Com polícia e tudo
A reunião entre representantes do Movimento dos Sem Terra (MST) e do Tribunal de Contas da União (TCU), realizada ontem em Curitiba, começou tensa. Com medo que o MST invadisse o prédio, o TCU chegou a chamar a Polícia Federal, mas os policiais acabaram indo embora depois que a reunião começou.

Suspensão
Os trabalhadores queriam que o TCU revisse sua posição de suspender os convênios feitos entre duas cooperativas do Estado e Incra. Os convênios previam repasse de R$ 6,5 milhões aos assentamentos, para assistência técnica, o que acabou não acontecendo com a suspensão.

Foi político
O MST afirma que a decisão do TCU de bloquear os convênios teve caráter político e ideológico contrário ao movimento. ‘‘Alguns técnicos do TCU não usaram critério técnico. Eles chegaram até a juntar matéria de uma revista sobre o MST no processo’’, disse o coordenador estadual do MST Diorlei dos Santos.

‘‘Questão de normas’’
O secretário de Controle Externo do TCU, Rafael Biano Muniz, nega a afirmação. ‘‘Não é uma questão política e exclusiva. A medida cautelar foi usada pelo tribunal 13 vezes este ano. Os procuradores respeitam normas’’, afirmou. Segundo ele, o tribunal também determinou medida cautelar na fiscalização em processos da Prefeitura de Curitiba, de Furnas e da construção do contorno rodoviário de Foz do Iguaçu.

O caso dossiê
‘‘A cadeia causal estava desvendada, até porque tivemos as confissões das pessoas. Agora, descobrir a origem do dinheiro... Isso é uma tarefa que teria que ser feita no tempo da investigação séria, que não quer fazer feito eleitoral. Infelizmente a eleição passou e agora a Polícia Federal vai terminar, por todos os meios que ela tem, descobrir a origem do dinheiro’’. Do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, sobre a denúncia que envolve petistas na compra de um dossiê contra o tucanato.

Propaganda atrasada
Embora as eleições já tenham passado, os torcedores do Atlético que foram na quarta-feira ao estádio acompanhar o jogo pela Copa Sul-Americana receberam balões com propaganda do candidato derrotado ao governo do Estado Osmar Dias (PDT). As mensagens falavam que o torcedor rubro-negro era ‘‘camisa 12’’, referência ao número do candidato. Será encalhe de campanha ou investimento no futuro?

Olha o ingresso!
A prisão de dois cambistas, na terça-feira,
não inibiu a ação no dia do jogo. Nas imediações da Kyocera Arena, o que mais se via eram pessoas oferecendo ingressos para os torcedores, em alto e bom som, mesmo ao lado de policiais militares.

Pedágio
A Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR) divulga na tarde de hoje, em Curitiba, os índices do reajuste do pedágio
no Paraná, que entram em vigor a partir do dia
1º de dezembro. No ano passado, os reajustes variaram entre 8% e 17%, dependendo da
concessionária.

Nova sede
A partir de 1º de janeiro do ano que vem, quando tomar posse, o governador Roberto Requião será o primeiro inquilino do novo prédio que, provisoriamente, abrigará a sede do governo. O Palácio Iguaçu estará em reformas.

Abandonada
O novo prédio também fica na praça Nossa Senhora de Salete, ao lado do Palácio. A construção, que teve as obras retomadas em 2004, estava abandonada há vinte anos e abrigaria o fórum.

Privilégios
Apesar de os parlamentares brasileiros defenderem reajustes nos seus salários, não deveriam reclamar de barriga cheia. Pelo menos é o que se conclui da leitura de uma reportagem divulgada pelo jornal espanhol ‘‘El País’’. A reportagem destaca os privilégios dos quais os deputados brasileiros desfrutam. Comparando os valores que os parlamentares recebem com o salário mínimo de R$ 350, dá vontade de chorar. Especialmente porque os deputados são pagos com dinheiro público.

Afortunados
O correspondente do jornal no Brasil, Juan Arias, classificou os deputados como ‘‘afortunados’’ e diz que eles estão entre os mais bem remunerados do mundo. De acordo com a reportagem, entre salários e diárias, cada deputado pode chegar a receber R$ 92,9 mil mensais.

Perguntinha
De quanto será o reajuste do pedágio este ano?

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