Ronaldinho...
Manchete da Folha de S.Paulo, ontem: ‘‘Publicidade oficial ajuda a bancar TV de filho de Lula’’. A Gamecorp, de Fábio Luiz Lula da Silva (o Ronaldinho do ramo empresarial), divide com o grupo Bandeirantes (a Band) um gordo faturamento obtido com verbas federais em anúncios na Play TV.

...ou Gerson?
Recentemente, diante da rápida ascensão e prosperidade do filho, o presidente teria dito que Fábio é, assim, uma espécie de Ronaldinho dos negócios. Ontem, diante da denúncia da FSP, um leitor corrigiu: ‘‘Se é para comparar com personalidades do esporte, Fábio está mais para Gerson (em alusão à Lei de Gerson).
Que os dois desportistas não se ofendam.

Gente corajosa
A ministra do STF, Ellen Gracie, que pretende elevar o salário da ‘‘categoria’’ de R$ 24.500,00 para R$ 25.700,00, não está sozinha. O presidente da Associação dos Magistrados (AMB), Rodrigo Colaço, defendeu ontem a mesma proposta de reposição da inflação. Mas Gracie quer cortar os salários que estão acima da média, quase três mil.
A OAB nacional poderia se pronunciar sobre o míseros salários, já que os políticos acham justo.

Itaguajé
Aniversário de Itaguajé (110 km ao norte de Maringá) será comemorado dia 30, com abertura do ‘‘maior rodeio da região’’. O nome da cidade faz referência a ‘‘pedra grande’’, homenagem dos indígenas. A professora e vereadora Helena Nunes de Alencar lembra que Itaguajé é palco do encontro dos rios Pirapó e Paranapanema, importantes para a região.

Pressa
A oito dias da votação do relatório do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, que recomenda a cassação do mandato do deputado federal José Janene (PP), ele busca ‘‘acelerar’’ a aposentadoria por invalidez. Ontem, Janene ajuizou no Supremo Tribunal Federal (STF), uma petição pedindo ‘‘preferência no julgamento ou reconsideração da decisão que denegou a liminar’’ no mandado de segurança impetrado contra o presidente da Câmara e do Conselho, que decidiram que o pedido de aposentadoria somente seria apreciado após a tramitação do processo de cassação. A liminar foi negada no dia 13 de setembro pelo ministro Gilmar Mendes.

Emendas
O relator do Orçamento do Estado para 2007, o deputado estadual Marcos Isfer (PPS), recebeu nada menos que cinco mil emendas apresentadas pelos deputados –o dobro das emendas apresentadas no ano passado. Parte dos deputados extrapolou o limite de dois milhões por parlamentar. Isfer queria que os deputados apontassem a fonte dos recusos, não apenas destinação para o dinheiro.

Questão de objetivo
Mas os parlamentares não têm esse costume, de se preocupar de onde vai sair o dinheiro. Concentram-se no mais interessanate (para eles), que é tentar garantir recursos para escolas, ginásios, postos de saúde ou estradas em suas bases eleitorais.

Preferências
Segundo Isfer, a maioria das emendas foi individual. Já as emendas coletivas apresentadas este ano se concentram nas áreas de saúde e cultura. Quando apresentam emendas, os deputados não podem extrapolar os limites de dinheiro do Orçamento. Na prática, os recursos acabam remanejados de uma área para outra.

R$ 18 bi
Os deputados já estão debruçados sobre a papelada do Orçamento, que prevê R$ 18 bilhões em recursos. O relator acredita que a maioria das emendas será incorporada ao Orçamento. A grande questão é se serão cumpridas depois pelo Poder Executivo.

Mutirão
O PT, sozinho, ficou perto das 200 emendas apresentadas. O atual líder da bancada petista na Assembléia Legislativa, Ângelo Vanhoni, propôs 130 delas. Já entre as emendas coletivas, assinadas por mais 12 deputados, está a proposta de R$ 1 milhão para o Teatro Guaíra, com o objetivo de financiar peças de grupos paranaenses no interior do Estado.

Sem platéia
Com as galerias praticamente vazias ontem, enfim os vereadores de Londrina resolveram se manifestar sobre a greve dos servidores da Prefeitura. A paralisação, que durou 106 dias e acabou semana passada após uma série de decisões judiciais, foi comentada por membros da base aliada, principais alvos de manifestações dos grevistas nas últimas semanas do movimento.

Indireta
Tercílio Turini (PPS) justificou o aparente silêncio na tribuna - ontem ele tirou o atraso, com longo pronunciamento - pela sensação de ‘‘estado de sítio’’ que disse ter encontrado nos grevistas presentes às galerias.

No plenário
Depois de colocar um marcapasso na semana passada, o deputado estadual Caíto Quintana (PMDB), ex-chefe da Casa Civil, voltou à Assembléia Legislativa. Voltou com a Casa agitada: bem no meio das discussões sobre a CPI dos Grampos.

Perguntinha
Fechar as contas é a parte menos divertida da campanha?

Equipe da Folha
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