INFORME FOLHA
Mediocridade sindical
Para um dirigente do Sindserv, o conceito de ganho (no sentido de tirar lição da greve dos servidores) é tão medíocre quanto caótico. Segundo ele (FOLHA de ontem, pág.3), ''a cidade também ganha pois viu quem é intransigente e soube que a 'casa' não está arrumada como o prefeito diz''.
PerdedoresUm raciocínio lúcido diria que qualquer equação sobre o saldo da greve aponta para um resultado perdedor. Perderam todos os protagonistas. Perdeu, sobretudo, a cidade. Mas a leitura do sindicalista é apenas a do tira-teima.
Mediocridade política
O foco, como se observa, é linear. É desalentador saber que pessoas que pensam assim acabam tendo ascensão sindical e podem virar políticos poderosos. Não é necessariamente este caso. Mas, por analogia, pode-se chegar ao perfil dos políticos que mandam no Brasil de hoje.
Impeachment
Ontem os grevistas começaram a coletar assinaturas para pedir o impeachment do prefeito Nedson Micheleti. Os servidores se embalaram com a ação ajuizada pelo MP essa semana que acusa o prefeito petista de ''omissão dolosa''.
Vereadores
Outro alvo de uma manifestação ontem no Calçadão foram os 12 vereadores que barraram um pedido de informações ao executivo que poderia ensejar punição a Nedson. ''Em 2008, eles vão bater à sua porta'', alertava um cartaz com as fotos dos vereadores.
Grampos
Passada a eleição, a investida da Assembléia Legislativa do Paraná em relação ao caso dos grampos perdeu força e acabou saindo de cena - como era de se esperar. O comentário é que não há mais tempo hábil para fazer qualquer coisa, pois o ano legislativo termina no dia 15 de dezembro.
Orçamento 2007
E o tema que vai concentrar as atenções dos deputados nas próximas semanas é o Orçamento do Estado para 2007. A idéia de criar uma CPI para investigar as denúncias de grampos partiu da oposição, que tinha como objetivo desgastar a imagem do governador e então candidato à reeleição, Roberto Requião (PMDB).
Recurso
A Econorte entrou esta semana com recurso no Tribunal Regional Federal (TRF) de Porto Alegre contra a liminar que desativa duas praças de pedágio operadas em Jacarezinho e reativa a praça de Andirá. O Agravo de Instrumento foi distribuído para o desembargador federal Carlos Eduardo Lenz.
Despacho
Na sexta-feira, o magistrado decidiu analisar o pedido de efeito suspensivo da liminar após receber as contra-razões do Ministério Público Federal (MPF) - autor da Ação Civil Pública ajuizada em Jacarezinho. Se não conseguir reverter a liminar, a Econorte terá que desativar as praças até a próxima quinta-feira - sob pena de multa diária de R$ 100 mil.
Faxina
Apesar do recurso judicial, a empresa concessionária já trabalha com um plano B. Desde o início da semana, funcionários da Econorte começaram a limpar a praça desativada de Andirá e mexer em equipamentos necessários à retomada da cobrança no local.
Abaixo-assinado
O Movimento Fim do Pedágio, autor do pedido de providências ao MPF que culminou com a Ação Civil Pública, afirma já ter recolhido 3.500 assinaturas contra a revogação da liminar. Representantes do Movimento esperam chegar a 10 mil assinaturas nos próximos dias para pressionar o TRF a manter a decisão.
Silêncio
A FOLHA já publicou várias matérias sobre o assunto, mas não obteve qualquer resposta da Econorte. O DER, que no processo se posicionou contra a liminar, também se calou após o ''pito'' do secretário estadual de Transportes, Rogério Tizzot. Na semana passada, Tizzot havia negado o posicionamento mantido pelo departamento, mas nesta semana, além de reconhecê-lo, criticou o próprio órgão que dirige.
Lei Kandir
Uma das três parcelas da compensação tributária da Lei Kandir foi liberada na última quinta-feira. Londrina recebeu R$ 696 mil. Depois, receberá mais duas parcelas de R$ 348 mil cada. Curitiba recebeu R$ 2,7 milhões, e terá direito a mais duas parcelas e R$ 1,3 milhão cada.
Regras
O Paraná tem direito a receber no total R$ 178 milhões para compensar perdas de recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), por causa da a Lei Kandir. A lei, de 1996, prevê isenções de impostos estaduais para empresas exportadoras. Como contrapartida, os estados recebem compensações do governo federal. Parte do dinheiro fica com o Estado e parte é repartida com os municípios.
Perguntinha
O paranaense engole seco mais um reajuste do pedágio e abertura de novas praças?
Equipe da Folha
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