INFORME FOLHA
FOLHA é isenta
Divergências entre setores da imprensa e governos sempre haverá. Mas a atual, no Paraná, dura mais do que merece. A briga permanente desta FOLHA é em defesa dos interesses do Paraná. O reconhecimento sempre vem através das manifestações diárias de leitores que vêem na FOLHA uma postura isenta.
Truculência petista
Editorial de ontem da ''Folha de São Paulo'': ''Volta a truculência'' trata do autoritarismo no governo Lula. ''Passada a eleição, grupos governistas ensaiam campanha para intimidar a imprensa e coibir o direito à informação''. Editorial também critica os acontecimentos do Paraná e acusa Requião.
Jornalistas da 'Veja'
Jornalistas da revista ''Veja'' foram intimidados pela Polícia Federal. Autores da reportagem sobre presos envolvidos no caso do dossiê disseram ter sido intimidados e constrangidos pelo delegado Moysés Ferreira.
Relação difícil
''Foi uma relação difícil, conflitiva.'' Resumo da relação do presidente Lula (PT) com a imprensa, na visão de Frei Betto, que assessorou o presidente até 2004. Lula mantinha uma certa distância da imprensa. Frei Betto espera que Lula tenha aprendido.
Olhos da nação
''A mídia funciona como os olhos, a boca e o ouvido da nação. A mídia tem o direito de duvidar e de perguntar'', resumiu o escritor.
Pré-eleição
O chefe da Casa Civil, Rafael Iatauro, resolveu comentar ontem os bastidores da pré-campanha eleitoral no Estado durante entrevista a uma rádio em Curitiba. Uma das ''revelações'' foi a respeito da aliança entre o PSDB e o PMDB do governador reeleito Roberto Requião - frustrada mais tarde pelos tucanos nacionais.
Brinde
Iatauro garantiu que o presidente do PSDB do Paraná, deputado estadual Valdir Rossoni, foi quem convocou a primeira reunião em Brasília para confirmar o namoro entre seu partido e o PMDB. Rossoni, à frente da ala tucana que apoiou a candidatura do senador Osmar Dias (PDT) na disputa ao governo do Estado, teria inclusive ''brindado'' à nova aliança.
Acordo
O cacique tucano Tasso Jereissati também teria feito um acordo com o PSDB do Paraná. O deputado estadual Hermas Brandão (PSDB) - atualmente governador em exercício - deixaria de se lançar pré-candidato ao Senado para que Álvaro Dias (PSDB) reinasse sozinho na disputa dentro da legenda. Em troca, Jereissati daria a ''benção'' à união entre PSDB e PMDB. Os caciques nacionais não teriam cumprido o acordo.
Oposição
Rossoni jura que sua prioridade sempre foi lançar um candidato de oposição no Estado. ''Eu comecei a dormir tranquilo no dia em que lançamos candidato de oposição. Perdemos a eleição, mas o dever foi cumprido'', comentou o tucano, anteontem, no plenário da Assembléia Legislativa.
Pós-eleição
Rafael Iatauro também saiu em defesa do PT. De acordo com ele, não há como medir a influência do apoio do PT a Roberto Requião nas urnas do segundo turno, mas é certo que a legenda vermelha ao menos ''oxigenou'' a campanha eleitoral e deu novo fôlego ao PMDB.
Secretariado
Nos corredores do Palácio Iguaçu, ninguém arrisca um palpite sobre as possíveis mudanças no secretariado da próxima gestão Requião. Extra-oficialmente, o deputado estadual Rafael Greca (PMDB), que não conseguiu se reeleger, estaria sendo cotado para alguma pasta no Executivo. Hermas Brandão, que na próxima semana volta à presidência da Assembléia Legislativa, garante que não está nos seus planos assumir uma secretaria. Nenhum convite teria sido feito até agora.
Contas em dia
O secretário de Governo da prefeitura de Jataizinho, Marcos Antônio de Oliveira, disse ontem ao Informe Folha que a administração municipal, agora, está em dia com o Tribunal de Contas (TC) do Paraná. A prefeitura de Jataizinho estava incluída na lista que o TC divulgou em setembro, e que revelava o nome das seis administrações no Estado que deviam relatórios financeiros ao órgão referentes ao exercício de 2005. A maioria das prefeituras tiveram ''problemas técnicos'' no envio dos documentos. Além de multas, o atraso no envio das contas pode fazer com que o município fique impedido de receber recursos do Estado e da União.
Caixa 2
A mini-reforma eleitoral impôs novas regras em relação aos gastos de campanha. Um dos reflexos foi o acréscimo de quase 300% no registro de gastos de campanha em comparação com 2002. Mas a própria Justiça Eleitoral reconhece: não dá para afirmar que acabou o caixa 2.
Pecuarista
O promotor Miguel Sogaiar, de Defesa do Consumidor e do Idoso, participou da solenidade que lançou a segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa, na Fazenda Cachoeira, em São Sebastião da Amoreira. Pecuarista, o promotor é membro da diretoria da Associação Nacional dos Produtores de Bovinos de Corte (ANPBC).
Perguntinha
Os políticos eleitos já estão prontos para o troca troca de partidos pós-eleições?





