Nota de 100 reais


Quem disse que não há notas de 100 reais? Naquele pacote de dinheiro do PT, destinado a comprar dossiê contra adversários, havia muitas notas de 50 e 100 reais. As notas ganharam destaque em todos os jornais do País. Portanto, existem.


É meio azul


É que, dias atrás, a FOLHA publicou uma reportagem sobre a ausência de notas de 100 reais no comércio. Cédulas de 100 e moedas de um centavo são coisas raras - mostrava a reportagem, em forma de curiosidade. A cédula de 100 é azul, brincava um leitor, ontem.



Trabalhador nunca viu uma


Gente que dá duro no trabalho nunca viu uma nota graúda. Mas graças ao PT, milhares viram as notas. Pela fotografia, é claro. As fotos mostram pilhas de cédulas que somam R$ 1,75 milhão, divididos em dólares (US$ 248,8 mil) e em reais (R$ 1,16 milhão).


Novinha em folha


Maços de reais novinhos em folha e seriados indicam que a quantia pode ter saído de uma mesma fonte. São 26 maços de dólares. E a Polícia Federal paulista, confirmou a autenticidade das fotos. Na verdade, o PT tentou impedir a divulgação, mas não conseguiu.


De onde veio?


Você viu as cédulas e já está bom demais. Você nunca vai saber como se reúne tanto dinheiro vivo. Nem de onde veio a ''montanha'' - como os jornais estão chamando - de dinheiro. Novinho.



'Dia D'


É hoje que os candidatos acordam com os nervos trincados e os eleitores, em boa parte, ainda confusos ou indecisos. Os brasileiros têm a nobre e espinhosa missão de escolher o futuro presidente, governadores, senadores e deputados federais e estaduais. Depois de uma das campanhas mais discretas da história e do mesmo blá-blá-blá no horário eleitoral, chegou finalmente a hora da escolha. Pelo menos, desta vez, o lixo nas ruas será muito menor.


Proibido


Não custa lembrar que a legislação eleitoral proíbe, hoje, o uso de alto-falantes e amplificadores de som, a realização de comícios e carreatas, a arregimentação de eleitor e a propaganda de boca-de-urna.


Participação


A fiscalização também cabe ao eleitor. A lei eleitoral permite que qualquer cidadão que tiver conhecimento de infração penal informe ao juiz da zona eleitoral onde ocorreu a irregularidade.


Reengenharia


Independente de quem seja eleito presidente, os partidos vão passar por um processo de realinhamento no Brasil. Essa tese é compartilhada por vários dirigentes partidários. Até porque os interesses e conviniências políticas têm se sobreposto às ideologias e programas.


Frágil


Na opinião do senador Roberto Freire (PPS), por exemplo, no caso de um segundo mandato do presidente Lula (PT) a governabilidade estará bastante frágil, por causa das denúncias de corrupção. ''O problema de Lula não são os aloprados, o problema de Lula será quando os processos começarem a ser investigados'', avalia Freire.


Bancadas


No caso do Paraná, as coligações que devem eleger mais parlamentares para a Câmara Federal são as encabeçadas pelo PT e pelo PMDB. Pelo menos é o que prevêem o site Congresso em Foco e o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). O PT é de Lula, pelo menos em tese, já o PMDB tem filiados com posturas de todo tipo.


Volta das sessões


Passadas as eleições deste domingo, a Assembléia Legislativa do Paraná retoma as sessões plenárias. O clima será de ressaca política. Quem não for reeleito já começa, com desalento, a desmantelar a estrutura do gabinete. Por causa das eleições, o Legislativo, que já vinha resgistrando baixo quórum, cancelou as sessões no dia 12 de setembro.


Grampos...


Com o retorno dos deputados ao plenário, a expectativa será em relação à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a possibilidade de envolvimento do governo do Estado no esquema de escuta telefônica ilegal. A chamada CPI dos Grampos foi proposta pela bancada de oposição ao governo Roberto Requião (PMDB), que quer saber quem era o mandante dos grampos feitos pelo policial civil Délcio Augusto Rasera -que foi cedido pela Polícia Civil para trabalhar dentro da Casa Civil. Rasera foi preso no início de setembro.


... e mais grampos


Para enfraquecer os holofotes sobre as denúncias de grampos no governo atual, aliados de Requião propuseram uma CPI para investigar denúncias sobre a existência de grampos telefônicos no poder público estadual nos últimos 12 anos. Isso remexeria nas denúncias de escutas ilegais na gestão Jaime Lerner, em 2001, quando foi montada uma CPI em cima do assunto. Na época, a CPI foi criada para investigar denúncias de cobranças indevidas por parte das operadoras, mas acabou enveredando para as investigações de grampos. Por isso, a CPI acabou barrada na Justiça.


Visitantes


O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) recebe hoje 19 visitantes estrangeiros que acompanharão a eleição em Curitiba e na região metropolitana. Os visitantes são de El Salvador, Paraguai, Venezuela e Argentina.


Perguntinha


O eleitor vai lembrar, na hora do voto, quem foi alvo de denúncias de corrupção?

Equipe da Folha
politicacwb folhadelondrina.com.br

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