INFORME FOLHA
Agora vai
A assessoria do deputado federal José Janene (PP) assegurou ontem que o parlamentar não está intencionando tomar nenhuma medida protelatória em relação à votação do processo de cassação do mandato, marcada para amanhã. O processo vai a votação seis meses depois de aprovado o relatório final do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, que recomenda a cassação. As assessorias de imprensa da Câmara dos Deputados e da Presidência da Casa, confirmaram que até o início da noite de ontem, nenhum requerimento havia sido apresentado.
Só depende do quórum
Licenciado das atividades da Câmara desde setembro do ano passado, devido a problemas cardíacos, Janene é o último acusado de envolvimento no esquema do mensalão a ter o processo finalizado pela Casa. Ele é acusado de ter recebido mais de R$ 4 milhões das empresas de Marcos Valério de Souza, apontado como operador do suposto esquema de desvio de recursos para compra de votos dos parlamentares, o chamado valerioduto. Só resta saber se haverá quórum para a cassação. São necessários votos de pelo menos 257 dos 513 deputados.
Por cédulas
A votação do processo de cassação de Janene, marcado para às 19h, será a última a utilizar o atual sistema de cédulas impressas. No último dia 30, a Câmara aprovou o uso de urnas eletrônicas em todas as eleições secretas, inclusive nos casos de escolha dos integrantes da Mesa Diretora, indicação dos integrantes do Conselho da República e de perda de mandato.
Tomazina, capital da fé
Tomazina (101 km ao sul de Jacarezinho) fará três dias de festa no próximo final de semana. Começa dia 8, com o Dia da Padroeira, Nossa Senhora Aparecida. A cidade quer mostrar a beleza arquitetônica da Catetral, inteiramente reformada. Segundo o vice-prefeito Cláudio Fávero, foram dois anos de capricho em todos os detalhes, do piso ao teto.
Novo estilo
O estilo Bonilha de governar a cidade por nove dias mostra que o prefeito em exercício prefere explorar fatos que possam render mídia. Bonilha convocou para hoje de manhã representantes de vários órgãos envolvidos na manutenção e segurança dos lagos de Londrina para apresentarem medidas que evitem afogamentos. A reunião será nas margens do Lago Cabrinha (região norte).
Pedágio
Contrariando as expectativas, não houve nenhum novo capítulo, ontem, na novela do reajuste do pedágio. Com exceção da Rodonorte, que até o início da noite de ontem não havia ingressado com ação judicial para assegurar o aumento (e, portanto, não reajustou as tarifas), as demais concessionárias estão aplicando novos valores amparadas em liminares da Justiça Federal.
Prazo legal
O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) recebeu, ontem, a notificação das liminares concedidas na sexta-feira à Ecovia e Viapar e avisou que irá tentar derrubá-las, assim como as decisões que beneficiam as demais concessionárias. Mas, não há data prevista para o órgão apresentar os recursos. A assessoria de imprensa do órgão assegurou que será esta semana, respeitando-se o prazo legal.
Novo perfil
Levantamento feito pelo Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), numa comparação dos eleitos entre 2002 e 2006, mostra que a próxima Câmara dos Deputados terá mais parlamentares diplomados, empresários e profissionais liberais. Caiu o número de eleitos identificados com profissões assalariadas na comparação das duas legislaturas.
Mais liberais
O Diap registrou que uma parcela de 265 deputados eleitos declararam ser profissionais liberais enquanto outros 121 registraram a ocupação de empresários. Em 2002, haviam sido eleitos cerca de 200 profissionais liberais e outra centena de empresários. Advogados (87), médicos (54) e engenheiros (47) formam os principais grupos profissionais dos deputados eleitos neste ano. Em 2002, somente os advogados eleitos para a Câmara foram 106.
Menos assalariados
O Diap identificou no futuro Congresso um total de 87 parlamentares que foram chamados de assalariados urbanos (professores, servidores públicos, policiais, entre outros) e mais 19 identificados como operários (metalúrgicos e agricultores, entre outros). Na soma dos dois grupos, pode-se contabilizar 106 novos deputados que recebiam algum salário para exercer suas profissões antes de serem eleitos. Em 2002, um levantamento do Diap apontava que 40% dos deputados eleitos naquele ano (pouco mais de 200) eram assalariados.
Perguntinha
Vai ter quórum a sessão que votará a cassação de Janene?





