Romanelli esclarece
O deputado estadual eleito Luiz Cláudio Romanelli (PMDB) questionou o título da matéria publicada ontem pela FOLHA, na página 4, que dizia ‘‘Deputado eleito confirma que recebeu dinheiro de gabinete’’. Ele afirma que recebeu dinheiro do chefe do gabinete da liderança do PMDB, Paulo Gomes Júnior, como pagamento de uma dívida antiga (um empréstimo). Se o dinheiro provinha do gabinete, Romanelli não pode afirmar porque não era deputado na ocasião. Nem cumpria expediente na Assembléia Legislativa.

Asilo no Paraguai
Leitor pergunta se o vice-governador Orlando Pessuti vai mesmo para o Ministério da Agricultura. Antes da resposta, ele sugere: ‘‘Vacas paranaenses vão buscar asilo político no Paraguai’’.

Medo do rifle
O autor da brincadeira diz que o gado morre de medo do rifle sanitário, acionado ano passado por determinação do então ministro Roberto Rodrigues em atenção à denúncia do secretário Pessuti, da Agricultura.

Tudo certo
Vacas sadias foram mortas. Toneladas de filé jogadas em valas. Fazendeiros calados, diante de gordas indenizações. Processos correm na Justiça. E o povo teve pena dos bichinhos. Mas quase tudo já caiu no esquecimento.

Supersalários da Justiça
  Os Tribunais de Justiça dos Estados não vão cumprir a determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de cortar o excedente de quase R$ 3 mil pagos acima do teto. É desobediência.

Supersalários 2
À distância, tem-se a seguinte impressão: depois que a ministra Ellen Gracie, semanas atrás, saiu defendendo aumento de salários, os vencimentos no Judiciário ficaram expostos. Abriu-se um precedente para que aumentos de supersalários sejam tratados sem parcimônia e sem a discrição de outrora.

Supersalários 3
É iminente a crise no judiciário do Brasil. Uma crise interna, por questão salarial! Um bom momento para retomar as discussões sobre controle externo da Justiça.

Novo diretor na CMTU
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) tem um novo diretor de transportes. A informação ainda é extra-oficial, mas o indicado para o cargo é o atual coordenador de transportes Wilson Santos de Jesus. É a primeira vez em 14 anos de história da companhia que um funcionário de carreira chega a esse cargo. Ele está na CMTU desde março de 1998 e ocupou diversas funções. A diretoria estava sendo acumulada pelo diretor de transportes Álvaro Grotti Júnior.

Ladeira abaixo
  A posse do presidente da Câmara de Vereadores de Londrina, Orlando Bonilha (PL), foi marcada ontem por uma série de momentos pitorescos. Pouco antes de receber o posto do prefeito Nedson Micheleti (PT) interinamente - por nove dias -, o parlamentar posou para uma sessão fotográfica com servidores do Legislativo, parentes e amigos na rampa do prédio. De lá, acompanhado pela comitiva e acenando muito, desceu a rampa rumo à prefeitura.

Cargos cobiçados
  Nove dos 18 vereadores de Londrina acompanharam Bonilha à mesa, com Nedson. Na hora dos discursos, elegeram Renato Araújo (PP), 32 anos de Casa, para as homenagens. Em tom de brincadeira, para o vereador Sidney de Souza (PTB), Araújo comentou que discursos em transmissões de cargo do tipo eram feitos historicamente por aquele que seria o futuro presidente da Câmara. Arrancou risos, apesar da disputa velada entre ele e o petebista ao cargo cobiçado. A eleição é no próximo dia 19.

Bônus confirmado
  Apesar de não admitida oficialmente por Nedson, a transmissão provisória da Prefeitura para Bonilha como recompensa pela lealdade na aprovação de projetos da administração ficou bastante clara na cerimônia de ontem. O petista não se cansou de elogiar o ‘‘prestigiamento’’ do parceiro na relação entre os dois poderes. ‘‘Isso mostra ainda o prestigiamento (sic) dele aqui’’, comentou. Depois, em coletiva, reconheceu que é ‘‘tradição’’ ceder a chefia do Executivo ao presidente em fim de mandato. Renato Araújo foi mais explícito: ‘‘Bonilha demonstrou fidelidade’’. Na vez dele, Bonilha devolveu a gentileza, na referência ao prefeito licenciado: ‘‘Meu amigo, meu irmão, meu parceiro’’.

Só por Deus
O Estado brasileiro é laico - pelo menos, na intenção. Em Londrina, as sessões legislativas são iniciadas com a leitura da Bíblia, e finalizadas ‘‘em nome de Deus’’. Ontem, do prefeito aos vereadores, os discursos não deram trégua a Deus e Jesus Cristo para justificar a subida momentânea do parlamentar ao posto máximo. Para encerrar, um pastor - Bonilha é da comunidade evangélica - orou pela cidade e pelos nove dias que vêm aí.

Perguntinha
Será que a crise da febre aftosa no Paraná realmente já caiu no esquecimento?

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