tão feroz?
Equipe da Folha
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