INFORME FOLHA
Pensão vitalícia
Quem acha que salários acintosos (ofensivos à dignidade do trabalhador) estão apenas no Judiciário, está enganado. O governador de MS, José Orcírio, o Zeca do PT, será beneficiado com uma pensão vitalícia de R$ 22,1 mil.
Assembléia aprovou em votação secreta.
Melhor que mega-sena
Pensão vitalícia é o melhor negócio do mundo: não é extinta com a morte do beneficiário; é repassada, com 50% de desconto, para a viúva. A pensão vitalícia também beneficiará o governador eleito André Puccinelli (PMDB).
Para inveja do Zeca do PT, os R$ 22,1 mil que vai ganhar (sem fazer nada) ficam abaixo do salário do governador Roberto Requião.
Pensando bem...
Pensando bem, o PT adora altos salários e empregos públicos. No caso do MS, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS) promete lutar contra a decisão legislativa, até a última instância.
Só fiasco
Mas é só promessa: a OAB nacional, por exemplo, foi impotente com relação às denúncias de corrupção no governo federal. Nada além de críticas em recinto fechado e algumas entrevistas de Busato. Como a CNBB, críticas discretas, tipo fogo amigo.
Inoportuno
Depois da notícia sobre o estrago causado pelos erros do governo no episódio da aftosa, ano passado, o presidente do Sindicato Rural de Loanda pede ajuda através de financiamento. Estranho: não seria mais justo reclamar pelos direitos?
Falsa impressão
Da forma como foi colocado, o pedido de Loanda deixa a impressão que a agropecuária vive de favor - o que não é verdade. Sugere, ainda, que não há reparo a ser feito. Está tudo certo. Apenas aproveita a ocasião para pedir crédito.
De chapéu na mão
Assim, de chapéu na mão, o setor produtivo não se impõe. Passa uma imagem de oportunista - que também não é real. Não é hora de pedir nada, mas de exigir reparos. Ou, então, assumir que não houve prejuízo algum.
Choradeira
Ao pedir crédito (que não é de graça) a agricultura dá munição para os críticos do agronegócio - que são muitos no governo -, e que têm uma visão atrasada sobre o setor produtivo, que é um gerador de riqueza e de benefícios sociais.
Pouco, mas tudo
Paixão por Londrina, não: a cidade merece é amor. Essa é a análise singela de um leitor da FOLHA no site do jornal (www.bonde.com.br/folha), na forma de comentário. A referência é ao aparente descaso da Prefeitura com o Calçadão da Avenida Paraná, em contraste com o quadro nada caótico mostrado na avalanche de peças publicitárias bancadas pelo poder público. Paixão é temporária, o que devemos ter é amor. Estão acabando o que foi alicerçado no passado, lamenta.
Eles não esquecem
Se depender também dos leitores, é grande a lista de pendências que o Executivo deixa para a cidade em 2007. Não faltam críticas a obras iniciadas em período eleitoral, não concluídas; aos buracos no asfalto - ainda é a greve dos servidores a culpada? -; à sujeira do Centro. Em tempo: não faltam também recados pela resposta em 2008.
Cassação
O Ministério Público Eleitoral (MPE) deverá pedir ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) a cassação dos mandatos conquistados em outubro passado pelos deputados estaduais Geraldo Cartário (PMDB) e Carlos Simões (PTB). Os dois foram alvos de ações de investigação judicial eleitoral - julgadas procedentes pela corte do TRE - por uso indevido dos meios de comunicação social e abuso de poder econômico.
Prazo
O pedido de cassação ao TRE é feito 15 dias após a diplomação dos eleitos, solenidade que ocorreu no último dia 19. A dúvida do MPE, porém, é saber se o prazo continua correndo durante o recesso judiciário. Ou seja, se o pedido de cassação pode ser feito até o dia 3 de janeiro ou até o dia 18 de janeiro.
Votação
Geraldo Cartário foi eleito com 61.758 votos e Carlos Simões com 32.138 votos. O deputado federal Íris Simões (PTB), irmão de Carlos Simões, não conseguiu se reeleger, mas foi alvo da mesma ação de investigação judicial eleitoral. Íris obteve 33.546 votos.
Ausências
Segundo levantamento mensal feito na Assembléia Legislativa por uma equipe da Folha de Londrina, Geraldo Cartário não apareceu em nenhuma das 16 sessões legislativas do mês de novembro. Já Carlos Simões faltou em 10 das 16 sessões legislativas.
Salário em dia
Conseguir pagar as contas em dia deveria ser obrigação do administrador público, mas, em contexto de crise ou recuperação financeira, chega a soar como comemoração. De Jataizinho (21 km a leste de Londrina), por exemplo, o prefeito Wilson Fernandes (PDT) informa que a folha de dezembro e o 13º salário já estão pagos, assim como parcelamentos da administração com a Copel e a Cohapar.
Perguntinha
O ano de 2006 vai deixar saudades no campo
político?





