Carreata


Hoje, a partir das 17 horas, políticos, entidades de classes e representações populares farão manifestação de apoio ao candidato Geraldo Alckmin. Haverá concentração em frente ao Moringão; às 18h30 uma carreata deixará o local rumo ao centro.


O chefão


Leitor sugere a publicação das seguintes notas da coluna de Otavio Frias Filho, diretor de Redação da Folha de S.Paulo: O mais recente escândalo envolvendo Lula & Cia tornou evidente o que já era sabido desde o escândalo do mensalão. Ou seja, a cúpula petista instalou uma máfia sindical-partidária no aparelho do Estado.


Pelo poder


A função é garantir condições para que Lula e seu grupo se eternizem no poder. O método é desviar recursos público para financiar campanhas, comprar adesões no Congresso e montar operações de intimidação contra adversários.



O que é moral


Embora ocupando postos de pouca visibilidade, o que caracteriza os integrantes da máfia é a lealdade a Lula, o chefão. São operadores acostumados a agir nas sombras da delinquência municipal. Sua ação é agora ''legitimada'' por intelectuais como Marilena Chaui e Rose Marie Muraro, para as quais o imoral é moral se for bom para a cúpula do partido.


Corrupção sistêmica



A corrupção se tornou ''sistêmica'', como querem. Não no sentido de resultar das mazelas do nosso sistema político, mas por configurar uma máquina impessoal agindo dentro do Estado.


'Dossiêgate'


O ''dossiêgate'', como vem sendo chamado, revelou algo perturbador. Tornou evidente que, sob o beneplácito de Lula, a máfia continua a agir.


Impunidade

O favoritismo de Lula, aumentou a sensação de impunidade a ponto de a facção correr o risco de prejudicar a reeleição do chefe na tentativa de reverter a vantagem dos tucanos na eleição paulista.


Agindo por conta



O próprio Lula pergunta retoricamente o que teria a ganhar com uma operação criminal desse tipo. É que em geral os asseclas são mais realistas que o rei. É que cedo ou tarde a ''turma'' passa a agir por conta própria.



O futuro


Basta lembrar que foi assim que o chefe de segurança de Getúlio mandou matar Lacerda, principal voz da oposição em 1954, num crime que derrubaria o presidente em qualquer democracia. Se houver segundo mandato, haverá muito trabalho para o Ministério Público e para o que restar de imprensa independente ''neste país''.


Sem provas


O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, arquivou sexta-feira, o inquérito em que o deputado federal Alex Canziani havia sido citado por causa de um suposto uso de dinheiro público no pagamento de marmitex durante a campanha eleitoral de 1998, o que poderia caracterizar peculato. Mello, relator do caso no STF, deferiu o pedido de arquivamento que havia sido solicitado dia 11 pela própria Procuradoria-geral da República. A Procuradoria entende não haver provas contra Canziani.


Justiça Eleitoral 1


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deferiu o registro de candidatura de Mário Manoel das Dores Roque, modificando a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná. Roque é candidato a deputado estadual pelo PSB e havia sido indeferido pelo TRE porque teve contas públicas rejeitadas pelo Tribunal de Contas (TC), enquanto estava à frente da prefeitura de Paranaguá.


Justiça Eleitoral 2


Ontem, o TRE adiou o julgamento do deputado estadual Geraldo Cartário (PMDB), candidato à reeleição, a pedido da defesa do parlamentar. O argumento é de que ainda existem provas para serem incluídas no caso pela defesa. Cartário, a pedido do diretório do PPS de Fazenda Rio Grande, está sendo investigado pelo TRE por uso indevido dos meios de comunicação e abuso de poder econônimo e político.


Alfinetadas


O debate de terça-feira, na TV Paranaense, foi morno, mas nem por isso isento de provocações. Roberto Requião se referiu várias vezes a Osmar Dias como ex-secretário. O pedetista, hoje adversário na disputa, ocupou a pasta da Agricultura no primeiro governo Requião (1991-94).


''Catástrofe''


Melo Viana, candidato ao governo pelo PV, estava mais inspirado. Disse que o País vive hoje a maior ''catástrofe política da história''. ''O que me preocupa é o silêncio dos que se dizem honestos'', emendou.


Limpeza pesada


E não parou por aí. Melo Viana ainda sugeriu faxina na política, passando um ''rodo'' nos maus políticos no dia 1º de outubro, através do voto. Depois, disse que que queria saber de onde vem o dinheiro que abastece a campanha dos candidatos. Mas a frase de Melo Viana que mais chamou a atenção durante o debate foi quando ele disse -e depois repetiu- para o eleitor pensar bem ao ''entrar na urna''.


Estilo Heloísa Helena


O candidato do Psol, Luiz Felipe Bergmann, foi o primeiro a chegar ao prédio da TV Paranaense e foi logo dizendo que o debate seria uma confraria de políticos que já trabalharam juntos. Horas depois, aproveitou as considerações finais do debate até para defender a luta do povo árabe contra o imperialismo ianque.


Perguntinha


Por que será que tem tanto servidor municipal agitando bandeira de Geraldo Alckmin em Curitiba?

Equipe da Folha
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