INFORME FOLHA
Não é hora de trabalhar?
O presidente do Sindserv, Marcelo Urbaneja, termina seu artigo, ontem na FOLHA (em que critica o PT e o prefeito Nedson), com a pergunta: Não é hora de trabalhar? A pergunta é dirigida ao prefeito, mas cabe ao próprio Sindserv: Não é hora de trabalhar? Afinal vamos para três meses de greve. É justo?
Mentira repetida
No artigo ''E agora Nedson?'', Urbaneja diz: ''Não há ordem judicial determinando desconto de dias parados; há um prefeito desesperado tentando, pela repetição, tornar mentira em verdade''. Urbaneja debita a baixa votação de Lula, em Londrina, à fraca administração. Para ele, não foi culpa da greve.
Vacina 'simbólica'
A campanha contra aftosa foi lançada no Paraná, esta semana, com a vacinação ''simbólica'' na Fazenda Cachoeira. Se não houver firmeza para atingir o gado dos assentamentos, a vacina realmente pode não passar de simbólica. Ou dá para garantir que a imunização foi total nos últimos três anos?
Bola 15
Há tempos desaparecido do Congresso Nacional - onde há mais de um ano não comparece às sessões da Câmara - o deputado federal José Janene (PP) foi visto ontem apreciando jogadas de profissionais da sinuca na residência de um vizinho, no condomínio Royal Golf, em Londrina. Quando a reportagem da Folha chegou ao local, o deputado saiu à francesa.
Sinuca de bico
Apesar de somente ter observado as jogadas, Janene é quem está ''em uma sinuca de bico''. Este mês deve ser julgado o processo de cassação do mandato do deputado. Ele é o último parlamentar citado por envolvimento no mensalão a ser julgado pela Câmara.
Faltas lá em Brasília...
Um dia antes do feriado de 2 de novembro pelo menos quatro reuniões de comissões parlamentares em Brasília tiveram que ser canceladas em função da ausência da maioria dos deputados federais. A reunião da comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania já tem nova data para acontecer, na próxima terça-feira, após o feriadão. Os membros das outras três comissões, porém, ainda não definiram nova data para os encontros.
...E aqui também
No Paraná, mesmo após o fim das eleições, a maioria entre os 54 deputados estaduais parece que optou por encerrar o ano legislativo mais cedo. A única coisa que anda agitando (um pouquinho) os parlamentares que aparecem no plenário é a disputa pela presidência da Casa, posto que será definido em fevereiro de 2007. Lideranças do PMDB, por exemplo, já iniciaram as articulações nos bastidores.
Candidato do PFL
Um candidato que já se lança com vantagem na disputa pela presidência do Legislativo é o pefelista Nelson Justus. Apesar de pertencer a um partido de oposição ao governador reeleito Roberto Requião (PMDB), Justus é amigo pessoal do peemedebista. Parlamentares aliados ao governo do Estado devem ser maioria na Casa a partir do próximo ano.
Bancada governista
Na análise de lideranças partidárias como os deputados estaduais Dobrandino da Silva (presidente do PMDB no Paraná) e Valdir Rossoni (presidente do PSDB no Estado), a bancada governista contará com pouco mais de 30 parlamentares, ou seja, a maioria. Durante o ano de 2006, a bancada do governo também ficou com um pouco mais de 30 parlamentares. A oposição, apesar de se definir fortalecida após um pleito apertado entre Roberto Requião (PMDB) e Osmar Dias (PDT), continuará tendo trabalho pela frente.
E o PT?
O deputado estadual Natálio Stica (PT), que não conseguiu se reeleger, é um dos petistas que, extra-oficialmente, estaria na lista de novos secretários do governador reeleito Roberto Requião (PMDB). O petista se manteve alinhado com Requião e chegou a cobrar, recentemente, novas posturas do seu partido em relação ao PMDB. ''Eu espero que o PT volte a ajudar o governo'', comentou Stica em referência a parte dos petistas no Legislativo, que mantiveram dura oposição a Requião.
Lula e o Paraná
O presidente do PT no Paraná, deputado estadual André Vargas, disse que até agora não foi feita nenhuma reunião interna, pós-eleição, para discutir a nova relação com o PMDB. O petista já adiantou, porém, que a prioridade é ''discutir o Estado'' e fazer a ponte com o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). ''É a contribuição que podemos dar'', explicou ele.
Quites
''Nós não nos sentimos em dívida com o Requião. Estamos absolutamente quites. Nos sentimos responsáveis pela eleição dele, mas não defendemos exatamente o mesmo projeto necessariamente'', declarou André Vargas (PT), reforçando que a bancada petista ainda não se reuniu, mas que a legenda pode sim optar por uma posição ''independente'', em relação ao PMDB, nos próximos quatro anos.
Perguntinha
O que planejam Osmar Dias e Beto Richa para as eleições de 2010?





