INFORME FOLHA
Fim das mentiras
Horário político terminou, finalmente. Os discursos dos candidatos estavam esgotados há mais tempo. E a paciência do público também. Estavam repetindo as mentiras de sempre. Amanhã, as eleições, depois a posse e mais quatro anos de deboche. É o que sugere a qualidade dos potencialmente ganhadores.
'Só bazófia'
Sobre as campanhas eleitorais, um empresário e político experiente comentou: ''Os candidatos falaram muito, só não disseram o que o povo queria ouvir. Seria sobre um projeto de governo para o País. Foi só bazófia. A esperança do povo está em baixa''.
A ficha vai cair?
Propaganda chegou ao fim sem que os marketeiros de Geraldo Alckmin resolvessem imprimir mais dinâmica aos conteúdos dos programas. Pode ser que, na hora de desmontar o circo, o tucano desconfie que alguém da equipe tem uma pontinha de paixão pela estrela petista. Alguém duvida?
Fazendo tipo
A poluição é brutal em pelo menos um ribeirão de Londrina, mas a preocupação das autoridades, no momento, é com outra poluição, a dos ''santinhos'' dos candidatos, na véspera e no dia da eleição. Será que papéis são tão maléficos quanto a morte dos rios?
Por indução
Será que a Justiça eleitoral está satisfeita com o resultado da campanha institucional que induziu a reeleição tanto para o Executivo como para o Legislativo, desestimulado o surgimento de novos políticos?
Nem um boné
Candidatos novos não puderam distribuir nem bonés. Já quem está desfrutando mandados teve toda facilidade da estrutura pública.
Filho pródigo
Lula vai processar a Veja? Ou Veja tem razão? Revista fala da ascensão de Lulinha durante o governo de seu pai. ''Em um período de catorze meses, Fábio Luiz da Silva, o Lulinha, passou de monitor do Zoológico de São Paulo a sócio da maior empresa de telefonia do Brasil, que tem dinheiro público na composição de seu capital''.
Gafe de Requião
A gafe do candidato Roberto Requião (PMDB), no debate da Rede Paranaense de Comunicação (RPC), na noite de quinta-feira, foi amenizada, ontem, com uma matéria distribuída pela assessoria de imprensa da campanha, tecendo numerosos elogios ao Hospital Evangélico de Curitiba.
Referência
Ao falar dos investimentos em saúde, durante o debate, Requião lembrou do centro de queimados, que está sendo construído em Londrina, alegando que esta seria a primeira unidade especializada do Paraná. Segundo o candidato, o Evangélico, de Curitiba, até atende vítimas de queimadura, mas não seria especializado nisso. Pegou mal, já que a instituição é referência no atendimento a queimados, no Estado.
Ferroadas no Ibope
Osmar Dias (PDT) chegou ao estúdio da TV Paranaense destilando fel contra o instituto de pesquisas Ibope, que horas antes havia mostrado vantagem de seis pontos percentuais para o oponente Roberto Requião (PMDB). ''O Ibope não deveria estar fazendo pesquisas no segundo turno, porque segundo eles não haveria segundo turno no Paraná.'' O pedetista disse ainda que o ''único ibope que dá certo é o das urnas''.
Garrão
Já Requião preferiu não se entusiasmar muito com a vantagem apontada pelo Ibope. ''Espero que meus companheiros não afrouxem o garrão.''
Globalização
Na sua última aparição no horário eleitoral, Osmar Dias ressucitou o termo mais frequente no noticiário até pouco tempo: globalização. E traduziu: ''esse é um período em que o agricultor colhe cada vez mais e ganha cada vez menos''.
Ausente
Após a saraivada de denúncias contra o candidato a vice, Derli Donin (PP), por irregularidades administrativas, Osmar Dias literalmente desapareceu com ele do horário eleitoral. Até o último minuto.
Debate
Já o candidato à reeleição utilizou sua despedida na televisão para repetir imagens do debate da RPC, onde reapareceu num inusitado estilo zen. ''O Osmar só queria agredir'', reclamou. ''O Requião ignorou os ataques e não revidou'', completou o locutor.
Perguntinha
Ao fim da campanha eleitoral, será que os candidatos conseguiram convencer o eleitor?





