INFORME FOLHA
Verba para Arthur Thomas
Está depositada na conta da prefeitura de Londrina uma verba de R$ 500 mil, destinada à revitalização do Parque Arthur Thomas. O depósito foi feito em dezembro do ano passado. Logo vai completar um ano. O dinheiro vem do Ministério do Turismo.
Verba 2
A informação foi dada pelo deputado federal reeleito Alex Canziani (PTB), quarta-feira, em visita a este jornal. Ele disse esperar que a prefeitura utilize a verba. Mas não soube dizer o que está impedindo. Talvez o fato de o município ter que dar uma contrapartida de 15%.
Privatização
Hábil nas estratégias para ganhar votos de funcionários federais, Lula está dizendo que Alckimin vai privatizar a Petrobrás, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Tudo em um único dia!
Desmoralizar pode?
Alckmin certamente nega. E talvez diga que o governo Lula abalou moralmente instituições como a Caixa Econômica, o Banco do Brasil, Correios e até o Sebrae. Elas foram palco de escândalos de corrupção. Os personagens: auxiliares diretos de Lula.
Blairo é Lula
Muita gente afirma que políticos não têm moral. Não dá para generalizar. Mas, com certeza, o que eles não têm mesmo é coerência. Nem ideologia. É público e notório que Lula e seus ministros não falam a linguagem do agronegócio. Mas Blairo Maggi, rei da soja e governador do Mato Grosso, apóia Lula.
Contradições
Soja é a rainha do agronegócio e o agronegócio soja é o item mais forte entre todas as cadeias produtivas. É produto de exportação. Lula não fala a linguagem dos produtores voltados para a exportação; prefere a do MST. Mas Blairo, o rei da soja, apóia Lula. E Lula, o ídolo do MST, gosta.
Rei da soja
Para ser rei da soja é preciso ter quantos alqueires? Um latifúndio. Gente cujos interesses são antagônicos, fazem acordos que só a política (no sentido menos elevado) explica. Pergunta-se: este apoio do Blairo é um caso semelhante ao de Roberto Rodrigues - que, movido à vaidade, foi para o Ministério da Agricultura e teve uma passagem apenas melancólica?
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Fogo cruzado
As provocações entre o candidato à reeleição, Roberto Requião (PMDB), e o prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB) -que declarou apoio oficial a Osmar Dias (PDT)-, prometem dar pano para manga, nem que seja para confundir a cabeça do eleitor. Semana passada, Requião disse que boa parte das obras na capital foram feitas com dinheiro do Estado. Beto, que passou o primeiro turno em cima do muro, sem apoiar abertamente nenhum lado, se viu na obrigação de se defender. Afirmou que Requião não ajudou em nada na redução das tarifas do transporte coletivo na cidade.
Um dia depois do outro
Antes vistos em solenidades oficiais lado a lado, Beto e Requião agora trocam ferroadas. Apoios que subitamente descambam para troca de ataques são mais que comuns no jogo político. Incomum -ou pelo menos assombrosa- é a capacidade do eleitor de fazer ouvidos moucos a esse tipo de comportamento dos representantes que elege.
Fora do ar
A opção de Beto Richa tirou o vereador Mário Celso Cunha (PSDB), líder governista na Câmara de Vereadores de Curitiba, da campanha pela reeleição do peemedebista Roberto Requião. Cunha deixa também de apresentar um programa na TV Educativa, do governo estadual. Agora vai se integrar à campanha do tucano Geraldo Alckmin e de Osmar.
Sinuca de bico
Cunha destacou que, na condição de líder do prefeito, não poderia tomar outra atitude. Na segunda-feira, Cunha deve se licenciar da Câmara por 30 dias, para trabalhar na campanha.
Retorno
O espectro do ex-governador Jaime Lerner aportou definitivamente na campanha ao Palácio do Iguaçu. Após o candidato Osmar Dias declarar, na quinta-feira, que foi contra as iniciativas mais impopulares do governador/arquiteto, entre elas a venda da Copel, Banestado e Sanepar, o governador licenciado, Roberto Requião, respondeu no horário eleitoral de ontem com imagens de Lerner declarando apoio ao senador.
Liderança
Requião também citou no horário eleitoral o resultado da pesquisa Ibope que o coloca 2% à frente de Osmar Dias entre os votos válidos, o que indica empate técnico. Deixou de lado o levantamento DataFolha que atribui inteção de voto rigorosamente igual para os dois candidatos.
Tijolos X Saúde
Já o candidato Osmar Dias aproveitou o horário eleitoral de sexta-feira para novas críticas à propaganda de Requião sobre reformas e construção de hospitais. ''Não aceito que se faça balanço da saúde contando pilhas de tijolos. O meu balanço será sobre atendimento às pessoas.''
Perguntinha
André Vargas vai subir no palanque para apoiar Requião?





