INFORME FOLHA
Padres reagem
Para a ministra Dilma Roussef, a Igreja Católica tem a cara do governo Lula, ou o governo Lula tem a cara da Igreja Católica. Padres não teriam gostado. Em uma paróquia de Londrina a afirmação da ministra foi contestada.
A Igreja merece?
Pensando bem, a Igreja Católica não merece isto, apesar de já haver-se inclinado para o lulismo. Na percepção de alguns observadores, a mudança de postura da Igreja com relação ao Planalto começou após o plebiscito das armas e a sucessão de denúncias de escândalos.
Nenhum respeito
Criatividade pode facilmente ser confundida com falta de respeito, ou ainda desespero. Domingo à noite, já perto das 23 horas, isso pôde ser presenciado por frequentadores de três bares do Centro de Londrina. Com um caminhão de som, a equipe de campanha de um candidato a deputado federal pelo PMDB pedia aos clientes o voto naquele que faria ''a diferença''.
Que diferença?
Além da ilegalidade do horário, a atitude é no mínimo controversa - afinal, como fazer a diferença repetindo velhos hábitos? Apesar da repetição do ato em frente a três bares, no mesmo quarteirão, nenhuma fiscalização deu as caras.
Cruzamento perigoso
No semáforo de acesso ao maior shopping de Londrina, a tarde de domingo foi marcada por cenas de vale-tudo pela atenção do eleitor. Aglomerados com placas, cartazes e material impresso, dezenas de cabos eleitorais de pelo menos sete candidatos tentava a todo custo, e a uma semana da eleição, divulgar o número dos seus contratantes. A muvuca afastou até o malabarista habitué do ponto.
Reta final...
Enquanto o clima nas ruas (ainda) não registrou confrontos, nos programas do horário eleitoral a briga começa a ganhar contornos mais acirrados. Ontem, na TV, os programas de Osmar Dias (PDT) e Jorge Martins (PRP) se dedicaram quase que exclusivamente a uma espécie de ''operação desmonte'' dos argumentos do candidato à reeleição, Roberto Requião (PMDB).
... fight!
Enfático na possibilidade de segundo turno, Osmar fez um levantamento dos 24 hospitais que Requião afirma ter construído, reformado ou ampliado. Em várias imagens, o pedetista mostrou obras inacabadas, com sinais de abandono, ou simplesmente terrenos onde os supostos hospitais ainda serão erguidos.
Gravações
Já Martins foi além: desfilou imagens antigas de Requião em que o governador aparece perguntando em tom de brincadeira, a uma mulher aparentemente simples, se ela era casada, e se traía o marido. Em outra gravação, o peemedebista fala da ''criação'' de PMs que mantém. Na terceira, em que aparecem os bastidores de uma gravação, ralha com alguém que parece tê-lo desconcentrado - nesse caso, lamenta não ter ''um 38'' à mão. Até o programa de Flávio Arns (PT) deu suas alfinetadas: pediu ao eleitor que não vote em ''um brigão histórico''.
Uso da máquina
Atenção, TRE: tem funcionário público usando a máquina administrativa em horário de serviço para atuação político-eleitoral. O fato foi registrado ontem à tarde, por volta das 15 horas, quando um diretor de comunicação da Prefeitura de Paranavaí (Noroeste) ligou para a Folha sugerindo matéria sobre um candidato da região.
Surpresa!
Ao ser questionado por jornalistas se estava surpreso com o fato de a polícia ter prendido uma quadrlha apenas de mulheres, o superintendente da Polícia Federal Jaber Saadi, confessou que não se surpreende com mais nada. Disse que as mulheres estão tomando o lugar dos homens não só no mercado de trabalho, mas no crime também. O comentário de Saadi foi feito após a prisão, ontem, em Curitiba, de três mulheres que usavam identidades feitas com dados de pessoas mortas.
Irmãos Simões
Os irmãos Iris e Carlos Simões, deputado federal e estadual, respectivamente, entraram na Justiça Eleitoral com um agravo, pedindo mais tempo na investigação. O prazo para defesa deles já acabou, por isso a estratégia do agravo. Ambos são candidatos à reeleição pelo PTB. O Ministério Público eleitoral pede que o TRE decida pela inelegibilidade dos irmãos. O parecer faz parte de uma ação de investigação judicial por abuso de poder econômico e utilização indevida dos meios de comunicação por parte dos petebistas.
Parentes 1
A Prefeitura de Ponta Grossa recebeu ontem, via fax, o ofício do Ministério Público estadual que solicita ao prefeito Pedro Wosgrau Filho (PSDB) e à Câmara de Vereadores informações sobre eventuais parentes mantidos empregados em cargos públicos pelo prefeito, vereadores, secretários municipais e chefes de departamentos. O ofício foi enviado na última sexta-feira.
Parentes 2
O prazo para resposta é de dez dias. A assessoria de imprensa da Prefeitura de Ponta Grossa informou ontem à Folha que nem o prefeito nem o vice (Rogério Serman, do PFL) possuem parentes empregados. Ainda de acordo com a assessoria, a Secretaria da Administração está fazendo um levantamento para detectar se há parentes de autoridades municipais empregados.
Perguntinha
Diferença mesmo na eleição não seria respeito ao eleitor e às leis?
Equipe da Folha
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