A mídia companheira


A grande imprensa tem sido, muitas vezes, generosa com o governo Lula, maximizando efeitos de suas obras - o que não é cem por cento certo - e minimizando defeitos - o que é cem por cento errado. O critério de abordagem dos assuntos pode falsear a verdade.


Público desconfia


Apesar da sutileza, o tratamento amigo dado às notícias sobre o presidente, nem sempre passa despercebido do público. O resultado é que tem gente perguntando se isso (manipulação da informação) vai acontecer ''também no segundo turno da campanha eleitoral''.


Bush vota em Lula


Dias atrás, uma grande rede de televisão, perguntou a um analista político em quem Bush votaria se fosse eleitor no Brasil. A resposta foi que Bush votaria em Lula, pois com sua liderança, o presidente do Brasil seria eficiente interlocutor no continente latino.


Liderança questionada


Uma reposta forçada pois ninguém ignora o desdém com que Evo Morales, da Bolívia, tratou do assunto Petrobras, na esteira da sua política de nacionalização dos hidrocarbonetos. A desastrada atuação da diplomacia do governo Lula não ameniza o descaso do ''companheiro'' Morales.


Bola fora


Se a intenção foi colocar Lula como liderança regional, o tiro saiu pela culatra em dois sentidos: primeiro porque os ''companheiros'' Chávez e Morales parecem não reconhecer tal atributo; em segundo lugar, ter a preferência de Bush não chega a ser lisonjeiro considerando a política externa norte-americana, condenada no mundo inteiro.


Noiva disputada


Consolidado o segundo turno para a Presidência da República, o PMDB volta a ser a ''noiva'' mais disputada do momento. Na primeira fase das eleições, o partido não se coligou no âmbito nacional para dar liberdade para os candidatos a governador se coligarem a outras siglas, sem criar empecilhos devido a verticalização. Dois dias depois do 1º turno, tanto Lula quanto Alckmin buscam o apoio do PMDB, que terá em janeiro a maior bancada do Congresso e deve eleger cerca de 10 governadores.


Busca de apoios


No Paraná, o peemedebista Roberto Requião disse que ainda está conversando com vários partidos. Já o pedetista Osmar Dias, teria conversado com Alckmin no final da apuração dos votos e firmado o ''apoio mútuo''.


Claque


Requião não deixou por menos no seu primeiro pronunciamento depois de sacramentado o segundo turno no Paraná. Foi inclusive aplaudido pelo secretariado, que estava em peso na primeira coletiva de imprensa do candidato do PMDB após o resultado da eleição. Requião até teve que pedir silêncio, devido à insistência dos secretários -todos candidatos a permanecer mais quatro anos no poder...


Questão de votos, oras


Perguntado porque não conseguiu vencer no primeiro turno, Requião usou a tática lulista e respondeu apenas: ''porque faltaram votos''.


Deixa quieto


Requião fugiu das perguntas sobre apoio presidencial. Não quis falar sobre o governo Lula (PT) e comentou que mesmo que o apoiasse, o eleitor teria claro que ele (Requião) nada tem a ver com a corrupção.


Temor


''Eu não temo nada. Só temo a Maristela (mulher de Requião). Mesmo assim, meu medo vem diminuindo ao longo dos anos. Hoje, a Roberta (filha de Requião) me intimida mais do que a Maristela''.


O caso dos grampos


Na coletiva ainda foi abordado o caso das escutas ilegais. Requião negou envolvimento com os grampos promovidos pelo policial civil Rasera -que foi preso e acusado de participação em um esquema de escutas ilegais. Disse que envolvê-lo com Rasera era uma ''infâmia''.


Transparência


Mas acredita que nenhum secretário de Estado ou governador precise ter nada a esconder. ''Minha opinião é que telefone e conta bancária de todos os secretários precisam estar abertos''.


Olhos nos olhos...


Em relação à proposta de ''olho no olho'' de Requião, aliados de Osmar estão espalhando que esse desafio havia sido lançado primeiro pelo pedetista já no primeiro turno.



Apostas


Para alavancar a votação do presidente Lula (PT) no Paraná, os deputados do PT estão apostando suas fichas em Gleisi Hoffmann, que conseguiu garantir 2,2 milhões ao Senado na disputa contra o sendor Alvaro Dias (PSDB), que acabou reeleito para mais oito anos. No Paraná, Lula perdeu para o tucano Geraldo Alckmin, no primeiro turno.


Campo Mourão


A região de Campo Mourão, que tenta aumentar sua representatividade no Legislativo estadual e em Brasília, conseguiu eleger apenas um deputado estadual no último domingo, mas já se dá por contente. A região estava sem representante, e por isso foi organizado um movimento para eleger alguém da região. Douglas Fabrício (PPS) conseguiu uma cadeira na Assembléia.


Olho


Antes mesmo da eleição o presidente da Associação Comercial e Industrial de Campo Mourão (Acicam), Nestor Bisi, um dos coordenadores do movimento, havia dito à Folha que quem fosse eleito teria seu mandato acompanhado todos os dias, para que os eleitres saibam de suas posturas nas votações, discursos e projetos. Fabrício já tem agendada uma reunião com o pessoal do movimento. Ficou acertada a participação do candidato eleito na reunião mensal da associação comercial, que ocorre no final da tarde de hoje.


Perguntinha


Qual candidato ao governo consegue mais apoios até o dia 29?

Equipe da Folha
politicacwb folhadelondrina.com.br

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