Primeiro debate


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que irá ao debate com o adversário Geraldo Alckmin (PSDB-PFL) na ''TV Bandeirantes'', na noite de hoje. ''As pessoas pensam que eu fiquei preocupado com o fato de ir para o segundo turno, mas esta é a terceira vez que participo de um segundo turno'', lembrou o petista em discurso feito na Bahia.



Cadeiras ocupadas


A presença de Lula e Alckmin deve evitar as cenas estranhas vistas no debate da Globo no primeiro turno, quando os candidatos faziam perguntas para uma cadeira vazia, onde deveria estar o petista.


Primeiro round


Na segunda-feira, a partir das 22 horas, a rede Bandeirantes leva ao ar o primeiro debate deste segundo turno, entre Requião e Osmar Dias (PDT). Serão duas horas de debate. O peemedebista já avisou que está empolgado com a idéia dos debates que, na opinião dele, devem ser ''sem agressões ou violência, mas profundos e cortantes como a lâmina de uma faca''...


Horário Eleitoral


O horário eleitoral gratuito de rádio e televisão dos candidatos ao governo do Estado, recomeça no dia 12. Serão dois programas diários - inclusive aos domingos - de 40 minutos. Cada candidato ao governo e à presidência da República, terá 10 minutos. No rádio, os programas serão veiculados das 7 às 7h40, e das 12 às 12h40. Na televisão, serão exibidos das 13 às 13h40, e das 20h30 às 21h10. Os candidatos ainda terão sete minutos e meio cada um para inserções veiculadas no rádio e televisão. A propaganda eleitoral gratuita termina no dia 27.



Pobreza


''Quando eu conheci o Osmar Dias, ele era pobre como eu. Agora tem as fazendas. Ele ganhava salário de senador, como eu.'' Do candidato à reeleição Roberto Requião (PMDB), provocando o adversário na disputa.


Cabo-de-guerra


O candidato Osmar Dias (PDT) conseguiu capitalizar dois apoios peso-pesado, especialmente em Curitiba, o maior colégio eleitoral do Paraná. O PSDB de Beto Richa e o PPS de Rubens Bueno eram cobiçados por ambos os lados. Já Roberto Requião (PMDB) tem aglutinado o apoio de nanicos. Se o tamanho das siglas vai mesmo garantir vantagem só a contagem dos votos, no dia 29, vai dizer. Apostas?



Liberação 1


Em audiência com o governador em exercício, Hermas Brandão (PSDB), o deputado Tadeu Veneri (PT) pediu a sanção do projeto de lei de sua autoria que revoga o parágrafo único do artigo 3º da Lei Estadual 10.891/94. Na prática, a mudança na lei acaba com a restrição na liberação dos servidores públicos para atividades sindicais. O projeto foi aprovado pela Assembléia Legislativa em agosto.


Liberação 2


No texto anterior da lei, o artigo 3º previa que a liberação corresponderia à duração do mandato e permitia a prorrogação da licença por uma única vez, em caso de reeleição. Com a mudança aprovada pelos deputados estaduais, o período de liberação do dirigente é definido pela entidade sindical, podendo ser renovada por mais de uma vez.


Stress eleitoral


A falta de credibilidade da classe política entre o eleitorado não tem limites. Em Maringá, virou motivo de chacota a licença que o vereador Walter Guerles (sem partido) pediu após a votação de domingo. Motivo: ficou muito estressado com a campanha eleitoral. Alega ter trabalhado dia e noite pela reeleição do senador Álvaro Dias (PSDB).



Investigação prejudicada


Com a ausência de Guerles, a CPI dos Laptops, criada para averiguar denúncia de superfaturamento em computadores adquiridos pela Câmara, passou a andar de lado, ou em velocidade de cágado - à escolha do eleitor.



Desligado


A reportagem da Folha tentou contato telefônico com Guerles ontem, mas seu telefone celular estava desligado. Será que quando ele recarregar as energias, a CPI dos Laptops vai prosseguir?



Cadê os agentes?


A falta de solução para a greve dos servidores municipais de Londrina tem gerado cenas inusitadas. Ontem, após um acidente que envolveu um ônibus e três carros na Avenida Higienópolis, o trânsito passou a ser organizado por populares. Agentes de trânsito não foram vistos na área.



Queda no Calçadão


Já a falta de manutenção tem transformado o piso do Calçadão de Londrina numa armadilha com dezenas de buracos. Ontem, um repórter da Folha presenciou uma senhora de aproximadamente 45 anos tropeçar e cair joelhos no chão. Com muita sorte, não se machucou gravemente.




Atos na greve


A greve no funcionalismo público de Londrina completa hoje 62 dias sem previsão de ganhar um ponto final. Por sua vez, grevistas e administração têm usado, desde o início da paralisação, argumentos praticamente engessados. ''Caixa de ressonância'' da sociedade, a Câmara de Vereadores por vezes adota o discurso oficial de que não há possibilidade de reposição, e agora resolveu transferir o ônus da intermediação para entidades da sociedade civil.



Questão fundamental


O papel desses segmentos é fundamental: é hora de cobrar flexibilidade em negociar, das duas partes, sem esquecer os dados de gastos com pessoal que colocam a Prefeitura em situação alarmante para, por exemplo, efetuar investimentos em infra-estrutura.



Perguntinha


Qual será o argumento que vai pôr fim à greve de servidores?

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