Ismael Mologni
Professor da UEL, consultor de empresas, apaixonado por números. A sabedoria do economista Ismael Mologni vai fazer falta. A imprensa o procurava com freqüência para entender mudanças na economia e tendências. Ele usava uma didática que não deixava dúvidas. Abria mão do economês.

Imael Mologni 2
  No seu sepultamento, ontem, colegas da área técnica lembravam que em tempo de turbulência no mercado de commodities, ninguém fechava negócios sem trocar idéias com Mologni. Economistas, empresários e ex-alunos deram adeus ao professor, que também foi secretário das Finanças do município, diretor da Sercomtel, coordenador de Finanças da UEL, presidente do Rotary e diretor do Sindicato dos Economistas.

Norte Pioneiro
Prefeitos de 54 cidades elegeram ontem os presidentes da Associação dos Municípios do Norte do Paraná (Amunop) e da Associação dos Municípios do Norte Pioneiro (Amunorpi). O presidente da Amunop é Edmar Santos, prefeito de Santa Cecília do Pavão. Para Amunorpi foi reeleito Efraim Bueno de Moraes, de Quatiguá.

Desafios
Entre outros desafios eles vão tentar que o governo aumente de 22% para 23% o fundo de participação dos municípios. A medida beneficiaria mais de 400 mil pessoas das duas regiões, carentes de emprego e infra-estrutura.

Homenagem
A Câmara de Vereadores de Londrina realiza hoje, às 17 horas, sessão solene em homenagem aos familiares de pessoas já falecidas e cujos nomes denominaram ruas, avenidas e áreas públicas da cidade de janeiro a dezembro
de 2005, por meio de projetos de lei apresentados na Casa.

Cidadãos
O evento de hoje - que é aberto à comunidade - homenageará 33 famílias, as quais receberão uma miniatura da placa que ocupará as áreas públicas e ainda um exemplar do livro que apresenta o resumo da biografia de todos os cidadãos e cidadãs que denominaram áreas e equipamentos públicos no ano passado.

Feedback no ponto
A contar pela reação do londrinense, o aumento do salário de deputados e senadores para R$ 24,5 mil, aprovado pelos parlamentares anteontem, deve contribuir para a queda livre em que anda a popularidade da classe política nos últimos anos. De seis entrevistados ouvidos pela FOLHA, ontem à tarde, todos foram unânimes no repúdio à benesse - a maioria, inclusive, fez questão de reforçar a indignação no rosto, ou na exata citação dos números e a comparação com o aumento moroso e pífio do salário-mínimo.

Inércia perigosa
No batalhão de cartas e e-mails que diariamente chega à Redação, o episódio que mostrou a clara legislação em causa própria rendeu outra onda de ataques aos parlamentares. Situação idêntica foi abservada no fórum dos leitores no site da FOLHA (www.folhadelondrina.com.br). Considerando que alguém elegeu os neo-marajás, é hora de alguém acordar antes da eleição de 2010, não?

Sercomtel
  O juiz da 3ª Vara Cível de Londrina, Rafael Vieira de Vasconcellos Pedroso, emitiu sentença reforçando decisão do mês passado favorável a 36 proprietários de terminais de linhas telefônicas da Sercomtel. Na ocasião, eles ganharam na Justiça o direito de ter convertida a permissão de uso de terminal telefônico em ações preferenciais classe A da empresa, pelo valor de recompra das respectivas linhas.

Sem protesto
A nova decisão - do mesmo juiz - determina que, até que a Sercomtel promova a conversão do direito de uso em ações preferenciais, os terminais telefônicos que não estiverem em uso deverão permanecer desligados com suspensão total dos serviços, sem que seja devida a cobrança pelo bloqueio. Com isso, o magistrado entende que a taxa é indevida e que, portanto, a Sercomtel deve se abster de incluir esses nomes em serviços como Serasa, SPC ou cartório de protesto.

Cena final
  Na quinta-feira, quando o deputado estadual Hermas Brandão (PSDB) foi escolhido por unanimidade na Assembléia Legislativa para ocupar a vaga do Tribunal de Contas, a Casa estava em clima de fim de mandato. Parlamentares não reeleitos usaram o plenário para dizer adeus. ‘‘A Casa estava sentimental’’, definiu o deputado estadual Alexandre Curi (PMDB).

Questão de sobrevivência
  A deputada estadual Elza Correia (PMDB), que não se reelegeu, também fez um discurso emocionado no plenário. ‘‘Foi uma oportunidade ímpar. Aprendi com todos os companheiros da Casa’’, discursou. ‘‘Mas é claro que uma vez ou outra eu tive que ser mais firme com algum colega’’, emendou, ao comentar sobre seus ‘‘mecanismos de sobrevivência’’ na Casa.

Guerra dos gabinetes
  ‘‘O Aníbal Khury (ex-presidente da Assembléia Legislativa, já falecido) tinha uma frase boa sobre os gabinetes dos deputados, e que ele dizia para os novatos da Casa: quanto menor, mais voto’’, comentou o deputado estadual Nelson Justus (PFL), ao ser questionado sobre a guerra dos gabinetes, comum no início dos mandatos legislativos.

Perguntinha
Nenhum dos 30 deputados federais paranaenses vai renunciar ao ‘‘reajuste’’ de 91%?

Equipe da Folha
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