Crise declarada


Presente em Londrina para uma palestra sobre economia, política e ecologia, o jornalista Sérgio Abranches avaliou que a cidade está sintonizada com a crise de representação política pela qual o restante do País, segundo ele, está passando. ''Cheguei aqui e descobri que os servidores de Londrina estão em greve há mais de 50 dias. Se é isso mesmo e se a população ainda não se revoltou por uma solução, é sinal de que a cidade não sente falta do prefeito'', ponderou, para arrematar: ''É o tipo do episódio que demonstra a grave crise de representação política existente hoje''.


'Campanha cínica'


Na última pergunta feita pela platéia, durante o evento ocorrido anteontem à noite, Abranches foi questionado se, há quatro anos, tinha esperanças de que o Brasil mudaria. O especialista em ecopolítica devolveu uma constatação: ''Só sei que nunca vi uma campanha tão cínica quanto essa - os candidatos têm feito de tudo, menos discutir o País''.


Despedida


Os candidatos se despediram ontem dos eleitores, último dia de propaganda eleitoral em rádio e TV. Alguns candidatos, em tom humilde, até agradeceram ao eleitor - provavelmente pela paciência para encarar a programação eleitoral e ouvir as mesmas promessas pela milésima vez. Os candidatos ficaram no ar desde o dia 15 de agosto.


Liberou geral


Aliás, os candidatos majoritários pegaram ''carona'' no horário dos deputados, nas últimas inserções, e aproveitaram para aparecer mais um pouquinho.


Barrado


Até o senador Alvaro Dias (PSDB), candidato à reeleição no Senado, aproveitaria um tempo extra, mas a coligação encabeçada pelo PT no Estado conseguiu na Justiça Eleitoral uma medida cautelar para impedir Alvaro de aparecer no horário dos deputados, ontem à noite.


Ritti de volta


O Tribunal de Justiça acatou ontem o recurso impetrado pela defesa do prefeito de Santo Antonio da Platina, José Ritti Filho, e suspendeu as cinco liminares que o afastaram do cargo. A defesa argumenta que os sucessivos afastamentos do prefeito expõem a cidade à instabilidade institucional.


Uma vez e chega


O Tribunal de Contas (TC) do Estado, em resposta a uma pilha de consultas sobre remuneração de vereadores no Paraná, decidiu que a correção dos salários, remuneração ou subsídios de seus servidores e agentes políticos só pode ocorrer uma vez ao ano.


Recomposição


O TCE advertiu ainda que, pelo princípio da anterioridade de legislatura, o administrador atual não pode -legislando em causa própria, ressalte-se-, conceder qualquer aumento real ao seu contracheque. Pode, conforme a decisão do TC, apenas recompor o poder aquisitivo com periodicidade não inferior à de um ano.


Voluntários


Sobre a perguntinha do Informe de ontem (Por que será que tem tanto servidor municipal agitando bandeira de Geraldo Alckmin em Curitiba?), o PSDB informou que os servidores municipais se organizaram em grupos e atuam nos finais de semana ou fora do horário de expediente, como voluntários.


O cadeião


Como de praxe, a Secretaria da Segurança Pública em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) vai manter durante o domingo de eleição um Centro de Triagem no ginásio esportivo da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC/PR), no Prado Velho, o chamado ''cadeião''.


Irregularidades


Para lá serão levadas todas as pessoas detidas por algum tipo de irregularidade durante a eleição -normalmente, por propaganda de boca-de-urna, que todo cabo eleitoral sabe que é proibida, mas faz. A Polícia Civil terá uma central no 1º Distrito Policial em Curitiba, com delegados e investigadores de plantão, para auxiliar a Justiça Eleitoral.


Camiseta pode


Segundo decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o uso de camisas e bonés, entre outros acessórios, com menção a candidatos, não será caracterizado como crime eleitoral. Resumindo, usar camiseta pode, desde que não peça voto ou promova um candidato abertamente, o que seria considerado boca-de-urna.


Perguntinha


O eleitor está mais aliviado com o fim do horário eleitoral?

Equipe da Folha
politicacwb folhadelondrina.com.br

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