Otimismo no interior
  O anúncio de Requião, no momento da posse, de que vai investir R$ 1,3 bilhão na agroindustrialização (manchete deste jornal na terça-feira) agradou os municípios do interior, que precisam ampliar as oportunidades de empregos.
  Agroindustrialização é algo que beneficia o campo e a cidade ao mesmo tempo.

Papel da Seab
  A expectativa agora é saber como o programa será executado. Por conta dessa esperança, interessa saber, também, quem será o Secretário da
Agricultura e Abatecimento.  O plano do governador aumenta o papel social da Seab e vinculadas.

Consumidor quer briga
  Ferido moralmente - e no bolso - pelo desaforo da impunidade, apesar de tantas denúncias de corrupção, o consumidor está mais cioso de sua cidadania e não hesita: tendo chance, reclama mesmo. O comércio paga o pato.
  Brasília legitimou o roubo e deu péssimos exemplos. Mas fez o povo ficar esperto.

Qualidade em baixa
  Viajando de Umuarama a Londrina; depois de Londrina a Marília, sempre sob tempo chuvoso, cidadão abasteceu o carro pelo menos três vezes e ficou indignado com o tratamento dos postos. Não há mais cortesia, nem os vidros estão limpando.
  Só querem empurrar produtos.

Capitalistas!
  Rola muito dinheiro na disputa pela presidência da Câmara. Tanto na campanha de Aldo Rebelo
(PCdoB-SP), quanto na de Chinaglia (PT-SP), o
tema começou a ser discutido, de forma discreta. Avaliam que gastos ficarão entre R$ 200 mil e
R$ 300 mil. Nada de mensalão, certo? Só material de propaganda.

Batalha judicial
  A promotora Rejane Batista de Souza Barbosa, da Procuradoria Geral da Justiça Militar, abriu um inquérito policial militar para apurar se a Capitania dos Portos do Paraná colocou obstáculos para a execução da dragagem do canal de acesso ao Porto de Paranaguá. Ela ainda não indiciou ninguém. Geralmente, este tipo de inquérito demora cerca de 60 dias para ser concluído.

Inquérito militar
  O superintendente dos Portos de Paranaguá e Antonina, Eduardo Requião, pediu à Procuradora Geral da Justiça Militar, Maria Ester Henriques Tavares, que instaurasse um inquérito militar para adotar providências administrativas e criminais em relação a Capitania dos Portos do Paraná.

Canal
  Ela delegou o assunto para a promotora. Entre os principais pontos que ele questiona estão a diminuição da profundidade do canal de acesso ao porto, as sobrelarguras do canal que foram encurtadas e o fato de Antonina ter sido retirada da dragagem.

Retorno
  A prefeita Lindiara Santana Santos (PDT), de Bocaiúva do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, reassumiu seu cargo ontem. Na semana passada, ela teve o mandato cassado pela Câmara Municipal, mas conseguiu uma liminar na Justiça que lhe garante o exercício do cargo. Ela é acusada de irregularidades como superfaturamento de obras, compra de material sem licitação e uso de bens públicos para fins particulares.

No começo
  Mesmo com a posse do presidente e governadores, o ano político ainda não começou. Por enquanto, o foco está nas articulações para montagem das equipes de governo. A diversão vai começar mesmo em fevereiro, com a abertura dos trabalhos no Legislativo –leia-se Câmara e Senado. Assuntos desde a reforma trabalhista até aumento de salário para parlamentares devem fazer parte do cardápio. No Paraná, a Assembléia Legislativa reabre em clima de eleição. E agora sem o tempero da CPI dos Grampos.

Secretariado
  O secretariado de Requião para o segundo mandato pode ser definido nos próximos dias, com seu retorno de Brasília. As especulações de bastidores colocam a Cohapar nas mãos de Rafael Greca
(PMDB) e a pasta dos Transportes nas mãos do deputado federal Max Rosenmann, também do PMDB. O PSDB também deve ser contemplado. Um deputado estadual tucano pode ser chamado para chefiar uma pasta.

‘Terrorismo’
  Um pouco antes de tirar férias, o presidente Lula (PT) chamou de terrorismo os ataques feitos a ônibus e delegacias no Rio de Janeiro. Admitiu até mudanças na legislação para fechar o cerco a esse tipo de crime. Se nenhum tipo de violência se justifica, então não é violência o que os governos sistematicamente fazem, fechando os olhos para
‘‘cidadãos’’ que vivem em barracos sem comida, saúde e educação, para dizer o mínimo?

Perguntinha
  Afinal, quem são os cúmplices do terrorismo?

Equipe da Folha
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