Requião fará algo?
Requião quer ser candidato a presidente. Será que o seu governo vai exigir explicações sobre episódios como os do cadeião de Foz do Iguaçu, PEL e Heimtal, em Londrina?

Crime insolúvel?
Bandidos (que deveriam estar presos) entram num bar atirando em bandido (que também deveria estar preso). Resultado: três mortos e um ferido. Dois mortos eram trabalhadores inocentes. Houve tempo para muitos disparos no meio de dezenas de pessoas.

Mais um?
Ninguém é preso. Dizem que a polícia desconfia quem são os assassinos. Da mesma forma que conhecia o morto. Se conhecia por que não agiu? Teria evitado a tragédia.

Soltos, por que?
No Judiciário ninguém até agora explicou o porquê de os assassinos - e também o morto - estarem em liberdade se são bandidos capazes de matar e atirar em inocentes.

Livres para matar
O Paraná está assim: gente que deveria estar cumprindo pena, vive livre, para matar. Ou morrer.

Estatística
Em 2005, das 125 pessoas assassinadas que constam nos registros da PM, 71 já possuíam antecedentes. Algumas pessoas já haviam acumulado muitas passagens até serem mortas. Entre os 57 autores identificados, 20 já possuíam passagens por delegacias.

Extraordinária
O presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão (PSDB), cogitou a possibilidade de convocar os deputados estaduais para sessões extraordinárias na semana que vem. O objetivo seria votar um projeto de lei de autoria do próprio Brandão que isentaria empresas metalúrgicas e produtores agropecuários de pagar, retroativamente, o ICMS que não recolheram desde 29 de junho de 2001. Nessa data foram sancionadas duas leis estaduais que concediam descontos no ICMS para esses setores.

ICMS
O problema é que, no mês passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) atendeu a pedidos dos governos de São Paulo e Minas Gerais e considerou as duas leis inconstitucionais. Com isso, as empresas e produtores teriam que pagar o imposto que não recolheram nos últimos cinco anos e meio. Por considerar que isso poderia até ‘‘quebrar’’ algumas empresas, Brandão apresentou o projeto de isenção do pagamento retroativo.

Nada de convocação
Como surgiram comentários de que o projeto teria que ser aprovado ainda este ano, Brandão pensou em convocar os deputados para votá-lo. A solicitação teria partido da Secretaria da Fazenda. Mas ontem, através de sua assessoria de imprensa, o secretário Heron Arzua garantiu que o governo não fez nenhum pedido para que a lei fosse aprovada com urgência. Brandão, então, desistiu da convocação extraordinária.

De graça
No fim, tudo não passou de um susto para os deputados, que estão em férias há uma semana e só voltam a trabalhar dia 1º de fevereiro. Vale lembrar, porém, que se houver necessidade de fazer alguma convocação durante o recesso parlamentar, Brandão já garantiu que os deputados não receberão dinheirinho extra.

Sem entendimento
O superintendente dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Eduardo Requião, não nomeou ninguém do Porto de Paranaguá para a Comissão Mista para Controle Social do Complexo Portuário do Paraná, instalada no início da semana pelo Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea). E chegou até a criticar os técnicos do Crea, que na opinião dele ‘‘queriam na verdade abrir espaço para novas críticas políticas, e não técnicas’’. ‘‘Sugestões para melhorar os portos serão aceitas. Lobby de interesses privados, não’’, atacou ele.

Comissão Mista
A Comissão Mista para Controle Social do Complexo Portuário do Paraná, aprovada em outubro passado pelo plenário do Crea, reúne gente do Ministério Público, da OAB, da Universidade Federal do Paraná e de sindicatos.

Farpas
Eduardo Requião também andou trocando farpas nos últimos dias com o chefe da Casa Civil, Rafael Iatauro. Eduardo já foi confirmado para permanecer na gestão do irmão (governador Roberto Requião) pelos próximos quatro anos. E Iatauro, segundo informações extra-oficiais, também está certo para continuar na Casa Civil.

Caiu
Efeito cascata na eleição da Mesa Executiva da Câmara de Vereadores de Londrina: ontem, ao fim da última sessão extraordinária de 2006, Flávio Vedoato (PSC) renunciou ao posto de vice-presidência que havia conquistado com a vitória da chapa única encabeçada por Sidney de Souza (PTB). Na véspera, Renato Araújo (PP) levantara a irregularidade da eleição de Vedoato para o mesmo posto que ocupa hoje na Casa. A posse da Mesa 2007/2008 será em 2 de janeiro. O vice será escolhido na primeira sessão ordinária do ano que vem.

Perguntinha
Parlamentares de férias aparecem em sessão
extraordinária?

Equipe da Folha
[email protected]

mockup