INFORME FOLHA
Hora de dar um basta
Alguém tem que ceder em nome do bom senso. É hora de o Sindicato dos Servidores de Londrina pensar no assunto, tomando-se como verdadeiros os seguintes fatos: 1) O limite orçamentário estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal; 2) A deterioração dos serviços públicos incomoda a cidade; 3) Serviços essenciais comprometidos; 4) O próprio servidor não está feliz com a situação.
E a Justiça?
Diante desses fatos, principalmente o item 1, a Justiça deveria viabilizar uma saída que não precisa ser, necessariamente, a mais radical, como a ilegalidade da greve. A Justiça interveio em outras ocasiões, em outras cidades, em nome do interesse público. A Justiça não pode continuar indiferente.
Todos perdem
Não há uma correlação de perdas e ganhos na greve de Londrina. Por enquanto todos perdem e o maior perdedor é o usuário de serviços de saúde, alguém que vive de míseros salários. Ou pessoas e empresas que pagam impostos.
Fora do controle
O episódio de ontem - em que o prefeito teria
sido achincalhado por grevistas - mostra a exacerbação do movimento, cujos contornos transcedem os padrões convencionais de civilidade. E coloca em dúvida a eficácia do movimento em termos de ganho.
Mais um round
O senador Osmar Dias, candidato ao governo pelo PDT, conseguiu na Justiça Eleitoral do Paraná o direito de resposta pedido para a revista IstoÉ. O pedido foi feito pelos advogados de Osmar Dias no último dia 10. Na edição número 1925, que circulou no último final de semana, a revista estampou em duas páginas uma matéria sobre a fazenda Lagoa da Prata, de propriedade do senador, no Tocantins, no município de Formoso do Araguaia. De acordo com a matéria, a fazenda teria ganho fama no Paraná por ter sido comprada por um valor subfaturado, parcialmente desmatada de forma irregular e, ainda, de ter abrigado trabalho escravo. Roberto Requião (PMDB), que busca a reeleição, tem constantemente questionado o preço da fazenda comprada pelo senador.
A cobrar
Os eleitores londrinenses têm sido surpreendidos com uma forma de campanha nada convencional. Esta semana, alguns relataram terem recebido ligações do comitê de campanha de um candidato a deputado os convidando para um jantar em um clube da cidade. O inusitado é que o convite foi feito através de ligações a cobrar no telefone celular.
Nas bases
A avaliação é compartilhada por diversos políticos experientes: como nestas eleições estão proibidos showmícios, distribuição de brindes e demais agrados ao eleitor, o diferencial para garantir votos está em manter grupos de apoio coesos e organizados. Apesar de serem comuns na política casos de apoios a mais de um candidato e traições em geral, nestas eleições a importância dos aliados no Interior foi maior, avaliam os candidatos.
Crianças 1
Por enquanto, apenas dois candidatos a presidente se mostraram comprometidos com a Pastoral da Criança a adotar ações que contribuam para a melhoria da qualidade de vida de crianças, gestantes e suas famílias. Luciano Bivar (PSL) assinou o termo de compromisso e Heloísa Helena (Psol) se comprometeu a assinar hoje.
Crianças 2
Todos os oito candidatos à presidência receberam o convite para firmar o termo, durante a última semana de julho. Cristovam Buarque, do PDT, agradeceu o convite mas avisou que, por conta de
compromissos anteriormente assumidos, não pode atender à convocação, segundo a Pastoral, que ainda aguarda o posicionamento dos demais candidatos. Desde 1999 a Pastoral convoca os candidatos a cargos públicos a assumirem esses compromissos.
Outros casos
Além da Pastoral, a Rede Empresarial liderada pela Fiep e Faciap e até a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Paraná querem que os candidatos assinem termos de compromisso.
Propostas
No caso da OAB, todos os candidatos a deputado estadual, deputado federal, senador e governador do Estado estão convidados a assinar na próxima segunda-feira a escritura pública de compromisso com as propostas do Movimento Brasil Melhor. A campanha, liderada pela OAB e pela Associação Comercial do Paraná, está concentrada em três itens: a redução dos cargos de confiança, a discriminação do valor dos tributos nas notas fiscais e a diminuição do número de deputados.
Guerra fiscal
O ministro Joaquim Barbosa é o relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade 3794, do Estado do Paraná, proposta no Supremo Tribunal Federal (STF) contra os artigos da Lei Complementar 93/01, do Mato Grosso do Sul. A lei instaura o Programa estadual de fomento à industrialização, ao trabalho, ao emprego e à renda (MS-Empreendedor) e concede benefícios fiscais, financeiros-fiscais ou extra-fiscais a empresas localizadas em seu território. Na ação, o estado do Paraná argumenta que sofreria um prejuízo de 12% nas transações com o Mato Grosso do Sul.
Perguntinha
Qual candidato leva mais vantagem no quesito organização das bases?





