INFORME FOLHA
Chumbo grosso
Os vereadores de Londrina tiveram uma amostra ontem do chumbo grosso que deverão enfrentar com os servidores em greve. Na terça-feira, houve até empurra-empurra. Ontem, as vaias e gritos de vendido e comprado sufocavam o plenário cada vez que um vereador pedia a palavra na sessão. A promessa da categoria é continuar assim até que haja negociação.
Fúnebre
Do lado de fora, os grevistas colocaram um caixão com os 11 nomes dos vereadores que votaram favoráveis à Prefeitura em matéria da pauta de terça-feira.
Provocações
Se o presidente da Casa, Orlando Bonilha (PL) chamado de açougueiro várias vezes fez que não ouviu, Marcos Defreitas (sem partido) e Flávio Vedoato (PSC), também da base aliada ao Executivo, reagiram ironicamente às manifestações. O primeiro percorreu o plenário aplaudindo os grevistas; o segundo, que chegou às 15h05 (a sessão começa às 14h), acenou para as galerias e gesticulou para que eles aumentassem o tom. Foi prontamente atendido.
Escolinha
O Palácio Iguaçu ainda não definiu se serão retomadas este ano as reuniões do secretariado, comandadas pelo governador Roberto Requião
(PMDB), toda terça-feira pela manhã. As reuniões acabaram suspensas durante a campanha eleitoral. Pelo menos era essa a informação que corria ontem.
Novas caras
Os candidatos que conquistaram uma cadeira na Assembléia Legislativa pela primeira vez já
começam a dar as caras na Casa para sentir onde é que estarão pisando nos próximos quatro anos. Na última quarta-feira, quem apareceu por lá
foi o filho do prefeito de Guarapuava e ex-deputado, Fernando Ribas Carli Filho (PSB), que se
elegeu em outubro com 46.686 votos. O novato tem apenas 23 anos e, portanto, será o mais novo na Casa.
Terreno minado
Logo nos primeiros minutos dentro do plenário, Ribas Carli Filho já havia sentido o clima. Primeiro eu vou deixar a poeira baixar, disse ao ser questionado sobre os primeiros passos na Casa. Ribas Carli Filho se referia à eleição da presidência do Legislativo, que só ocorre em fevereiro do próximo ano, mas já se tornou pauta única nas rodinhas dentro do plenário.
Seguindo a cartilha
Por enquanto, eu estou ouvindo muito e falando pouco. É como eu aprendi com o meu pai, disse o novato.
Fusão
Outro novato que apareceu foi Douglas Fabrício (PPS). Da região de Campo Mourão, o pepessista está mais concentrado em ver como é que vai ficar seu partido após a fusão com o PMN e o PHS. Os três partidos têm uma afinidade grande. Mas precisamos nos reunir e conversar muito, disse ele. A fusão ocorreu porque o PPS (assim como o PMN e o PHS) não conseguiu eleger o número mínimo de candidatos no último mês. E agora vão ter que se unir para atingir o tal número mínimo e escapar da cláusula de barreira.
Barrados e sem grana
O partido que não conseguir ultrapassar a cláusula de barreira pode ficar sem o dinheirinho do Fundo Partidário, entre outras penalidades. O PPS elegeu três deputados estaduais (além de Douglas Fabrício, Felipe Lucas, de Irati, e Marcelo Rangel, de Ponta Grossa). Já o PMN elegeu apenas um para o Legislativo paranaense, e o PHS nenhum.
Resultados
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná deve proclamar o resultado das eleições na próxima segunda-feira (dia 13) ou no máximo terça-feira, dia 14, quando encerra o prazo. A proclamação do resultado só é feita depois das ações judiciais que questionam candidaturas serem julgadas.
Centro Cívico 1
O novo prédio do governo do Paraná no Centro Cívico, em Curitiba, será inaugurado no dia 1º de janeiro de 2007, quando Requião toma posse para o mandato 2007-2010. A recuperação do prédio, abandonado há décadas, custou R$ 21,5 milhões. A partir do ano que vem, o prédio vai abrigar parte da administração estadual.
Centro Cívico 2
Ainda neste ano deve começar a ocupação do novo edifício pelos funcionários do gabinete do governador, da Casa Civil, da Casa Militar, da Secretaria da Comunicação Social e do Cerimonial. Esse pessoal atualmente trabalha no Palácio Iguaçu e será transferido para que a sede do Executivo seja reformada. As obras no Palácio devem começar em meados do ano que vem. A reforma deve demorar cerca de um ano e meio.
Perguntinha
Requião foi informado sobre o vai e vem do DER no caso do pedágio de Jacarezinho?





