Reforma à vista


As coligações e declarações de apoio entre os partidos nestas eleições, podem desencadear mudanças nos secretariados municipais. Apesar do prefeito de Londrina, Nedson Micheleti (PT), negar estar ''tratando disso'', os partidos que se aliaram em 2004 em torno da sua reeleição, seguiram rumos contrários ao tomado pelo PT neste pleito. Enquanto o PT segue em busca da reeleição de Lula e formaliza apoio ao PMDB de Roberto Requião, PTB e PSDB - que fazem parte da administração municipal - se juntam pelas eleições do tucano Geraldo Alckmin, e do pedetista Osmar Dias.


Berlinda


Apesar de definido o apoio ao partido do governador licenciado, a participação do PMDB no governo municipal também está na ''mira''. A sigla é representada pelo presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), Luiz Figueira de Melo, por indicação da deputada estadual Elza Correia (PMDB). Com a não reeleição de Elza, a manutenção de Figueira no cargo - que conduz o projeto do Arco Norte - fica na dependência do resultado do segundo turno.


Lucro político


O que se percebe em relação às reuniões entre representantes da Câmara de Vereadores e de entidades da sociedade civil sobre as contas da Prefeitura é que há quem busque lucros políticos na história. O vereador Sidney de Souza (PTB), por exemplo, é candidatíssimo declarado à presidência do Legislativo pelos próximos dois anos. A eleição é em dezembro.



Futuro traçado


Nos bastidores, a negociação para a formação da Mesa do próximo biênio indica que três nomes correm por fora - um deles, e aparentamente há mais tempo no páreo, o próprio Souza. Os outros dois são Jamil Janene (PL) e o decano Renato Araújo (PP).



Noiva da vez


Eleito deputado estadual com mais de 80 mil votos, o ex-prefeito Antonio Belinati (PP) é um apoio cobiçado pelas duas campanhas ao segundo turno no Estado. Como integrante do PP, pela lógica, teria que apoiar a candidatura de Osmar Dias (PDT), com quem o partido está coligado.



Sem lógica


Mas a lógica na política nem sempre é lógica. Logo, Belinati pode aparecer no palanque de Roberto Requião (PMDB), que já recebeu o apoio do PT no Estado.



Contas do TC


Na Câmara de Vereadores, Belinati ainda enfrentará a votação da prestação de contas de 2000, cuja desaprovação foi recomendada pelo Tribunal de Contas do Estado. O ex-prefeito defendia o desmembramento das contas daquele ano, já que a administração municipal foi dividida com Jorge Scaff (PSB), que assumiu após a cassação do mandato de Belinati. O Legislativo e o TC negaram a separação - e a votação deve acontecer ainda nesta semana.



Reestruturação


O PSDB do Paraná, que sai destas eleições estaduais rachado - com parte apoiando o candidato à reeleição Roberto Requião (PMDB), e outra o pedetista Osmar Dias - deverá passar por uma reestruturação ''assim que a poeira assentar''. É o que defende o senador reeleito Alvaro Dias (PSDB).



Pulverizado


Alvaro tem criticado a condução do partido no Estado antes mesmo da definição das candidaturas. ''O PSDB está enfraquecido no Estado, foi pulverizado. Poderia ter elegido mais parlamentares não fosse essa confusão'', avaliou o senador.


Bipartidarismo


A cláusula de barreira, que tende a eliminar os pequenos partidos, deve aprofundar o ''bipartidarismo branco'' que o País vive desde a década de 90. Para cientistas políticos, PT e PSDB terão papel central em coligações de centro-esquerda e centro-direita, respectivamente, que vão se fortalecer com a diminuição do número de partidos viáveis a partir de 2007.


Afinidade ideológica


A barreira vai incentivar a fusão de legendas com afinidades ideológicas e programáticas, que hoje só estão separadas para acomodar lideranças com incompatibilidades.


Orações


No seu - novo - estilo cândido, Roberto Requião (PMDB) voltou a pedir no horário eleitoral que os eleitores rezem por ele no segundo turno. ''Para que eu resista às forças que se escondem atrás do meu adversário.''


Não pode prender


A 14 dias antes da realização do segundo turno das eleições nenhum dos candidatos a presidente da República e a governador de Estado poderá ser preso, salvo em caso de flagrante delito. A determinação está no artigo 236, do Código Eleitoral, no título que trata das garantias eleitorais.



Liberação 1


Em audiência com o governador em exercício, Hermas Brandão (PSDB), esta semana, o deputado Tadeu Veneri (PT) pediu a sanção do projeto de lei de sua autoria que revoga o parágrafo único do artigo 3º da Lei Estadual 10.891/94. Na prática, a mudança na lei acaba com a restrição na liberação dos servidores públicos para atividades sindicais. O projeto foi aprovado pela Assembléia Legislativa em agosto.


Liberação 2


No texto anterior da lei, o artigo 3º previa que a liberação corresponderia à duração do mandato e permitia a prorrogação da licença por uma única vez, em caso de reeleição. Com a mudança aprovada pelos deputados estaduais, o período de liberação do dirigente é definido pela entidade sindical, podendo ser renovada por mais de uma vez.

Perguntinha


A sucessão na Câmara de Vereadores de Londrina é um jogo de cartas marcadas?

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